domingo, 27 de novembro de 2022

General Mourão alerta sobre ‘traidores da Pátria’ e garante: ‘Eles que venham, não passarão!’


O vice-presidente, general Hamilton Mourão, eleito para o Senado pelo Rio Grande do Sul, publicou uma mensagem rechaçando o movimento comunista, abordando “traidores da Pátria” e garantindo: “Eles que venham, não passarão!”.

O general asseverou: 

“Na data de hoje, em 1935, traidores da Pátria intentaram contra o Estado e o povo brasileiro. 

A intentona de 27 de novembro foi a primeira punhalada do Movimento Comunista Internacional contra o Brasil. 

Não seria a última.

Eles que venham, não passarão!”.

Recentemente, em entrevista a Pedro Albuquerque (CEO do TC) e Murillo de Aragão (CEO da Arko Advice), o general apontou os planos autoritários de Lula e explicou sua aversão às ideologias de esquerda: “Eu sou oposição ao Lula. Não sou oposição ao Brasil. O PT, enquanto esteve na oposição, fez oposição ao governo e ao país. Se você olhar a trajetória do Partido dos Trabalhadores, quando houve a eleição indireta do Tancredo Neves, os três deputados deles que votaram foram expulsos do partido. Em 1988, votaram contra a Constituição. Sabotaram o Plano Real. É um partido que sempre jogou contra o país para satisfazer e buscar os seus interesses políticos. Jamais vou fazer uma coisa dessas”.

Ademais, Mourão criticou declarações realizadas por petistas e aliados durante a campanha eleitoral: “Em uma entrevista, o Flávio Dino dizendo que vai pagar as pensões acima da inflação, aumentar investimentos em infraestrutura…De onde ele vai tirar dinheiro para isso? Ele desconhece a realidade orçamentária e fiscal do Brasil para dizer uma coisa dessa. Quando você tem um presidente da República em que a promessa é dar picanha  ecerveja, é porque não tem mais nada para prometer. Fala de privatização, a questão trabalhista. Ele está com a cabeça no século XIX e o olho está em Getúlio. Não entende as relações trabalhistas modernas, como o mundo está girando hoje. Quer voltar ao passado. Sem compreender o que está acontecendo em volta da gente. Vivemos uma crise múltipla. Inflação nos Estados Unidos, crise energética na Europa Ocidental, a China, com a questão do COVID ZERO, diminuindo o crescimento. Ele não pode aplicar as políticas que aplicou no governo dele. No primeiro mandato, ele jogou ‘by the book’. No segundo, sobrevivendo à crise do mensalão, ele achou que podia botar o esquema PT, que culminou com a famosa nova matriz econômica da Dilma, onde gasto é vida”.

No ensejo, o general lecionou: “As pessoas têm que entender: governo não fabrica dinheiro. Pode até fabricar na lá na Casa da Moeda. Governo toma dinheiro da gente e tem de devolver em forma de segurança, de educação, de saúde. Não é simples (...). Temos de sempre buscar o equilíbrio. Se sairmos do equilíbrio, não temos futuro. Entramos em um ciclo pesado de endividamento. Tem que jogar dentro daquilo que é mais sadio para manter as contas públicas equilibradas e aumentar a produtividade”.

Além disso, Mourão fez severas críticas à Rede Globo e alertou sobre Lula: “A Rede Globo trabalhou intensamente pela eleição do Lula e não esconde isso aí. Nem o Carlos Lacerda conseguiria fazer um massacre tão grande como a Globo tem feito em cima da gente. Óbvio que temos a nossa parcela de culpa. [Sobre a regulamentação da mídia], o sonho do PT é o regime chinês. Não adianta querer dourar a pílula. Eles sonham com o Regime Chinês. O próprio Lula já declarou isso aí. Ele queria ser o Xi Jinping, com o Congresso se reunindo a cada quatro anos para chancelar”.

Nesta semana, o oficial reagiu a novas condutas de Alexandre de Moraes, ministro do STF, qualificando as ações do ministro como “ápice do autoritarismo”. Conforme o senador eleito, as investidas de Alexandre de Moraes ferem “de morte” o Pacto Federativo, de maneira que o Brasil ruma para um precipício.

Mourão asseverou: “Vive-se hoje, nacionalmente, uma polêmica justificada em função da questão das urnas eletrônicas e das ações contundentes e exacerbadas do TSE. O recente recurso do PL, protocolado mais de 20 dias depois da proclamação oficial das eleições, não dá ao TSE o direito de rejeitá-lo peremptoriamente e extrapolar, mais uma vez, por intermédio de uma multa absurda e inclusão dos demandantes em inquérito notadamente ilegal.

Some-se a este estado de coisas a foto do presidente do TSE ladeado por alguns comandantes das PM, materializando o ápice do autoritarismo e ferindo de morte o Pacto federativo. Hoje, rumamos para um precipício. Assim, é chegada a hora da direita conservadora se organizar para combater a esquerda revolucionária. Necessário é reagir com firmeza, prudência e conhecimento; dentro dos ditames democráticos e restabelecer o Estado Democrático de Direito no Brasil”.

Anteriormente, o general manifestou-se sobre o convite feito pelo ministro Alexandre de Moraes aos comandantes das polícias militares de todos os estados, para uma reunião com ele. O general alertou: “Vive-se hoje no Brasil, infelizmente, uma violação do Pacto Federativo, perpetrada pela mais alta instância do Judiciário. Ações inconstitucionais e ilegítimas são adotadas de maneira monocrática, atacando a autonomia federativa. Nessa direção, confundem erroneamente ordens direcionadas às ações das PMs e DETRANS, violando o Pacto Federativo, situação que materializa um estado de exceção em vigor, fruto da extrapolação do Estado de Direito”.

Em entrevista em Portugal, o vice-presidente retrucou um jornalista e defendeu o caráter democrático de manifestações pacíficas: 

“Em primeiro lugar, as manifestações não são golpistas. Isso é uma coisa que vocês da imprensa estão colocando. Isso é uma manifestação de gente no Brasil, é uma questão interna nossa, que não se conformou com o processo, que considera que o processo é viciado. Essas pessoas não estão na rua de forma desordeira, estão num processo de, vamos dizer assim, numa catarse coletiva - no sentido de aceitar algo que eles consideram que não foi correto. E o tempo é o senhor da razão”.

Dessa maneira, Mourão aferiu: “O que eu considero, muito claramente, é que o árbitro desse jogo,o Tribunal Eleitoral, foi parcial ao longo desse jogo. Isso é o que eu considero”.

Recentemente, o general fez severas críticas ao STF, em especial ao ministro Alexandre de Moraes, e enfatizou a necessidade de o Legislativo, na figura do Senado Federal, reagir a arbitrariedades e ilegalidades, inclusive com um processo de impeachment, o que o senador qualificou como um aspecto “mais rigoroso”.

Nesta toada, o oficial assestou como ministros estão agindo de maneira parcial, sem boa-fé e sem respeito ao devido processo legal. Neste contexto, Mourão “abriu o jogo” a respeito de como muitos senadores são reféns de ministros do STF em razão de “pastinhas”, isto é, processos e inquéritos contra tais parlamentares: “Há uma disfuncionalidade no sistema jurídico, em minha visão. Um sistema jurídico, para ser eficiente, vamos falar de dois pressupostos: um deles é que a lei seja fácil e compreendida por todos. Como a lei vem sendo interpretada de acordo com a vontade do freguês, a gente perde essa característica e vive em uma insegurança. Também, um magistrado tem de agir de boa-fé. E os magistrados não estão agindo de boa-fé. Esse desequilíbrio tem de ser consertado pelo sistema de freios e contrapesos. O Congresso Nacional é responsável por isso. Lamentavelmente, dentro do Senado, existia, ou existe, ainda, uma parcela que não pode se manifestar contra a Suprema Corte. O cara tem uma pastinha lá, dentro da Suprema Corte. Se ele falar alguma coisa, o sujeito [do STF] vai levantar a pastinha dele e ele vai ficar quieto. Agora, na minha visão, estão chegando um grupo que não deve nada para ninguém. É o momento de a gente corrigir esse papel que o Judiciário vem tendo, o que é fundamental para a saúde do sistema democrático do nosso país”.

O general propôs, ainda, uma mudança no sistema no que tange ao período do mandato de ministros do STF, bem como em relação a decisões monocráticas: “Acho que a gente tem que colocar mandato para ministros do STF. O cara ficar até os 75 anos? É nomeado com 40, 45 anos de idade. Vai ficar 25, 30, 35 anos, alguns. A questão de decisão monocrática. Um só homem ou mulher, a decisão refletindo sobre todo o país. Tem de ter a chancela de todo o Supremo Tribunal Federal para ter maior qualidade. E tem o último aspecto, que considero o mais rigoroso: se houver indício claro de que há um crime de responsabilidade sendo executado por um daqueles magistrados, que se faça o impeachment dele. Se pode fazer o impeachment do presidente da República, pode fazer, também, de um juiz da Suprema Corte. Vejo que o devido processo legal foi rompido com esse inquérito que o Alexandre de Moraes conduz desde 2020. Um inquérito em que ele não tem prazo e não tem objeto. O Alexandre de Moraes é investigador, é denunciador, é julgador e é o ofendido, também. Isso é o que todo mundo gostaria de ter, não é? Ele manda prender quem ele quer e bem entende”.

Segundo o vice-presidente, o Brasil vive um contexto de “guerra cultural”: “Essa onda veio dos Estados Unidos. A famosa guerra cultural. Nasce dos Estados Unidos. Se a gente olhar a história americana, entre o final da Guerra Civil e a metade dos anos 60, os dois partidos, Republicano e Democrata, se entenderam perfeitamente sobre os grandes temas no país. A partir dos anos 60, quando se inicia o movimento dos Direitos Civis, há uma entrada de militantes no Partido Democrata, com uma visão marxista da sociedade, e começa a haver um choque entre os dois partidos, o que culmina na eleição do Trump em 2016. Os partidos não se entendem mais. O mesmo choque veio para o Brasil e isso se reflete nas decisões que a gente vê sendo tomadas. O Senado vai ter que fazer a sua parte, mas considero que o crime de responsabilidade é a solução mais dura de ser tomada. Outras decisões podem ser tomadas que darão um freio de arrumação entre os poderes”.

Nesta toada, o senador eleito também contextualizou: “Um dos pressupostos do sistema democrático é o equilíbrio e a harmonia entre os poderes. São três poderes exatamente para que a base esteja equilibrada. Se um poder está se sobressaindo em relação aos demais, ocorre um desequilíbrio e, a partir daí, há uma ameaça ao sistema como um todo. Isso não vem de hoje. Ao longo de anos, o Executivo esteve envolvido em uma série de ocorrências policiais, o Legislativo, parcela disso, também envolvida nisso. O Judiciário teve alguns problemas, mas ficou de fora e passou a ter um protagonismo muito grande. E gostou desse protagonismo. Os magistrados da Suprema Corte passaram a ser reconhecidos na rua. Hoje, não para o bem, mas, na época do julgamento do mensalão, era todo mundo aplaudido na rua. Hoje, andam meio escondidos”.

A ditadura da toga segue firme. O Brasil tem hoje presos políticos e jornais, parlamentares e influenciadores censurados. A Folha Política tem toda sua receita gerada desde 1º de julho de 2021 confiscada por uma ‘canetada’ do ministro Luis Felipe Salomão, ex-corregedor do TSE, com o aplauso e o respaldo dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Além disso, todas as receitas futuras do jornal obtidas por meio do Youtube estão previamente bloqueadas. Há mais de 16 meses, todos os rendimentos do jornal estão sendo retidos sem justificativa jurídica. 

Anteriormente, a Folha Política teve sua sede invadida e TODOS os seus equipamentos apreendidos, a mando do ministro Alexandre de Moraes. Mesmo assim, a equipe continuou trabalhando como sempre, de domingo a domingo, dia ou noite, para trazer informação sobre os três poderes e romper a espiral do silêncio imposta pela velha imprensa, levando informação de qualidade para todos os cidadãos e defendendo os valores, as pessoas e os fatos excluídos pelo mainstream, como o conservadorismo e as propostas de cidadãos e políticos de direita.

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