quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Senador Eduardo Girão aponta abusos de Moraes antes de audiência: ‘Um poder que tenta esmagar o outro, que está amordaçando, calando brasileiros’


O senador Eduardo Girão concedeu uma entrevista pouco antes da audiência pública que realizará em poucos minutos, sobre a perseguição realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal contra conservadores, em especial no âmbito das eleições. O senador apontou que foram convidados os dois lados, mas que não há grande expectativa de que os ministros compareçam, já que ignoraram os convites anteriores. 

O senador afirmou: “a gente tem a obrigação de esclarecer dúvidas, e hoje é o dia para isso, para a gente ver os dados, perguntar sobre isso… porque assunto proibido não deve existir dentro de um parlamento. Um poder que tenta esmagar o outro, que é o poder do STF, do TSE, que não pode se falar de certos assuntos, que está tirando pessoas das redes sociais, calando, amordaçando brasileiros, isso é inconstitucional”. 

Eduardo Girão disse: “aqui no Senado, enquanto a gente puder, nós vamos cumprir nosso papel para dar voz a esses perseguidos. Hoje vai ser um dia muito importante, porque, pela primeira vez, vai ter um lado de frente para o outro. Eu espero que nenhum deles falte, para que as pessoas possam ter tranquilidade nesse momento. Buscar a verdade faz parte do processo eleitoral. Numa democracia, se questionar, se ter dúvidas. E hoje, estamos cumprindo nosso papel pela pacificação do Brasil, se Deus quiser”. 

No Brasil atual, a liberdade de manifestação não é reconhecida de forma igual para todos. As manifestações promovidas por partidos de esquerda, sindicatos e coletivos, divulgadas pela velha imprensa e por sites e canais de internet, não estão sujeitas a qualquer investigação sobre seu financiamento ou qualquer questionamento sobre se as ideias que defendem seriam “democráticas” ou “antidemocráticas”. Mesmo quando há cartazes pedindo ditadura, depredação de patrimônio público e privado, ou agressões a políticos e cidadãos, nada disso é considerado um “ato antidemocrático”.

Milhões de pessoas foram às ruas para pedir liberdade e respeito à Constituição, incluindo a liberdade de expressão, a liberdade de culto, a liberdade de ir e vir, entre outras. Essas manifestações pacíficas tornam-se alvo de inquéritos sigilosos, alimentados por “notícias” da velha imprensa, nos quais manifestantes e jornalistas que cobrem as manifestações são perseguidos, presos, censurados, e têm seus bens apreendidos. 

A renda da Folha Política está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do TSE, com respaldo e apoio de Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. A decisão confisca, de forma indiscriminada, todas as receitas advindas do Youtube, indicando claramente que a intenção não é a de excluir conteúdos específicos, mas sim de calar o canal e eliminar a empresa. Há 16 meses, toda a nossa renda é retida sem base legal. 

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