domingo, 6 de novembro de 2022

‘Estamos vivendo um período em que há ditadores no Brasil dizendo o que se pode e o que não se pode falar’, alerta deputado Marcel Van Hattem


O deputado federal Marcel Van Hattem, durante viagem oficial à Holanda, fez uma transmissão ao vivo para demonstrar sua preocupação com a situação política no Brasil e para orientar os cidadãos para que atentem à importância da supressão da liberdade de expressão que está ocorrendo, há tempos, no Brasil. 

O deputado disse: “Vivemos, realmente, um período de exceção, em que a liberdade de expressão está sendo tolhida dos cidadãos brasileiros, em especial do campo político da direita, e em especial daqueles que questionam as autoridades, o que é muito grave em uma democracia. As autoridades não podem ter medo de ser questionadas. Pelo contrário, as autoridades devem ser questionadas. Autoridades só recorrem à censura e à opressão, quando são questionadas, em ditaduras. E nós estamos vivendo um período em que há ditadores no Brasil dizendo o que se pode e o que não se pode falar”.

Marcel Van Hattem afirmou: “para mim, o mais importante é batalhar pela liberdade de expressão”. O parlamentar disse: “Agora, um pedido legítimo que precisa ser feito é o pedido de que se garanta a liberdade de expressão dos cidadãos, e de todos, inclusive dos parlamentares. É um absurdo viver em um país em que a minha liberdade de falar, inclusive como parlamentar, é limitada, porque eu posso correr o risco de ter minhas redes bloqueadas, ter meu mandato cassado, isso é impensável. Eu não temo essas coisas. Não temo ser perseguido, algo do gênero. Infelizmente, no Brasil está sendo parte da nossa vida, de todos nós brasileiros”. 

O deputado apontou o contraste entre o Brasil e países livres. Ele disse: “estando aqui na Holanda, sinto a liberdade de expressão - me sinto ainda mais preso no Brasil, escravizado por autoridades que se acham iluminadas, se acham no direito inclusive de evitar não só a crítica, mas também o questionamento. Perguntas!”. Ele alertou: “sem liberdade de expressão, sem falar sobre o que está mais apertando hoje o nosso calo,  não tem como tratar dos outros temas”. 

A censura que vem se intensificando no Brasil atinge unicamente conservadores e já causou o fechamento de alguns veículos de imprensa. Mas a perseguição não se limita à censura e inclui muitas outras medidas, inclusive prisões políticas, devassas, buscas e apreensões, ass*** de reputações, entre outras. 

No contexto atual do Brasil, muitas pessoas estão sendo tratadas como sub-cidadãos, pelo simples motivo de terem manifestado apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Por expressarem suas opiniões, são alvo de CPIs, de inquéritos secretos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, ou são vítimas de medidas arbitrárias como prisões políticas, apreensão de bens, e exposição indevida de dados, entre outras. 

No chamado ‘inquérito do fim do mundo’, e nos inquéritos dele decorrentes, já houve: prisões políticas sem que houvesse sequer indiciamento das pessoas presas; imposição de uso de tornozeleira eletrônica e ‘prisão domiciliar’ em endereço diferente de onde as pessoas moravam; quebra de sigilo de parlamentares, inclusive de um senador; quebra de sigilos de pessoas e empresas, inclusive de veículos de imprensa; quebra de sigilos do ajudante de ordens do presidente da República; censura de veículos de imprensa e de parlamentares; bloqueio de redes sociais de jornalistas, veículos de imprensa e parlamentares; buscas e apreensões em empresas, residências - inclusive de um general da reserva -, residências de familiares, e gabinetes de parlamentares; proibição de contato entre pessoas, que muitas vezes, nem se conhecem; proibição a parlamentares de concederem entrevistas; intervenções no comando de partido político; entre outras. 

A totalidade da renda da Folha Política, assim como de outros canais e sites conservadores, está sendo confiscada a mando do ex-corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, com o apoio e aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 16 meses, todos os rendimentos do jornal estão sendo retidos sem justificativa jurídica. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode nos ajudar a continuar nosso trabalho, doe qualquer valor através do Pix, usando o QR Code que está visível na tela, ou com o código ajude@folhapolitica.org

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