sábado, 8 de outubro de 2022

Senador defende CPI dos institutos de pesquisa e ironiza ‘erros’: ‘Existe maior fake news do que foram os dados das pesquisas agora, desse primeiro turno da eleição?’


Ao defender, da tribuna do Senado, a instalação de uma CPI para investigar os institutos que realizam pesquisas eleitorais, o senador Guaracy Silveira ironizou as narrativas que tentam justificar os supostos “erros” apresentados nas últimas pesquisas. O senador disse: “os institutos de pesquisa nunca erram. Eles acertam sempre. Eles acertam sempre no objetivo deles. Porque o que o instituto de pesquisa faz? Ele faz uma mercadoria, uma mercadoria que está à venda e compra quem quer. Então, nós sabemos quem são os clientes dos institutos de pesquisa e sabemos a mercadoria que eles querem. Querem mandar neste Brasil constantemente”.

O senador explicou que, há muito, o Brasil tem uma concentração de poder em alguns meios de comunicação, e apontou que os institutos oferecem uma mercadoria a ser utilizada para manipular a opinião pública. Silveira alertou: “Nós tivemos tantas ações agora, combatendo fake news, fake news, fake news. Tá. Existe maior fake news do que foram os dados das pesquisas agora, desse primeiro turno da eleição? Fake news em todas as circunstâncias, em quase todos os estados do Brasil”. 

Guaracy Silveira resumiu: “as pesquisas acertam sempre nos objetivos deles, que são vender notícias falsas e abastecer os seus cofres”. Ele acrescentou: “A pesquisa da Rede Globo tem que derrotar o Bolsonaro, tem que derrotar. Não importaria se o concorrente do Bolsonaro fosse Ciro Gomes, se fosse a Senadora Soraya. Fosse quem fosse, sempre estariam na frente do Bolsonaro, segundo as pesquisas da Rede Globo, porque a Rede Globo não compraria outra pesquisa que não desse o resultado que ela quer. Então, é sempre desse jeito e sempre vai ser assim enquanto esta Casa, o Senado, enquanto nós não legislarmos fazendo com que haja realmente critérios e até punições para quem fizer pesquisas tão falsas, tão mentirosas, tão desonestas”.

Há mais de três anos, o ministro Alexandre de Moraes conduz, em segredo de justiça, inquéritos políticos direcionados a seus adversários políticos. Em uma espécie de “parceria” com a velha imprensa, “matérias”, “reportagens” e “relatórios” são admitidos como provas, sem questionamento, substituindo a ação do Ministério Público e substituindo os próprios fatos, e servem como base para medidas abusivas, que incluem prisões políticas, buscas e apreensões, bloqueio de contas, censura de veículos de imprensa, censura de cidadãos e parlamentares, bloqueio de redes sociais, entre muitas outras medidas cautelares inventadas pelo ministro. 

O mesmo procedimento de aceitar depoimentos de testemunhas suspeitas e interessadas, e tomar suas palavras como verdadeiras, se repete em diversos inquéritos nas Cortes superiores. Esses depoimentos, “relatórios” e “reportagens”, produzidos por pessoas interessadas, embasam medidas extremas contra conservadores, sem qualquer chance de defesa ou acesso ao devido processo legal. 

A Folha Política já teve sua sede invadida e todos os seus equipamentos apreendidos. Atualmente, toda a renda do jornal está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, com o aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 15 meses, todos os rendimentos de jornais, sites e canais conservadores são retidos sem qualquer base legal.  

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