terça-feira, 29 de novembro de 2022

General Villas Bôas se pronuncia sobre ‘momento extremo’ que o Brasil atravessa: ‘Nossa força, em algum momento, pode ser instada a agir’


Por meio de suas redes sociais, o General Villas Bôas, ex-comandante do Exército, emitiu uma nota em defesa dos generais Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, Valério Stumpf Trindade e Richard Fernandez Nunes. Os oficiais do Alto Comando foram alvo de críticas do jornalista Paulo Figueiredo Filho, comentarista do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan. O general avaliou que o Brasil atravessa um “momento extremo” e que, diante deste quadro, as Forças Armadas podem ser instadas a agir.

O general Villas Bôas declarou: 

“Fui surpreendido por fake news tentando difamar a imagem de três generais do Alto Comando do Exército. Tratam-se dos Generais Tomás, Stumpf e Richard. Por coincidência, dos três participei da formação e ao longo da carreira os tive como subordinados. Observei o desempenho em missões críticas que enfrentaram. Posso atestar, portanto a higidez de caráter, a coragem e a lealdade, tanto pessoal como a que devotam às normas que regem a instituição Exército. 

Nesse momento extremo que a nação atravessa é imprescindível que a solidez das estruturas do Exército sejam preservadas. A história ensina que sempre que essas condições foram negligenciadas, produziu-se catástrofe para ela própria e para a Nação. Nossa força, em algum momento, pode ser instada a agir. Vamos, portanto, assegurar a tranquilidade necessária para a tomada de decisões por parte de nossos chefes.

General Villas Bôas, 2022”.

O Exército Brasileiro emitiu uma nota de esclarecimento oficial. A instituição declarou:

“Em relação ao divulgado pelo comentarista Paulo Figueiredo Filho, nos dias 28 e 29 de novembro de 2022, o Comando do Exército repele as alegações que ferem a imagem da Instituição e de integrantes do seu Alto Comando.

Os militares da ativa, por definição legal e por compromisso com a Nação Brasileira, são apartidários em suas condutas, preservando os valores pertinentes à carreira das Armas. São servidores do Estado, cuja coesão em torno de suas missões constitucionais é reforçada, permanentemente, pela liderança de seus Comandantes nos diversos níveis hierárquicos.

Os Oficiais-Generais citados são homens honrados, profissionais dedicados e contam com todo o respeito, a amizade e admiração do Comandante do Exército e de seus pares. São militares ilibados e comprometidos com a ética profissional, comprovada ao longo de mais de 40 anos de profissão.

O Exército Brasileiro, por reconhecer a importância dos veículos de comunicação para a esfera pública nacional e para a cidadania, lamenta profundamente especulações que só se prestam para inocular a discórdia e que em nada contribuem para a resolução dos problemas vivenciados em nosso País.

Os comentários apresentados nas matérias não se fundamentam em informações oriundas do Comando do Exército, única esfera a qual cabe transmitir a palavra oficial da Força Terrestre. Por fim, o Exército Brasileiro segue honrando o seu compromisso inabalável de garantir a Lei, a Ordem e a Paz Social, conforme os preceitos constitucionais, sempre pautado pelas mesmas tradições e valores, que permeiam de forma perene toda a sua História. 

O respeito incondicional à Hierarquia, à Disciplina e à Cadeia de Comando é o farol que sempre orientou os rumos de nossa Instituição em todos os momentos de sua existência”.

O jornalista Paulo Figueiredo Filho, por seu turno, respondeu ao General Villas Bôas: “Estou só começando, General. Responderei em Os Pingos nos Is”.

No programa, Figueiredo ressaltou: “General Villas Bôas, enorme admiração pelo senhor. Tive algumas divergências, mas enorme admiração. O senhor é um homem honrado e patriota, mas o que o senhor está falando não é verdade. O senhor sabe que o que atestei aqui, a posição dos comandantes que atestei aqui, é real. O passado, as relações, são reais. Tudo que eu falo passa por uma crítica muito grande. Eu não repito uma fofoca, não sou Thaís Oyama, esses caras de Globo News. Antes de falar alguma coisa aqui, eu checo com múltiplas fontes de altíssimo gabarito. Eu sabia que ia gerar a repercussão que gerou, conferi detalhe por detalhe”.

Anteriormente, o general Villas Bôas se pronunciou, pelas redes sociais, sobre as manifestações que permanecem por semanas e se intensificaram em cidades por todo o Brasil. 

O general ironizou o triste papel a que se presta a velha imprensa ao tentar esconder as manifestações e alertou que isso pode se tornar um fator adicional de insatisfação. Ele lembrou: “a mídia totalmente controlada nos países da cortina de ferro não impediu a queda do Muro de Berlim”. Villas Boas acrescentou: “A História ensina que pessoas que lutam pela liberdade jamais serão vencidas”.

O general lembrou ainda as notas emitidas pelos comandantes das Forças Armadas, que aguardam resposta do Tribunal Superior Eleitoral.

Ouça a nota divulgada pelo General Villas Bôas: 

As duas semanas que se encerraram foram marcadas por eventos significativos.

A população segue aglomerada junto às portas dos quartéis pedindo socorro às Forças Armadas. Com incrível persistência, mas com ânimo absolutamente pacífico, pessoas de todas as idades, identificadas com o verde e o amarelo que orgulhosamente ostentam, protestam contra os atent* à democracia, à independência dos poderes, ameaças à liberdade e as dúvidas sobre o processo eleitoral.

O inusitado diante dos movimentos foi produzido pela indiferença da grande imprensa. Talvez nossos jornalistas acreditem que ignorando a movimentação de milhões de pessoas elas desaparecerão. Não se apercebem eles que ao tentar isolar as manifestações podem estar criando mais um fator de insatisfação. A mídia totalmente controlada nos países da cortina de ferro não impediu a queda do Muro de Berlim. A História ensina que pessoas que lutam pela liberdade jamais serão vencidas.

Concomitantemente, as Forças Armadas emitiram duas notas: a primeira, assinada pelo Gen Paulo Sergio, Ministro da Defesa, trouxe anexo um relatório com 65 páginas, detalhando passo a passo a auditoria empreendida pela equipe multidisciplinar do MD.

Simplificando, a essência da questão se prende a que o ato de votar deve ser privado, enquanto a apuração deve ser pública e auditável.

Em 11 de novembro último, os Comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica emitiram uma nota de apenas uma folha, suficiente para demonstrar o apego aos princípios e valores militares, bem como ao texto constitucional.

Por fim, não pode deixar de ser destacada a liderança, o equilíbrio, a serenidade e a autoridade dos atuais comandantes e do Ministro, condições com as quais asseguram a disciplina e a coesão de seus subordinados. Externamente, reforçam a confiabilidade que a população, não por acaso, elege como as de nível mais alto do país.

General Villas Bôas, 2022

Pouco antes do segundo turno das eleições, o general se manifestou, descrevendo o que espera de um governo Lula. Ouça a nota: 

O que podemos esperar de um governo da oposição: 

Desmontagem das estruturas produtivas que tão arduamente foram recuperadas, criando uma base capaz de sustentar-se sem depender de governos; 

A volta do aumento do desemprego, compensado por programas sociais demagógicos;

A submissão ao globalismo com a consequente perda da identidade nacional. 

A destruição do civismo; 

A ridicularização do patriotismo e dos símbolos nacionais; 

A contaminação ideológica do ensino, impondo a aceitação de verdadeiras per***s às crianças; 

O retorno do estelionato profissional, que os jovens dar-se-ão conta ao enfrentar o mercado de trabalho; 

A perda do valor da palavra e da vida; 

A substituição da verdade pelas narrativas; 

A perda de pruridos pelo uso da mentira; 

A disfunção das Instituições; 

O desrespeito à Constituição; 

A relativização da soberania da Amazônia; 

A natureza acima das pessoas; 

Dos índios como ferramentas de ONGs e Organismos Internacionais; 

A política externa orientada por simpatias ideológicas; 

Apoio a ditaduras; 

O desaparecimento do culto à honra, à pátria e à liberdade. 

A desesperança das pessoas que vestem o verde-amarelo.

Gen. Villas Bôas, 2022.

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