terça-feira, 1 de novembro de 2022

Aliado de Bolsonaro, deputado José Medeiros aponta atos de tirania do STF e do TSE e ‘armas desiguais’ - Eleição de Lula


Em transmissão ao vivo, o deputado federal José Medeiros falou sobre os mecanismos que foram utilizados nesta eleição, enfatizando a supressão da liberdade de expressão. O deputado disse: “hoje não se faz mais a tomada do poder pelas armas, do jeito antigo. Se faz dessa forma que foi feito: criando narrativas, rotulando o adversário e, principalmente, toda vez que ele falar, tacha de “fake news””.

O deputado apontou: “o que eu vi nessas eleições foi o seguinte: as coisas começaram cerceando a liberdade de imprensa. Todos os apoiadores foram cerceados. Se eram do lado do presidente, foram mapeando e tirando do ar”. Medeiros mencionou o caso do empresário Luciano Hang, censurado sob a alegação de fazer parte de um grupo de Whatsapp. O deputado resumiu: “foi uma eleição que disputamos com armas desiguais”. 

José Medeiros afirmou: “Então, as narrativas simplesmente definiram esta eleição. Não importavam os fatos”. Ele explicou: “muitas pessoas definiram seu voto por não gostarem do presidente. E a gente sabe por que não gostavam. Havia um grande conluio, e basta você pegar os números da época do PT, em que sites como o UOL, esse 247, a Globo, todos esses que bateram incessantemente no presidente Jair Bolsonaro,  esse pessoal tinha uma mangueira direta na jugular da SECOM. A Globo, era bilhões. Então, todo esse povo colocou seus repórteres para bater o tempo inteiro no presidente”.

O deputado descreveu como cada realização do governo era omitida, e cada ato do presidente, retratado de forma negativa, inclusive com uso de mentiras. 

José Medeiros apontou ainda uma outra estratégia utilizada pelo PT e seus aliados. Ele disse: “você tinha todo dia o Randolfe fazendo uma dobradinha com alguns ministros do STF, e entrava com ações, e, na grande maioria, davam a tutela para isso”. O deputado lembrou que o ministro Marco Aurélio Mello alertou que a oposição estava usando a corte para atacar o governo, e disse: “E isso era claro. Havia ali um jogo de tabelinha, um jogo montado”.

O deputado explicou: “Não importa o que você faça. Quando um golpe está a caminho, e esses golpes modernos, são criadas narrativas, e é o pós-verdade, a boa e velha mentira. E eles mentiam o tempo inteiro e nos acusavam de fake news”. Ele lembrou as grosseiras acusações, jamais comprovadas, feitas na campanha de 2018, e os ataques baixos feitos pela esquerda neste ano. O deputado lembrou a perseguição à imprensa conservadora independente e comparou com a velha imprensa e os blogs de extrema-esquerda, que não sofrem nenhuma restrição. O deputado também lembrou a prisão do deputado Daniel Silveira, em pleno exercício do mandato, por palavras em vídeos. E resumiu: “não há liberdade de expressão”

O deputado José Medeiros afirmou que há uma expectativa de criar uma situação para prender o presidente Jair Bolsonaro, e disse: “eles já estão com medo da próxima eleição”. O deputado explicou que, quando Lula governar, “os jovens vão ter a oportunidade de ver a gastança que eles vão fazer”. Medeiros disse: “o PT entende que o indutor do crescimento é o Estado. Eles vivem do Estado, pelo Estado, para o Estado, porque é ali que eles se alimentam”. Ele acrescentou: “Não se enganem: o PT não tem projeto de Brasil, o PT tem projeto de poder”.

Investigações seletivas estão comuns no País. No Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes conduz inquéritos sigilosos contra apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Em um desses inquéritos, a sede da Folha Política foi invadida e todos os equipamentos do jornal foram apreendidos. Após a Polícia Federal atestar que não havia motivos para qualquer indiciamento, o inquérito foi arquivado a pedido do Ministério Público, mas o ministro abriu outro inquérito de ofício e compartilhou os dados do inquérito arquivado. Atualmente, a renda do jornal está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em atitude que foi elogiada pelos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 16 meses, toda a renda de jornais, sites e canais conservadores está sendo retida, sem qualquer base legal. 

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