quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Deputado Paulo Martins defende regras para institutos de pesquisa: ‘temos que preservar a liberdade de o eleitor escolher sem ser induzido’


Da tribuna da Câmara, o deputado federal Paulo Martins defendeu a criação de uma lei para impedir que institutos de pesquisa continuem a divulgar “pesquisas eleitorais” sem qualquer conexão com a realidade, como vêm fazendo nesta eleição. O deputado apontou: “nós temos nos deparado, há várias eleições, com severas distorções que os institutos de pesquisa ou as empresas de pesquisa têm apresentado em relação à expectativa de resultado e àquilo que se consolida nas urnas”.

Paulo Martins explicou: “Este não é um processo novo, não é um fenômeno recente. Ele já acontece há diversas eleições, mas tem se intensificado. E, nestas últimas eleições, nós tivemos casos extremos por todo o Brasil de institutos de pesquisa que acabaram errando de forma drástica aquilo que apontavam em praticamente todos os Estados”. Ele exemplificou com o seu estado, onde até mesmo um suposto “erro de digitação” foi alegado para explicar erros da ordem de 20% nas estimativas. 

O deputado explicou que as pesquisas eleitorais têm impacto na decisão dos eleitores e apontou: “muito se fala em preservar a democracia, mas não se fala em preservar a democracia preservando a consciência do eleitor, para que ele tenha a liberdade de realmente fazer a sua escolha e que ela não seja contaminada”. 

Paulo Martins afirmou: “Se temos que buscar a liberdade econômica, a liberdade de contratar, a liberdade de divulgar, temos também que preservar a liberdade de o eleitor escolher sem ser induzido e acabar fazendo uma escolha que não faria em uma situação normal”. 

Com o pretexto de combater “desinformação” ou “fake news”, ou o termo que estiver em moda no momento, parlamentares, jornais e cidadãos comuns vêm sendo implacavelmente perseguidos, em inquéritos em grupo, onde uma suposta conduta de um ou alguns indivíduos é atribuída a todo um grupo, ainda que seus membros não tenham qualquer relação entre si. Todos os indicados, então, ficam sujeitos a medidas arbitrárias e abusivas, sem chance de defesa ou acesso ao devido processo legal. 

As investigações seletivas estão comuns no País. No Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes conduz inquéritos sigilosos contra apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Em um desses inquéritos, a sede da Folha Política foi invadida e todos os equipamentos do jornal foram apreendidos. Após a Polícia Federal atestar que não havia motivos para qualquer indiciamento, o inquérito foi arquivado a pedido do Ministério Público, mas o ministro abriu outro inquérito de ofício e compartilhou os dados do inquérito arquivado. 

Atualmente, a renda do jornal está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em atitude que foi elogiada pelos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 15 meses, toda a renda de jornais, sites e canais conservadores está sendo retida, sem qualquer base legal. 

Se você apoia o nosso trabalho e pode ajudar a Folha Política a continuar funcionando, doe qualquer valor através do QR Code que está visível na tela, ou através do código pix ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.

Há 10 anos, a Folha Política vem mostrando os fatos da política brasileira, enfrentando a espiral do silêncio imposta pelo cartel midiático que pretende controlar o fluxo de informações no Brasil. Pix: ajude@folhapolitica.org


Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...