domingo, 18 de dezembro de 2022

Coronel Tadeu compara tratamento dado pelo STF a Cabral e a manifestantes: ‘estamos no limite de uma ruptura institucional mesmo’


Em transmissão ao vivo por suas redes sociais, o deputado federal Coronel Tadeu manifestou sua indignação com a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal que determinou a soltura do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, comparando com o tratamento concedido por ministros do Supremo Tribunal Federal a cidadãos que se manifestam pacificamente. 

O deputado disse: “O maior ladrão dos últimos tempos está sendo solto, sendo colocado em liberdade para fazer mais falcatruas, porque tenho certeza de que um sujeito desses não aprende na vida. 24 condenações, sendo 23 na operação Lava Jato. Mais de 400 anos de cadeia. E o STF, os ministros da maior corte desse Brasil, patrocinaram a liberdade desse ladrão, o último da operação Lava Jato”. 

Coronel Tadeu apontou a indignação da população e disse: “Tá aí o Sergio Moro indignado, tá o Deltan Dallagnol indignado, e é para estar mesmo. E eu também estou indignado. Não dá mais. Nós estamos no limite de uma ruptura institucional mesmo, de verdade. Como é que você aceita? Eu estou esperando agora o Fernandinho Beira-Mar. Que horas vão soltar o Fernandinho Beira-Mar? Que horas vão soltar o Marcola? Que é pra gente fechar com chave de ouro, pra gente atestar de verdade que juiz e ministro não fazem absolutamente nada pela justiça. Ao contrário, eles prestam um desserviço para a justiça. Como é que você pode colocar na rua pai e filho, dois bandidos? Pai e filho, dois bandidos contumazes, comprovadamente bandidos, ladrões, e você põe esse sujeito fora”. 

O deputado mostrou que o tratamento concedido aos cidadãos de bem é completamente diferente. Ele disse: “ao mesmo tempo, nós temos o discurso contrário. Vamos prender quem está praticando atos democráticos. Empresários com contas cassadas, celulares cassados, e por aí vai. Por estarem “financiando atos antidemocráticos”. O que é ato antidemocrático? É falar que Lula é ladrão? Mas ele é ladrão! Isso não é antidemocrático, isso é falar a verdade. Me mostra uma sentença de absolvição do Lula. Ele não é inocente”.

Coronel Tadeu mencionou as manifestações que ocorrem há mais de 40 dias em todo o país e apontou que as manifestações devem continuar pacificamente. O deputado disse: “Tem que ser desse jeito. Cada vez mais gente na rua. Pedir impeachment não é ilegítimo, não é antidemocrático. Olha o que ele fez com a Petrobras sem ter assumido. A empresa perdeu bilhões em valor de mercado. Ainda mais com esse nome da Dilma Rousseff aparecendo para assombrar ainda mais a Petrobras. Só tem um caminho: é ir pra rua de verdade”. O deputado perguntou: “Sérgio Cabral liberado. Isso é ou não é um tapa na cara da população brasileira? E a gente vê índio sendo preso, pessoas sendo presas, por “atos antidemocráticos”.

O deputado mencionou ainda as invasões coordenadas a supermercados em diversos estados, que não geram qualquer inquérito ou prisão embora haja invasões e saques organizados. Coronel Tadeu disse: “isso, sim, é uma quadrilha”. 

No Brasil atual, a liberdade de manifestação não é reconhecida de forma igual para todos. As manifestações promovidas por partidos de esquerda, sindicatos e coletivos, divulgadas pela velha imprensa e por sites e canais de internet, não estão sujeitas a qualquer investigação sobre seu financiamento ou qualquer questionamento sobre se as ideias que defendem seriam “democráticas” ou “antidemocráticas”. Mesmo quando há cartazes pedindo ditadura, depredação de patrimônio público e privado, ou agressões a políticos e cidadãos, nada disso é considerado um “ato antidemocrático”.

Do outro lado, milhões de pessoas foram às ruas para pedir liberdade e respeito à Constituição, incluindo a liberdade de expressão, a liberdade de culto, a liberdade de ir e vir, entre outras. Essas manifestações pacíficas tornam-se alvo de inquéritos sigilosos, alimentados por “notícias” da velha imprensa, nos quais manifestantes e jornalistas que cobrem as manifestações são perseguidos, presos, censurados, e têm seus bens apreendidos. 

A renda da Folha Política está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do TSE, com respaldo e apoio de Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. A decisão confisca, de forma indiscriminada, todas as receitas advindas do Youtube, indicando claramente que a intenção não é a de excluir conteúdos específicos, mas sim de calar o canal e eliminar a empresa. Há 17 meses, toda a nossa renda é retida sem base legal. 

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