quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Deputada Chris Tonietto faz apelo: ‘precisamos dar um freio a essa ditadura da toga que tem atropelado não só o Parlamento, mas a própria democracia’


A deputada Chris Tonietto conclamou, da tribuna da Câmara, os colegas parlamentares a tomarem ações concretas contra a ditadura do Judiciário, instaurada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral. A deputada afirmou: “o que tenho a dizer hoje nesta tribuna não é nada animador. Estamos numa atmosfera de tirania, a "censurolândia" permanece. Na verdade, o "censurômetro" permanece sendo atualizado. Mais dois Parlamentares foram calados forçosamente, tiveram suas palavras cassadas e suas redes sociais suspensas: o Deputado Junio Amaral e a Deputada Bia Kicis. Nós temos denunciado esse tipo de tirania, esse tipo de autoritarismo, de arbitrariedade, porque não é possível que ainda estejamos acreditando que vivemos no Estado Democrático de Direito”.

A deputada fez um apelo: “Temos solicitado aos Parlamentares que realmente se levantem não só para denunciar, não só para falar, mas também para reagir. E temos que reagir mesmo, porque não é possível que um Poder sufoque os demais Poderes”.

Chris Tonietto mencionou a censura a parlamentares, contra dispositivos constitucionais expressos, e afirmou: “fato é que agora a pessoa não pode se expressar, não pode manifestar o seu livre pensamento, sob pena de ser censurada, calada. O que é isso? Que País é esse? Que democracia é essa? Realmente, a nossa democracia está cada dia mais sendo ameaçada, sendo fragilizada”. 

A deputada apontou que, quando um parlamentar é calado, são também calados os seus eleitores: “Não é o Parlamentar que está sendo calado, é o Parlamento inteiro que, querendo ou não, acaba se acovardando e ficando de joelhos perante esse agigantamento de outro Poder que acaba por asfixiar e sufocar este. Imaginem! São 513 Parlamentares nesta Casa, sem contar os 81 Senadores. Quer dizer, o Congresso Nacional todo está praticamente refém de outro Poder. Isso é um desequilíbrio do Estado Democrático de Direito. Isso, infelizmente, acaba criando uma crise institucional, sim! Por quê? Porque desestabiliza. Se o Estado Democrático se sustenta nesse tripé, tem que haver sim harmonia e independência entre os Poderes”.

Ela questionou: “como podemos ter independência se não há respeito entre os Poderes? (...) o que nós queremos é isso: apenas o respeito. Respeito aos nossos mandatos, respeito às nossas atividades, às nossas prerrogativas parlamentares. Isso é o mínimo! Respeito à Constituição Federal. Não só respeito aos Parlamentares que representam o povo, mas respeito ao próprio povo! Isso é o que nós pedimos. Isso é o que nós clamamos. Por isso nós precisamos sim dar um basta, dar um freio, a essa ditadura da toga que tem atropelado não só o Parlamento mas a própria democracia”.

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