domingo, 23 de outubro de 2022

URGENTE: Bolsonaro concede coletiva sobre Roberto Jefferson, aborda operação da PF e detona Lula


O presidente Jair Bolsonaro deu declarações à imprensa, logo antes do debate presidencial na TV Record, que foi transformado em sabatina devido à desistência do outro candidato, o ex-presidente Lula. Bolsonaro apresentou sua versão dos fatos envolvendo o presidente de honra do PTB, Roberto Jefferson, que resistiu à prisão ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro disse: “Falei para o ministro da Justiça: ‘Para quem atira em policial, o tratamento é de bandido’. Ele se deslocou para Juiz de Fora na expectativa de receber novas ordens de mim e, assim, ocorreu. De lá de Juiz de Fora, determinou-se que fossem tomadas providências para a prisão de Roberto Jefferson. Ato contínuo, determinou-se que fosse para o Rio de Janeiro para conversar com os policiais e ver o estado de saúde dos policiais que sofreram ferimentos por parte de Roberto Jefferson. Aqueles que teimam em dizer que Roberto Jefferson é meu aliado: lembre-se que em setembro, agora, ele entrou com notícia-crime contra a minha pessoa no STM - Superior Tribunal Militar”

O presidente rebateu narrativas de que Roberto Jefferson trabalharia em sua campanha: “Não existe qualquer ligação minha com Roberto Jefferson e nunca se cogitou ele trabalhar em minha campanha. Repito: ele entrou com notícia-crime contra a minha pessoa em setembro último, agora. Não se justifica se referir a uma mulher da forma como ele se referiu. É injustificável isso. Lembre-se a imprensa brasileira que, há poucos dias, a jornalista Barbara Gancia se referiu à minha filha, no dia em que ela estava completando 12 anos, como uma pessoa, não vou repetir aqui, como uma pessoa de vida fácil. Lamentavelmente, o tratamento não é o mesmo. É uma menina. A minha esposa, primeira-dama, Michelle Bolsonaro, foi tratada por uma procuradora de Alagoas como ‘vagabunda’. Essa questão de ódio não parte de nós. Muito pelo contrário: o outro candidato, aí, que foge dos debates, se comporta como um covarde, quer tirar proveito político disso”

Bolsonaro relembrou episódios em que o ex-presidente Lula se referiu a mulheres de forma desagradável, sem que houvesse qualquer consternação por parte da velha imprensa ou do Judiciário: “Esse elemento [Lula], há alguns anos, se referiu a várias mulheres, entre elas uma ministra do STF, como ‘daquilo’ duro. Quem age dessa maneira, ofendendo mulheres, não tem moral para entrar nesse episódio para acusar quem quer que seja. Nunca, da minha parte, houve qualquer tipo de acusação usando desses termos chulos usados por esse candidato. É um criminoso que se comporta como um oportunista agora”.

O presidente também falou sobre o passado de Roberto Jefferson: “Temos fotos dele…ninguém sabe disso, ele se une ao José Dirceu no mensalão. Eu estava no PTB na época, no Congresso Nacional, como deputado federal. Ele se une ao José Dirceu na época. Ele, Roberto Jefferson, com José Dirceu, unidos no mensalão. Um como quem comprava os votos e outro que vendia. No meio disso, o chefe dessa organização criminosa, Luís Inácio Lula da Silva. Quando determinei ao Anderson que o tratamento era de bandido, tendo em vista atirar em policiais, eu não poderia de imediato vir à imprensa e falar o que estava sendo feito. Ele poderia ser alertado do que poderia acontecer com ele. A operação, que foi um sucesso, poderia ter fracassado. Fiz a minha parte. Lamento que a imprensa não tenha dado o devido destaque a uma menina de 12 anos sendo chamada daquilo, ou a primeira-dama sendo chamada de vagabunda por uma procuradora de um estado cujo governador, afastado do cargo, é aliado de Luís Inácio Lula da Silva”.

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e pessoas que apenas têm um discurso diferente do imposto pelo cartel midiático vêm sendo perseguidos, em especial pelo Judiciário. Além dos inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, também o ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Felipe Salomão, criou seu próprio inquérito administrativo, e ordenou o confisco da renda de sites e canais conservadores, como Bárbara, do canal Te Atualizei, e a Folha Política. Toda a receita gerada pelo nosso jornal desde 1º de julho de 2021 está bloqueada por ordem do TSE, com aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 15 meses, toda a renda do nosso trabalho vem sendo retida, sem qualquer previsão legal. 

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