quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

General Heleno se pronuncia na Câmara após ser convocado: ‘O Brasil vive uma situação esdrúxula’


Em pronunciamento na Câmara dos Deputados após ser convocado por parlamentares esquerdistas para prestar esclarecimentos a respeito das manifestações de 7 de setembro, o General Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional do Governo Bolsonaro, ressaltou o caráter pacífico e democrático dos atos promovidos por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, refutou distorções e abordou a conjuntura hodierna do Brasil.

O oficial salientou: “Contrariando alguns prognósticos pessimistas, os fatos do dia 7 de setembro foram muito tranquilos, conduzidos de forma democrática, de forma muito controlada, absolutamente dentro dos padrões de uma manifestação que ocorre em qualquer país democrático do mundo, com a presença de gente muito organizada, disciplinada, que não deu margem a qualquer tipo de manifestação de violência ou de reações violentas por parte de um possível adversário. Uma manifestação pacífica, calma, que não mereceria essa convocação aqui hoje”.

Ademais, o oficial abordou que o Brasil vive, em seus termos, uma “situação esdrúxula” e comentou o comportamento de servidores do GSI, retrucando insinuações de parlamentares de esquerda: “Ele falou por conta própria. É um cidadão brasileiro com todos os impostos pagos, tem direito a falar, a se pronunciar. Quantos já foram punidos, estão incitando crimes e não acontece nada. Quer que faça o quê? Coloque em uma cadeira el*, pendure em um poste? Há um Superior Tribunal Militar. Foram palavras ditas em redes sociais. O senhor está querendo misturar as coisas, isso não tem nada a ver com o GSI”. Nesta toada, o general foi defendido pela deputada federal Caroline de Toni, aliada do presidente Jair Bolsonaro.

O ataque a cidadãos e empresas privadas, desrespeitando direitos e garantias fundamentais, tem se tornado cada vez mais comum, em CPIs e também nas altas cortes do País. Sem justificativa jurídica, o ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Felipe Salomão, decidiu confiscar a renda de sites e canais conservadores, para destruir empresas privadas das quais discorda. A decisão, que incluiu a Folha Política, confisca todos os rendimentos da empresa, e teve o apoio e aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 17 meses, toda a renda do nosso trabalho é retida sem qualquer justificativa jurídica. “Marcar” pessoas e fechar empresas por motivações políticas são atitudes que já foram observadas na História, mas nunca em democracias. 

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