quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Delegado Antônio Furtado desabafa sobre covardia e cobra Lira por CPI para investigar Moraes: ‘Sacudir as estruturas’


No decorrer de sessão da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, o deputado federal Delegado Antônio Furtado apontou a covardia da Câmara dos Deputados diante de descalabros e exorbitâncias praticados por Alexandre de Moraes, ministro do STF e presidente do TSE, e defendeu a instauração de uma CPI para investigar violações à Constituição Federal praticadas por membros de tribunais superiores.

Dessa maneira, o parlamentar cobrou Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados: “Eu me somo a todas as vozes que se insurgem diante do que hoje está acontecendo no Brasil. Muito me entristece o fato maior de que a nossa Casa parece que se acovardou. A Câmara dá provas de que está leniente e submissa ao poder do Supremo Tribunal Federal, representado na figura do ministro Alexandre de Moraes. Vou citar como exemplo a CPI proposta pelo deputado Marcel Van Hattem. Eu vi, acompanhei o trabalho desse deputado, abordando seus pares, a sociedade abraçou a ideia da CPI, a CPI passa com folgas, com número acima do necessário. Vamos lembrar que a CPI foi criada para ser instrumento da minoria, já que, com um terço, você consegue aprovar uma CPI. Por que a CPI não foi instalada? Já que há a vontade de mais de um terço da casa e a vontade do povo brasileiro? Por que o nosso presidente Arthur Lira não instala a CPI?”.

Conforme o parlamentar, a CPI tem o potencial de “sacudir estruturas e colocar entranhas para fora”: “Então, o grande problema não é o que estão fazendo com a gente. É o que nós deixamos que seja feito com a gente. E aí eu falo o seguinte: eu não tenho poder para instalar uma CPI, mas o nosso presidente Arthur Lira tem. Sabemos muito bem que a CPI é um instrumento político para debater uma situação. Eu nem acredito que, ao final, a CPI chegaria à conclusão que nós gostaríamos, que seria a responsabilização, já que isso dependeria da procuradoria da República, dependeria do próprio Supremo, mas pelo menos a estrutura ia ser sacudida. A CPI teria a grande vantagem de sacudir a estrutura e colocar as entranhas para fora, que é o que o povo brasileiro quer. Só que a CPI também foi calada”.

Nesta toada, o parlamentar qualificou como medieval o momento que o Brasil atravessa, além de advertir para o fato de que deputados omissos serão adjetivados como covardes pelo povo brasileiro: “Então, nós estamos vivendo um momento de Idade Média no século XXI, Idade Média onde o supremo é o poder maior e cala os demais. Mas a minha grande preocupação é o poder que se deixa calar. E é isso que está acontecendo aqui na Câmara Federal. Nós estamos falando, nós estamos denunciando, nós estamos cobrando, mas nós precisamos que a nossa liderança máxima também faça sua parte. Por enquanto, nos cabe discutir. Sabemos que vai ser aprovado o requerimento, mas é óbvio que o Alexandre de Moraes não virá aqui. Nós já sabemos disso, também, o que me preocupa é essa passividade da Câmara Federal. Nós precisamos romper isso. Caso contrário, todos seremos amesquinhados e seremos apontados pelo povo brasileiro como covardes. E covardes, nós não somos”.

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