segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Senadores mostram censura do TSE e entram em confronto com senador petista: ‘Vendem a pesquisa que interessa; isso sim é fake news’


Durante debate no plenário do Senado, que tratava sobre censura e pesquisas eleitorais, o senador Guaracy Silveira alertou sobre a divulgação de “pesquisas eleitorais” sem conexão com a realidade e questionou por que essas divulgações não são consideradas “fake news”. O senador comparou as últimas pesquisas em diversos estados com os resultados reais e disse: “Pesquisa é uma mercadoria, e compra quem se interessa por ela. E é aos órgãos de imprensa que interessam muito essas pesquisas, por interesses escusos que todos sabem quais são. Então, vende-se a pesquisa, mas vendem a pesquisa que interessa. Esses órgãos de comunicação e os órgãos de pesquisa também fazem a pesquisa que interessa, que tem resultado financeiro. Então, lembrem uma coisa: não é margem de erro, não; é margem de negociação. Tira três daqui, soma três ali para dar o resultado que querem. Infelizmente, os institutos de pesquisa têm sido uma grande banca”.

O senador acrescentou: “São uma grande fake news. Aliás, isso tem que ser enquadrado em fake news, o que é realmente, porque a divulgação dessa fake news das pesquisas eleitorais... Elas são mentirosas, mas as pesquisas são feitas justamente para os institutos ganharem dinheiro e venderem a quem interessa aquele tipo de pesquisa. Senhor, isso daí é vergonhoso. É vergonhoso para quem faz e muito mais vergonhoso para quem publica”. 

O senador petista Jean Paul Prates, então, defendeu que a supressão de conteúdos jornalísticos não poderia ser classificada como censura por ter sido pedida com base em decisões do Tribunal Superior Eleitoral. O senador afirmou: “houve uma reclamação perfeitamente plausível da coligação que teve o acolhimento do Judiciário brasileiro”. Prates afirmou ainda que não haveria relação entre censura e regulação da mídia. O senador disse: “Pegam só a manchete de alguma coisa e falam: "Ele está censurando o jornal tal". Não é isso! É o andamento normal da Justiça Eleitoral”.

O senador Carlos Portinho, então, respondeu, dizendo: “Quem acusou de censura o TSE foi o jornal Gazeta do Povo e a Associação Nacional de Jornais, que é uma associação que merece respeito. O que houve foi censura, que para alguns é regulação da mídia. O TSE, ao que parece, já está levando a efeito promessas futuras de campanha. Não vou entrar no mérito porque a carta da Associação Nacional de Jornais é muito clara, e o que aconteceu, que é um fato, é muito claro. O Ministro Paulo de Tarso Sanseverino censurou, segundo a Associação Nacional de Jornais e o jornal Gazeta do Povo, uma publicação no Twitter que faz referência à relação,  que é histórica, é próxima, entre o ex-Presidente Lula e o ditador da Nicarágua. Não há nenhuma fake news nisso. V. Exa. inclusive confirma que há o interesse do candidato, como ele já diz, em regular a mídia, mas censura não. Acho difícil que V. Exa. sinceramente apoie qualquer ato de censura. E o que aconteceu, denunciado pela Associação Nacional de Jornais, é censura no dia em que a Constituição Federal brasileira, a Constituição Cidadã, completa os seus 34 anos. É uma mancha na história. Parem o TSE! Façam a sua autocrítica! Estou avisando!”.

O senador Eduardo Girão apontou: “A Associação Nacional de Jornais... Isso não é uma entidade que caiu de paraquedas. A Associação Nacional de Jornais está dizendo que foi censura. E aí, como é que fica? No que o senhor colocou há pouco sobre a questão do controle da mídia, é importante que se deixe claro qual é a ideia do ex-Presidente Lula com relação a isso no plano de governo, como é que isso está, até que ponto vai, porque existe uma temeridade”.

Girão lembrou que o senador Kajuru havia relatado, na mesma sessão, que sua rádio foi fechada durante o governo Lula, e lembrou a importância de as pessoas terem acesso às informações. O senador disse: “Eu só quero saber se nós estamos equivocados com relação a isso, porque pode ser. Se estivermos equivocados, a gente pede desculpa. Não tem problema, ninguém tem compromisso com o erro”.

Ao responder, o senador petista admitiu que a notícia em questão não é falsa, mas defendeu sua supressão porque prejudicaria seu partido. Ele disse: “Eu não disse que a notícia é fake news. A notícia exagera, coloca apenas um chefe de Estado, anuncia aquele chefe de Estado, pelo interesse da própria notícia de caracterizar que é um ditador, que está ali cumprimentando, e não fala de mais nenhum. Tudo bem. Vá lá que não é falsa, mas é indutora. O que acontece, o que a ação fala é de tudo que decorreu daquele item e que foi exagerado. Eu poderia ler aqui, mas estou com dificuldades aqui de ler exatamente os pontos, mas são pessoas repercutindo a notícia. É sobre isso que é a ação. Aliás, para dizer aqui… Eu estava aqui procurando a notícia. A notícia está no ar ainda. Quer dizer, não houve combate à notícia em si. O que houve foi uma reclamação em cima de postagens repercutindo essa notícia de forma distorcida, de forma a caracterizar como se houvesse uma amizade entre Lula e o cara lá, como se estivessem trocando confidências – um negócio absurdo. Isso é fake news. Fake news mais habilidosas são aquelas que são feitas em cima de notícias reais. Elas exageram, distorcem e depois repercutem da forma que quiserem, de forma a difamar alguém. Então, era isso que eu queria colocar. O ponto é esse”.

A censura que vem se intensificando no Brasil atinge unicamente conservadores e já causou o fechamento de alguns veículos de imprensa. Mas a perseguição não se limita à censura e inclui muitas outras medidas, inclusive prisões políticas, devassas, buscas e apreensões, ass*** de reputações, entre outras. 

Grupos monopolísticos e cartéis que se associam com o intuito de barrar informações contrárias ou inconvenientes atuam em conluio com a finalidade de aniquilar qualquer mídia independente, eliminando o contraditório e a possibilidade de um debate público amplo, honesto, abrangendo todos os feixes e singularidades dos mais diversos espectros políticos. Controlando as informações, o cartel midiático brasileiro tenta excluir do debate e, em última instância, da vida pública, os conservadores e os veículos que dão voz a essas pessoas. 

A Folha Política tem toda sua receita gerada desde 1º de julho de 2021 confiscada por uma ‘canetada’ do ministro Luis Felipe Salomão, ex-corregedor do TSE, com o aplauso e o respaldo dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Além disso, todas as receitas futuras do jornal obtidas por meio do Youtube estão previamente bloqueadas. Há mais de 15 meses, toda a nossa receita é retida, sem justificativa jurídica. 

Anteriormente, a Folha Política teve sua sede invadida e TODOS os seus equipamentos apreendidos, a mando do ministro Alexandre de Moraes. Mesmo assim, a equipe continuou trabalhando como sempre, de domingo a domingo, dia ou noite, para trazer informação sobre os três poderes e romper a espiral do silêncio imposta pela velha imprensa, levando informação de qualidade para todos os cidadãos e defendendo os valores, as pessoas e os fatos excluídos pelo mainstream, como o conservadorismo as propostas de cidadãos e políticos de direita.

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