sábado, 3 de dezembro de 2022

Cabo Gilberto defende prisão de Moraes e repudia prevaricação de Pacheco sobre STF


No decurso de audiência pública realizada no Senado Federal com vistas a debater exorbitâncias, excessos e ilegalidades de Alexandre de Moraes, do STF e do TSE, Cabo Gilberto, deputado estadual da Paraíba e deputado federal eleito no pleito de 2022, avaliou que o Brasil vive um Estado de Exceção em virtude de um golpe que, nos seus termos, “já foi dado”.

O parlamentar declarou: “Já foi dado o golpe, como bem falou aqui o Deputado Filipe. O golpe já foi dado, Senador Girão! Só não vê quem não quer. Quando a nossa Lei Maior está sendo desrespeitada justamente por quem deveria ser o guardião da Constituição, está havendo golpe! Eu quero cumprimentar, em especial, V. Exa., um dos 20 Senadores que estão com coragem de cumprir o art. 49, que é o sistema de freios e contrapesos da nossa República brasileira, bem como o art. 52. Como bem falou o Deputado Daniel, no §10”.

Citando omissões do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, assim como ingerências indevidas da Suprema Corte em outros poderes, ele pontuou: “Por que está nesta situação a nação brasileira, protestando? Porque o Senado, a Câmara dos Deputados e o Congresso Nacional foram desmoralizados”.

Outrossim, ele avaliou que a Constituição Federal foi rasgada por ministros do STF e sugeriu que o Congresso Nacional vote a aplicação do artigo 142 com o intuito de restabelecer a lei e a ordem: “a nossa Constituição foi rasgada no seu art. 1º, no seu art. 5º, no seu art. 53, no seu art. 52, quando os Senadores não cumprem o seu dever, nos seus arts. 136, 137, no art. 129, que diz que o Ministério Público é o pai da ação penal, no seu art. 86, em que um ministro do STF abre vários inquéritos contra o Presidente da República sem a permissão da Câmara dos Deputados”.

Dessa maneira, Cabo Gilberto repudiou a conduta de Pacheco, presidente do Senado Federal: “Temos que pressionar bastante o Senado Federal para não reeleger Rodrigo Pacheco Presidente do Congresso Nacional, porque, se assim o fizer, os Senadores continuarão a omissão. Quando eu digo Senadores, é a maioria. Ele não pode mais presidir esta Casa, porque está sendo uma vergonha para a democracia, omisso e prevaricando”.

Nesta toada, ele concluiu: “Já que o Congresso está acovardado, como bem falou o Deputado Otoni de Paula, o Congresso não cumpre a sua missão constitucional, o povo não acredita mais no Congresso, então tem que ser votado o art. 142, para a garantia da lei e da ordem. Daí teremos, Desembargador, teremos a normalidade constitucional. Não com essa cortina de fumaça, passando pano como se estivessem defendendo o Estado de direito – porque eles enchem a boca para falar essa palavra – e a democracia, cassando Parlamentares, cassando cidadãos, prendendo pessoas de bem e censurando. Para finalizar, a prisão de Alexandre de Moraes urgentemente pelo bem da nação brasileira!”.

No contexto atual do Brasil, muitas pessoas estão sendo tratadas como sub-cidadãos, pelo simples motivo de terem manifestado apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Por expressarem suas opiniões, são alvo de CPIs, de inquéritos secretos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, ou são vítimas de medidas arbitrárias como prisões políticas, apreensão de bens, e exposição indevida de dados, entre outras. 

A totalidade da renda da Folha Política, assim como de outros canais e sites conservadores, está sendo confiscada a mando do ex-corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, com o apoio e aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 17 meses, todos os rendimentos do jornal estão sendo retidos sem justificativa jurídica.  [z1] Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode nos ajudar a continuar nosso trabalho, doe qualquer valor através do Pix, usando o QR Code que está visível na tela, ou com o código ajude@folhapolitica.org. Se preferir transferência ou depósito, a conta da empresa Raposo Fernandes está disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo. 

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