sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Parlamentares se pronunciam após viagem de Zambelli aos EUA e deputada anuncia reação na Corte Interamericana


A deputada federal Carla Zambelli, aliada do presidente Jair Bolsonaro que teve todas as suas redes sociais bloqueadas a mando do TSE, pronunciou-se após viajar aos Estados Unidos e rebateu boatos de que estaria fugindo de uma hipotética prisão. Em nota emitida para a imprensa, a parlamentar declarou:

“É através das minhas redes sociais que reporto eventos, faço questionamentos, trago conhecimento informativo e divulgo minha agenda.

O resultado desse trabalho de confiança e respeito me garantiu o título de parlamentar de maior influência no Brasil nos últimos 2 anos segundo o FSB e 2 vezes a melhor deputada do Brasil, segundo o Congresso em Foco.

A decisão que censurou todos os meus canais de comunicação, inclusive o Whatsapp, tem como objetivo controlar o fluxo de informações e conter uma das maiores vozes conservadoras da internet com mais de 9.520.000 seguidores em sete redes sociais.

Não divulguei a viagem aos Estados Unidos simplesmente porque não tenho onde publicar, oras!

Estou no meio desse movimento de contenção, repressão e ataque à Liberdade.

Estou cumprindo agendas pessoais e aproveitarei a ocasião para estudar meios de assegurar e restaurar a liberdade de expressão no Brasil junto a autoridades americanas”.

Em entrevista à emissora Jovem Pan, a deputada frisou: “Não há especulação de que eu vá ser presa. Realmente, o Alexandre de Moraes disse que vai tratar como bandido quem apoiar as manifestações (...). Eu sempre faço comentários sobre as atitudes autoritárias do Alexandre de Moraes. Estou fazendo a minha defesa, recebi uma carta do jurista Ives Gandra Martins. Ele cita os artigos 5º e 220 da Constituição. Eu acho que é um alento para todas as pessoas que estão nos assistindo e sofrendo algum tipo de boicote ou censura. Ele diz assim: ‘Na minha inteligência da Constituição Brasileira, a suspensão da veiculação da deputada Carla Zambelli em Instagram, Twitter e outras redes, é de manifesta ilegalidade, cabendo que sejam restabelecidos os instrumentos de comunicação com o seu eleitorado, cumulado com indenização por danos morais e materiais’. O que a gente vê, com isso, é que tenho direito não só a reaver as minhas redes, como também a indenização por danos morais e materiais. Eu tenho minhas redes sociais desde 2011. São pessoas que, por ali, se comunicam comigo. São meus eleitores, até meus críticos. Esperam uma palavra de alento neste momento. Não posso sequer usar o Whatsapp. Uma pessoa da oposição aproveitou essa situação para fazer politicagem em cima disso, deixando meus familiares preocupados”.

Nesta toada, a congressista explanou: “O que tiraram de mim não foi só o exercício da minha função. É um valor inestimável. Toda a minha vida está ali. O que está ali é tudo que tenho de material. Não tenho carro, tem uma casa que estou pagando há 30 anos. As redes sociais são o que tenho de material. Qualquer medida cautelar que afete o mandato tem de passar pela Câmara. Chegou o momento de a gente discutir o projeto que se chamou de ‘Fake News’, mas deveria ser de liberdade de expressão. Nenhum homem na face da Terra deveria poder tirar as redes sociais de uma pessoa. Só quando essa pessoa estivesse cometendo um crime ou estando presa, condenada em segundo grau. Não sendo assim, nenhum homem deveria ter o direito de tirar as redes sociais de outra pessoa”.

Dessa maneira, Carla Zambelli desabafou: “Sinceramente, pela primeira vez na minha vida, diante de todas as dificuldades, eu não consigo encontrar uma luz no final do túnel. É a primeira vez que passo por isso. Tudo que construí foi em cima de suor, de trabalho. Não é à toa que fui a deputada mulher mais votada do Brasil. Se eu, que tenho prerrogativas, imunidade, estou me sentindo assim, imagine as pessoas que estão na rua. Durante muito tempo, eu me senti imbatível, tendo Deus, a sua família ao seu lado. Você vê que está fazendo tudo certo, não está fazendo nada de errado. Existe uma palavra que pode destruir a vida de uma pessoa: a injustiça. Por que vim aos Estados Unidos? Minha equipe está fazendo um material robusto sobre os problemas que estamos passando no Brasil quanto aos direitos humanos. Vou levar a Washington, na Corte Interamericana de Direitos Humanos. Vou dizer o que a gente está passando. O mundo precisa saber que existe um homem no Brasil que quer acabar com o direito de parlar, de se expressar. Dizem que ele vai acabar me colocando na cadeia. Do jeito que estão as coisas, eu já estou em uma prisão. Quando a gente não pode defender os mais necessitados, eu não poder fazer, isso já é uma prisão”.

Outrossim, ela advertiu: “A Suprema Corte nos EUA foi alterada durante o governo de Donald Trump. No Brasil, infelizmente, ainda é toda tomada. Não só vão tentar criminalizar o presidente Jair Bolsonaro como todo e qualquer sucessor que ele queira fazer. Eu não acredito que chegarei até o final do meu mandato (...). A gente corre o risco de a Suprema Corte, em conjunto com o Lula, promover uma verdadeira caça às bruxas. Uma caça aos anjos, no caso”.

Nesta toada, ela abordou as futuras indicações de Lula para o STF: “Temos que mapear, ver quem é quem no Senado, mas tenho a impressão de que, pela primeira vez, podemos ter uma sabatina de um indicado para o STF não concluída ou não aprovada. Temos de discutir mandato no Supremo, que essa pessoa fique somente oito anos, que seja por concurso público, não só uma pessoa indicando. Assim que voltar à Câmara, vamos voltar a discutir esse tipo de assunto”.

A deputada Bia Kicis compartilhou a nota de Carla Zambelli e disse: “como as redes da deputada Carla Zambelli estão suspensas, publico aqui seu esclarecimento sobre sua viagem aos EUA. Lembro que Censura não convive com democracia e que nós deputados temos imunidade por nossas palavras e votos e as postagens estão abarcadas por essa imunidade”.

O deputado federal eleito Gilberto Silva também compartilhou a nota de Zambelli, e comentou a proibição da deputada mais votada do país criar novos perfis em redes sociais. Ele disse: “Mais uma vez o ART 53 da constituição é rasgado em nosso país. Não existe mais democracia, quando é permitida a censura. Fato!!!”. O deputado questionou: “Tenho uma grande dúvida: Qual é a democracia e o Estado de direito que o excelentíssimo ministro Alexandre de Morais fala tanto?  Será que é uma nova forma de democracia? Não sei alguém pode ajudar”.

O deputado General Girão disse: “Não satisfeito com a censura eleitoral, o STF já cerceou a liberdade da Carla Zambelli e do Pr. André Valadão. É só o ensaio do que nos espera após o 01 de janeiro. Ainda assim, não nos calarão. Os valores conservadores e patrióticos serão ecoados em cada brasileiro de bem”.

O vereador Douglas Gomes, de Niterói, relatou: “Latino, Zezé di Camargo, André Valadão, Carla Zambelli. Todos tiveram as suas redes sociais derrubadas a mando do STF”.

Henrique Olliveira, do Movimento Brasil Conservador, admoestou: 

“O PT quer tornar

- Bolsonaro

- Eduardo Bolsonaro

- Nikolas Ferreira

- Carla Zambelli

dentre outros, INELEGÍVEIS.

A turma que diz ‘defender a democracia’ quer ANIQUILAR qualquer oposição no Brasil.

Ou o país acorda ou jamais sairemos da ditadura na qual JÁ ESTAMOS!”.

O policial federal e deputado estadual eleito Danilo Balas comentou: “Carla Zambelli explica por que está nos Estados Unidos. O que ela está fazendo é por todos nós - inclusive, por quem a critica. Fique firme, minha amiga. A batalha é longa e árdua, mas nós venceremos!”.

Nikolas Ferreira, o deputado federal mais votado do Brasil, avaliou: “TSE derrubou contas do André Valadão, Zezé di Camargo, Zambelli e grupo do Telegram do Ítalo Marsilli. Querem encontrar um líder pras manifestações e colocar um alvo em suas costas”.

O deputado estadual catarinense Jessé Lopes criticou: “Carla Zambelli, a mulher que mais recebeu votos no Brasil nesta última eleição, foi PROIBIDA pelo TSE de criar contas em redes sociais. Estamos testemunhando a CENSURA contra uma parlamentar eleita pelo povo”.

O investidor Leandro Ruschel, membro do conselho da Brasil Paralelo, sintetizou: “Resumindo: a deputada mais votada do Brasil teve suas redes todas retiradas do ar por uma decisão de ofício, sem provocação de qualquer parte, sem chance de defesa, sem direito ao contraditório. Não há mais Estado de Direito e devido processo legal no Brasil”.

Muitos brasileiros estão vivendo sob o jugo de uma ditadura, em que seus direitos e garantias fundamentais estão sendo desrespeitados. O país tem presos políticos e pessoas, jornais e sites censurados. A totalidade da renda da Folha Política, e também de outros canais e sites conservadores, está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em uma decisão que recebeu o respaldo dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 16 meses, toda a renda do nosso trabalho é retida sem qualquer justificativa jurídica.

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