quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Senador Lasier rebate Moraes, do STF, aborda manifestações, confronta ‘podres’ de Lula e explica movimentação por impeachment


O senador Lasier Martins concedeu uma entrevista ao programa Cruzando as Conversas, da RDC TV, quando foi questionado sobre as manifestações que estão ocorrendo em todo o Brasil. O senador apontou que as manifestações pacíficas superaram, em muito, os bloqueios de estradas, atraindo cerca de um milhão de pessoas a diversos lugares pelo país. 

O senador questionou: “A pergunta que eu faço: por que será que aconteceu isso? Alguém lembra, em alguma vez na história do Brasil, a eleição de um presidente da República ter motivado protestos sequer parecidos como esse de agora? Eu nunca tinha visto na minha vida. Nunca. Nem parecido. Por que será que isso está acontecendo? Por que essas multidões estão nas ruas, protestando, e mostrando que esse processo ainda não terminou, e, ao que tudo indica, vai muito longe, e, sabe-se lá, com consequências mais graves, que é uma temeridade, mas que pode acontecer”.

Lasier Martins afirmou: “é preciso buscar a gênese de tudo isso. Onde é que começou tudo isso? Qual é a fonte dessa bagunça instalada hoje no Brasil? A gênese é no Supremo Tribunal Federal. Eu não tenho dúvidas de que tudo que está acontecendo é da responsabilidade do Supremo Tribunal Federal”. 

Martins lembrou que seu primeiro ato como senador foi uma Proposta de Emenda à Constituição para mudar a forma de indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele lembrou que, à época, já havia dito: “eu tenho um ponto de vista de que o STF não pode mais continuar sendo formado por indicações do presidente da República, que escolhe conforme suas conveniências pessoais e por afinidades ideológicas. (...) eu venho da comunicação, estou acompanhando já há alguns anos que o governo do PT se propôs a formar um Supremo Tribunal Federal conforme a sua ideologia”. O senador explicou: “E não é outra coisa que está acontecendo. Hoje temos um Supremo materializado por uma ideologia”. 

O senador afirmou que a tomada ideológica da Corte foi evoluindo e chegou ao ponto de anular os julgamentos de Lula por filigranas processuais. Lasier Martins disse: “aí está a causa principal: os movimentos de rua, de protestos, de revoltas, de desconformidades… são por causa de um STF que tirou da cadeia o líder de uma organização criminosa e o entregou para que fosse candidato à presidência da República. E os brasileiros que têm brios, que têm vergonha na cara, que têm patriotismo, dizem “este aqui eu não aceito. Eu não aceito que um ladrão seja o meu presidente da República”. E foram às ruas e, ao que tudo indica, vão continuar indo”. 

Em outra entrevista, ao Jornal da Cidade Online, o senador foi questionado sobre a fala do ministro Alexandre de Moraes, que afirmou que quem contestar o resultado da eleição deve ser tratado como criminoso. Lasier disse: “eu acho que o ministro Alexandre de Moraes, novo imperador do Brasil, deve começar, então, por mandar recolher esse um milhão de pessoas que começou a se reunir nas praças, em grande volume, em manifestações muito ruidosas, desde anteontem, com maior expressão no dia de ontem”. O senador afirmou que nunca viu protestos tão grandes após uma eleição, e questionou: “Por quê isso? Qual é o motivo? Qual é o fenômeno que está levando tanta gente a protestar?”

O senador respondeu: “É a indignação, a revolta e a vergonha porque acaba de ser eleito presidente do Brasil um delinquente, que há bem pouco tempo, estava preso, condenado por três instâncias, nove magistrados, porque foi o chefe de uma organização criminosa que deu desfalques, que deu saques na Petrobras, no BNDES, nos fundos de pensão, no BB, na CEF, que patrocinou obras monumentais no exterior, com verbas do BNDES, quando aquelas verbas eram urgentes e importantes para obras no Brasil, mas ele preferiu agradar os países subscritores do famoso Foro de São Paulo, que tem muito a ver com esses acontecimentos que se sucedem, já há mais ou menos 20 anos, e que pretendia estabelecer na América Latina uma nova república socialista, depois do fechamento da URSS. E aí começaram por Cuba, que foi o modelo, seguiram pela Venezuela, pela Bolívia, pela Nicarágua, que hoje é a maior ditadura, a mais violenta dos últimos tempos, o Chile, o Peru, a Argentina, a Colômbia, e finalmente chegaram ao grande líder da AL, que é o Brasil. Isso tudo é um processo, só não sabe quem não acompanha, quem não foi olhar nos livros, foi pesquisar como é que começou o Foro de São Paulo, lá em 1990, numa reunião de Fidel Castro, Hugo Chávez, Lula, e tantos outros, e foi um projeto que está se consolidando agora. E é contra isso que uma multidão de brasileiros, milhões de brasileiros, contestam, porque sentem a ameaça de uma cubanização do Brasil, uma nova Venezuela”. 

Lasier Martins afirmou que a ameaça do ministro Alexandre de Moraes não chega a causar estranhamento. Ele disse: “Eu não estranho, porque o Alexandre de Moraes tem sido protagonista de toda sorte de violências no país, grande viole* da Constituição. Então, mais uma não faz muita diferença. Por isso sou um dos autores de pedido de impeachment, registrado no Senado há mais de um mês, mas que o senhor Rodrigo Pacheco não tem o menor interesse em cumprir o rito e mandar para a Mesa do Senado avaliar o seu cabimento ou não”. 

O senador lembrou que o único órgão que pode conter o ativismo judicial é o Senado. Ele disse: “O ativismo judicial só pode ser elidido pelo Senado Federal. Mas, lamentavelmente, por omissão ou por conivência, o Senado não tem cumprido este papel. Chegamos agora ao ápice. A coisa começou bem lá atrás, onde teve como ponto culminante a descondenação do Lula. Até ali valia a prisão após condenação em segunda instância. Como o Lula foi preso, depois de condenações em três instâncias, o Edson Fachin - um dos responsáveis por esse estado de coisas - tratou de libertar aquele com quem sintonizava ideologicamente, e que era o padrinho, junto com a Dilma, de 7 atuais ministros do Supremo, tratou de colocá-lo em liberdade e catapultá-lo para a presidência da República. Daí a indignação. Tem muita gente dizendo que tinha que ter agido na época. Mas fazer o quê na época? A perplexidade foi tão grande que a população brasileira ficou atônita, sem saber o que fazer. A população não percebeu que vinha se instalando, desde 2003, quando o Lula assumiu o governo federal, vinha se instalando, paulatinamente, uma doutrina socialista no Brasil. O Edson Fachin, inclusive, foi propagandista, cabo eleitoral da Dilma. E aí se consolidou com esses atos de agora. Esse conjunto de acontecimentos, esse caldo de agitação, de repulsa, é porque ninguém admite hoje que um condenado, que um usurpador dos recursos financeiros do Brasil seja o presidente da República. Ao mesmo tempo em que revolta, envergonha”. 

O senador questionou a postura do TSE na condução das eleições, apontando: “estamos vivendo, há muito tempo, uma escalada de atos, procedimentos tendenciosos objetivos no sentido de devolver o poder ao Lula, coisa que agora se consolida. E a população, que não acompanha essas coisas, tem seus compromissos, seu trabalho, votou no Lula. E agora nós temos esse estado de coisas, aí. Um presidente da República que não é aceito pela metade do Brasil, e que, por outro lado, uma série de empresas de comunicação vêm dando força ao eleito”. Ele acrescentou: “O Alexandre de Moraes não tem o menor interesse em mandar investigar, porque venceu o candidato deles. E aqueles que discordam não estão mais lá. O Marco Aurélio Mello, imagine, um ex-ministro do Supremo, teve vedado um pronunciamento. Chega a esse ponto a censura violenta que está acontecendo no Brasil”. 

Questionado sobre declarações de Lula e sua equipe sobre as polícias, o Exército, e alterações na Constituição, Lasier Martins disse: “isso é de chorar. Estou rindo, mas tenho vontade de chorar. Isso aí é a cubanização completa do país. É o que Chávez fez e Maduro seguiu na Venezuela. Esse é o roteiro que está se vislumbrando. Custo a acreditar que já seja anunciado assim tão cedo. Pensei que ia acontecer em janeiro, fevereiro… mas, se já está acontecendo, isso aí é uma provocação irresistível aos brasileiros de bem”. 

Sobre a nova composição do Senado, Lasier Martins disse: “Os dois lados estão se mexendo. Tanto o lado bolsonarista como o lado lulista. Do lado lulista, começaram os entendimentos, as negociações, para fazer uma grande federação de partidos de centro, como chamariz para que venham integrar o governo Lula. Aí colocariam PSDB, PSD, até o meu Podemos está sendo cotado, mas eu não acredito que o Podemos vai aceitar essa vergonha. Se aceitar, eu vou ser o primeiro a sair do partido. Enquanto que o lado bolsonarista elegeu no mínimo 6 ex-ministros do governo Bolsonaro. Mais aqueles que estão lá. O senado federal ficou muito reforçado por essa ala de centro-direita.  Então, eu acho que haverá um senado bem mais atuante do que aquele que vinha trabalhando até agora, que vem sendo omisso em quase tudo. Mas tenho percebido também que o presidente Pacheco já vem agindo nos bastidores na ambição de ser eleito novamente presidente do Senado. Aí sim, aí fica tudo igual. Não muda nada. E fica um terreno aberto, ainda, para as pretensões do Lula. O Pacheco gosta muito de poder. Em troca de poder, ele faz qualquer negócio com o Lula”. 

O senador fez ainda duras críticas à velha imprensa por sua conivência com a censura. Inicialmente, ele apontou a existência do “jornalismo chapa-branca” em favor de Lula. Ele disse: “a crítica à comunicação vem de dois lados, os dois lamentáveis. De um lado, o jornalismo chapa-branca, que é a grande imprensa brasileira dando apoio à eleição do Lula e gritando o dia inteiro que tem que valer a democracia e é ato antidemocrático fazer manifestações contra o Lula, porque ele foi legitimamente eleito, esquecendo o passado. Porque ninguém deve esquecer qual é o motivo desta indignação dos milhares de brasileiros nas ruas. A indignação é por terem libertado o Lula da cadeia, apesar de todos os crimes que cometeu, e trazê-lo para a presidência do Brasil. Isso é uma desonra para o Brasil e para os brios, para o amor-próprio dos Brasileiros. Esse é um lado”. 

Lasier Martins enfatizou a censura que é imposta aos meios de comunicação. O senador lembrou o exemplo da Jovem Pan, apontando que a emissora tinha como opções demitir jornalistas críticos a Lula ou fechar. Lasier Martins disse: “ai de quem faça alguma crítica mais contundente. Corre riscos, porque a ditadura está implantada. Não se cumpre mais o art. 5º da Constituição, que diz respeito à liberdade de expressão e liberdade de pensamento, não se traz mais o Ministério Público para atuar nas ações como manda a Constituição. O Alexandre de Moraes não deixa. Ele é polícia, é Ministério Público, é juiz, ele é vítima, ele é tudo. Não se cumpre o art. 220 da Constituição, que fala na liberdade de imprensa. Quer dizer, a barafunda está instalada, e quem mais sofre é a Constituição brasileira e a perplexidade dos brasileiros”.

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