domingo, 23 de outubro de 2022

URGENTE: Bolsonaro se pronuncia após Roberto Jefferson resistir a ordem de prisão determinada por Alexandre de Moraes


O presidente Jair Bolsonaro se manifestou, pelas redes sociais, sobre o evento em andamento envolvendo o presidente de honra do PTB, Roberto Jefferson. Mesmo sem ter foro privilegiado, Jefferson teve sua prisão ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, supostamente por palavras proferidas em um vídeo. Jefferson resistiu à prisão e houve troca de tiros, e a ocorrência segue em andamento. 

Em vídeo, Jefferson disse: “eu não vou me entregar. Eu não vou me entregar, porque acho um absurdo. Chega, me cansei de ser vítima de arbítrio, de abuso, infelizmente. Eu vou enfrentá-los. Mas está de pé a nossa bandeira, em nome da liberdade, da democracia, do respeito às famílias, à vida pública. Não vou me entregar. Estou de pé”. Ele acrescentou: “querem nos cercear, querem nos esmagar, querem nos prender. Estou mostrando a vocês que não vou me entregar”. 

Em outro vídeo, Jefferson afirmou: “eles atiraram em mim, e eu atirei neles. Estou dentro de casa, mas estão me cercando. Vai piorar. Vai piorar muito. Mas eu não me entrego. Chega de abrir mão de minha liberdade em favor da tirania. Não faço mais isso. Chega.[z20] Vou cair de pé como homem que sou. Sou líder. O líder não é só de palavras, é o exemplo. O Brasil chegou no limite da tirania. Esses caras tiranizaram a gente”. Ele acrescentou: “chega. O pau cantou. Chega. Vou embora, mas deixo plantado o meu exemplo. Não se entreguem. Lutem contra a tirania. O perdão ao tirano é um acinte, é uma ofensa ao justo e ao inocente. E eu peço a vocês: não se entreguem. Combatam pela democracia e pela liberdade. Deus, pátria, família, vida e liberdade”.

Bolsonaro disse: “Repudio as falas do Sr. Roberto Jefferson contra a Ministra Carmen Lúcia e sua ação armada contra agentes da PF, bem como a existência de inquéritos sem nenhum respaldo na Constituição e sem a atuação do MP. Determinei a ida do Ministro da Justiça ao Rio de Janeiro para acompanhar o andamento deste lamentável episódio”.

Roberto Jefferson é alvo de inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, apesar de não ter foro privilegiado. Nesse inquérito, já foi preso em presídio comum e encontra-se em prisão domiciliar há mais de um ano, por palavras em vídeos. 

O jornalista Paulo Figueiredo Filho, da Jovem Pan, pontuou: “A situação com Roberto Jefferson escala a gravidade. É necessário que a população entenda que estamos em um estado policial real, estabelecido, com a Polícia disposta a prender e até ma**r senhores de idade que falam mal dos tiranos no poder. Não é brincadeira. Dia triste. Assistam a imprensa e o establishment utilizarem este ato como comprovação de que ‘vivemos em um faroeste’, que ‘os apoiadores do Bolsonaro são loucos extremistas’ e o dia de hoje como justificativa para QUALQUER medida arbitrária como a ‘única forma de proteger a democracia’".

A deputada federal Bia Kicis, por seu turno, lamentou: “Momento gravíssimo  da nossa combalida democracia. PF cumpre ordem de prisão de Roberto Jefferson mas ele diz que não irá se entregar. Já houve tiroteio, como mostram as imagens”.

O professor Carlos Barros descreveu: “Alexandre mandou a parte da Polícia Federal que ele domina na casa do Roberto Jefferson. Ele não se entregou e reagiu a tiros. Está cercado dentro de casa com a esposa. Operação policial em um domingo. Por conta de palavras. Palavras”.

Nikolas Ferreira, o deputado federal mais votado do Brasil, desabafou: “Meu Deus, que loucura que está acontecendo com o Roberto Jefferson. Ele xingou a ministra e pediram a prisão dele? Foi isso mesmo? Eu juro que é só uma pergunta”.

Bárbara, do Canal Te Atualizei, criticou: “2022, o ano que a Gestapo te prende num domingo por xingamentos na internet. Não concordo em absoluto com a forma que Roberto Jefferson se expressa, mas ser preso por isso, sem processo, de novo? É um conjunto de coisas lamentáveis em uma ‘dita democracia’. Triste”.

O deputado federal José Medeiros afirmou: “Roberto Jeferson pode morrer por causa de crime que não cabe prisão em flagrante, nem preventiva, é caso de juizado especial. Esse é o país do PT”.

Atualmente, no Brasil, há um grupo de pessoas sendo tratadas como sub-humanos e cidadãos com menos direitos, por manifestarem suas opiniões livremente e por apoiarem o presidente Jair Bolsonaro. Medidas arbitrárias são tomadas contra essas pessoas, que têm seus direitos e garantias fundamentais desrespeitados. 

Além de ter tido a sede invadida e todos os seus equipamentos apreendidos, no âmbito de um inquérito do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que foi posteriormente arquivado por falta de indícios de crime, a Folha Política, atualmente, tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, com o apoio e o louvor dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 15 meses, todos os rendimentos do jornal estão sendo retidos sem justificativa jurídica. 

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