sábado, 31 de dezembro de 2022

Coronel Tadeu se indigna com censura a Paulo Figueiredo e Constantino: ‘estamos vivendo num regime socialista’


Em transmissão ao vivo por suas redes sociais, o deputado federal Coronel Tadeu comentou a censura imposta aos comentaristas Rodrigo Constantino e Paulo Figueiredo, que tiveram suas redes sociais bloqueadas. O deputado perguntou: “vocês viram quem são os dois novos premiados com o cerceamento da liberdade, o cerceamento de fala, o cerceamento de sua opinião? Paulo Figueiredo e Rodrigo Constantino tiveram suas redes sociais cerceadas”.

O deputado lembrou que vem, há tempos, alertando que os conservadores serão “impiedosamente calados pelo sistema”, como já vem ocorrendo há alguns anos. Ele apontou: “não vamos mais falar em Alexandre de Moraes; é o sistema. O mecanismo com quem a gente está lutando não é brincadeira, não é fácil”. Coronel Tadeu alertou: “para quem tem um STF como esse e o PT comandando o governo agora, emoções não faltarão até 2026”. 

Coronel Tadeu apontou: “o que eu preciso alertar todos vocês é que isso não vai ser fácil. Essa história ainda vai ser muito dolorosa para muita gente. Só que a gente precisa estar engajado nessa luta”. O deputado explicou que, mesmo que não haja uma indicação explícita, na prática, já estamos vivendo em um regime socialista, e afirmou: “você não pode falar determinadas coisas, não tem a liberdade que pensa que tem”. Ele lembrou que não existe crime de opinião no Brasil, mas que isso não está impedindo a censura de conservadores. 

O deputado explicou as perspectivas para um governo Lula, com inflação, aumento do desemprego e corrupção, e comentou: “Lula sobe a rampa. Vamos ver, vergonhosamente, generais prestando continência para bandido. Paciência. No Brasil, bandido tem muito mais direitos que pessoas de bem”. Coronel Tadeu explicou que isso só vai mudar quando o povo conseguir trocar os legisladores e tiver uma maioria de pessoas de bem no Congresso. E que isso só será possível com a conscientização da população. Ele afirmou: “por enquanto, a gente tem que lutar com as palavras. A gente vai ter problemas com a censura, mas temos que lidar com isso”. 

Respondendo a um internauta, o deputado explicou: “o principal problema é o senado federal. Lamentavelmente, temos, sim, um bando de políticos covardes e corruptos, e uma pequena minoria, que a gente tem que dar valor. Espero que vocês possam reconhecer quem são esses políticos que estão do lado de cá, do nosso lado”. 

Apesar de alguns senadores, como o senador Eduardo Girão e o senador Lasier Martins, agirem no limite de seus poderes para frear os atos autoritários de ministros das cortes superiores, a Casa legislativa, como um todo, permanece cega, surda e muda, indiferente aos ataques à democracia, graças ao seu presidente, Rodrigo Pacheco, que engaveta todos os pedidos de impeachment que chegam às suas mãos. 

Os senadores há muito tempo têm conhecimento dos inquéritos secretos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, utilizando delegados da polícia federal escolhidos a dedo para promover uma imensa operação de “fishing expedition” contra seus adversários políticos. O desrespeito ao devido processo legal e a violação ao sistema acusatório são marcas dos inquéritos políticos conduzidos pelo ministro e já foram denunciados pela ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge, que promoveu o arquivamento do inquérito das Fake News, também conhecido como “Inquérito do Fim do Mundo”, e também por inúmeros juristas, inclusive em livros como “Inquérito do fim do Mundo”, “Sereis como Deuses”, e no mais recente “Suprema desordem: Juristocracia e Estado de Exceção no Brasil”. O ministro Alexandre de Moraes também já foi chamado de “xerife” pelo então colega Marco Aurélio Mello pelos excessos cometidos em seus inquéritos. Apesar das constantes denúncias, o Senado brasileiro segue inerte. 

Os senadores sabem sobre os jornais que foram “estourados” e tiveram todos os seus equipamentos apreendidos, e sabem sobre os jornalistas perseguidos, presos e exilados. Os senadores não apenas foram informados sobre a invasão de residências de cidadãos e apreensão de bens, mas também viram, sem qualquer reação, a quebra de sigilos de um de seus próprios membros, o senador Arolde de Oliveira. Os senadores sabem que muitos meios de comunicação vêm sendo censurados. Os senadores souberam sobre a prisão do deputado Daniel Silveira. Foram informados sobre o grave estado de saúde do jornalista Wellington Macedo quando estava em greve de fome após ser preso por mostrar uma manifestação. Também foram informados sobre o jornalista Oswaldo Eustáquio, que perdeu o movimento das pernas em um estranho acidente enquanto esteve preso por crime de opinião. Os senadores sabem que o jornalista Allan dos Santos se encontra exilado. Os senadores sabem que ativistas passaram um ano em prisão domiciliar, sem sequer denúncia, obrigados a permanecer em Brasília, mesmo morando em outros estados. Sabem sobre a prisão de Roberto Jefferson,  presidente de um partido, e sua destituição do cargo a mando de Moraes. Os senadores sabem da censura a parlamentares. Os senadores sabem que jornais, sites e canais conservadores têm sua renda confiscada há mais de um ano. Os senadores conhecem muitos outros fatos.  Mesmo assim, todos os pedidos de impeachment, projetos de lei, e requerimentos de CPI seguem enchendo as gavetas do sr. Rodrigo Pacheco. 

Há quase quatro anos, o ministro Alexandre de Moraes conduz, em segredo de justiça, inquéritos políticos direcionados a seus adversários políticos. Em uma espécie de “parceria” com a velha imprensa, “matérias”, “reportagens” e “relatórios” são admitidos como provas, sem questionamento, substituindo a ação do Ministério Público e substituindo os próprios fatos, e servem como base para medidas abusivas, que incluem prisões políticas, buscas e apreensões, bloqueio de contas, censura de veículos de imprensa, censura de cidadãos e parlamentares, bloqueio de redes sociais, entre muitas outras medidas cautelares inventadas pelo ministro, sem qualquer chance de defesa ou acesso ao devido processo legal. 

O mesmo procedimento de aceitar depoimentos de testemunhas suspeitas e interessadas, e tomar suas palavras como verdadeiras, se repete em diversos inquéritos nas Cortes superiores. A Folha Política já teve sua sede invadida e todos os seus equipamentos apreendidos a mando do ministro Alexandre de Moraes. Atualmente, toda a renda do jornal está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, com o aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há 18 meses, todos os rendimentos de jornais, sites e canais conservadores são retidos sem qualquer base legal.  

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