quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

General Girão retruca Barroso e defende que Congresso Nacional faça convocação de ministros do STF que ‘desrespeitam o povo brasileiro’


No decorrer de sessão da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, o deputado federal General Girão manifestou-se favoravelmente ao requerimento que convidou o ministro Alexandre de Moraes, do STF e do TSE, a prestar esclarecimentos à Câmara sobre a censura imposta a parlamentares da Comissão. O deputado apontou que o que se espera é a ausência do ministro, e que a Câmara dos Deputados deveria transformar o convite em convocação. 

O deputado apontou: “O que nos preocupa é a palavra ‘respeito’. Respeito e obediência. O Supremo Tribunal Federal, na pessoa de alguns ministros, talvez merecessem e deveriam ser chamados pelo Senado Federal, que aprovou o nome deles, eles fizeram, inclusive, promessas e juramentos de que iriam defender isso e aquilo. De repente, com as atitudes deles, a primeira coisa que estão rasgando é a Constituição Federal, que é a missão deles. Eles têm a missão específica de defender a Constituição e estão justamente atacando a Constituição”.

General Girão ironizou: “Com a máxima vênia, a gente pode marcar essa audiência pública em Lisboa, Madri, Nova York, Washington, talvez assim eles venham. A gente convocaria em um lugar ao qual eles gostam de ir. Aqui, eles têm dificuldade para atravessar a rua. Estão cerceando a fala de dezenas de milhares ou centenas de milhares, pois nós representamos os eleitores que votaram em nós e também aqueles que não votaram, mas estão vendo nosso desempenho”

O deputado sugeriu que os convites, que vêm sendo solenemente ignorados pelos ministros, sejam transformados em convocações: “O ideal seria que esta Casa fizesse um documento convocando, não convidando, uma sessão da Câmara. Ou até mesmo o Congresso Nacional. Convocando ministros que estão dizendo ‘perdeu, mané’ e desrespeitando a população brasileira”.

No contexto atual do Brasil, muitas pessoas estão sendo tratadas como sub-cidadãos, pelo simples motivo de terem manifestado apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Por expressarem suas opiniões, são alvo de CPIs, de inquéritos secretos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, ou são vítimas de medidas arbitrárias como prisões políticas, apreensão de bens, e exposição indevida de dados, entre outras. 

No chamado ‘inquérito do fim do mundo’, e nos inquéritos dele decorrentes, já houve: prisões políticas sem que houvesse sequer indiciamento das pessoas presas; imposição de uso de tornozeleira eletrônica e ‘prisão domiciliar’ em endereço diferente de onde as pessoas moravam; quebra de sigilo de parlamentares, inclusive de um senador; quebra de sigilos de pessoas e empresas, inclusive de veículos de imprensa; quebra de sigilos do ajudante de ordens do presidente da República; censura de veículos de imprensa e de parlamentares; bloqueio de redes sociais de jornalistas, veículos de imprensa e parlamentares; buscas e apreensões em empresas, residências - inclusive de um general da reserva -, residências de familiares, e gabinetes de parlamentares; proibição de contato entre pessoas, que muitas vezes, nem se conhecem; proibição a parlamentares de concederem entrevistas; intervenções no comando de partido político; entre outras. 

A totalidade da renda da Folha Política,assim como de outros canais e sites conservadores, está sendo confiscada a mando do ex-corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, com o apoio e aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 17 meses, todos os rendimentos do jornal estão sendo retidos sem justificativa jurídica. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode nos ajudar a continuar nosso trabalho, doe qualquer valor através do Pix, usando o QR Code que está visível na tela, ou com o código ajude@folhapolitica.org

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