domingo, 4 de dezembro de 2022

Deputada Adriana Ventura surpreende e dá lições a Moraes: ‘O que mata a democracia é abafar, calar, colocar medo nas pessoas’


No decurso de audiência pública realizada no Senado Federal com vistas a debater exorbitâncias, excessos e ilegalidades de Alexandre de Moraes, do STF e do TSE, a deputada federal Adriana Ventura surpreendeu e deu lições ao ministro da Suprema Corte sobre democracia, tolerância e respeito ao devido processo legal e à Constituição.

A parlamentar destacou: “Aqui se trata de defender a liberdade de expressão de qualquer cidadão brasileiro (...). eu estou aqui para falar de censura, eu estou aqui para defender a liberdade, eu estou aqui para defender o direito fundamental, porque o que mata uma democracia é a gente abafar e calar as pessoas, o que mata a democracia é colocar medo nas pessoas”.

Dessa maneira, ela acrescentou: “Tiazinha mandando mensagem no WhatsApp não abala a democracia; também não abala a democracia grupo de empresário conversando em grupo de WhatsApp fechado; também não mata a democracia qualquer editorial, qualquer imprensa, qualquer mídia que tenha uma opinião contundente; não mata a democracia qualquer professor questionando, fazendo questionamento legítimo de A, de B, seja do que for. Isso não mata a democracia. O que realmente abala a democracia é o medo, é o calar, esse autoritarismo, esse abuso de poder. Assim, quem ataca cidadão brasileiro, quem ataca imunidade parlamentar mata a democracia”.

Segundo a congressista, o nível de violação aos direitos fundamentais com atos de abuso de poder já atingiu um patamar criminoso: “A gente já tem lei para um monte de coisa, inclusive para calúnia, para difamação e para outras coisas mais, e estão censurando previamente documentário? Eu acho criminoso o que está acontecendo, acho que os Parlamentares têm, sim, que fiscalizar e questionar, porque a democracia está em perigo por essas coisas que estamos falando: por causa de censura, por causa de ataque à Constituição, por causa da falta de harmonia entre os Poderes, por causa da falta de coragem de muitos colegas Parlamentares que não defendem a liberdade de o outro se expressar”.

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e pessoas que apenas têm um discurso diferente do imposto pelo cartel midiático vêm sendo perseguidos, em especial pelo Judiciário. Além dos inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, também o ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Felipe Salomão, criou seu próprio inquérito administrativo, e ordenou o confisco da renda de sites e canais conservadores, como Bárbara, do canal Te Atualizei, e a Folha Política. Toda a receita gerada pelo nosso jornal desde 1º de julho de 2021 está bloqueada por ordem do TSE, com aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 17 meses, toda a renda do nosso trabalho vem sendo retida, sem qualquer previsão legal. 

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