quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Senador Magno Malta relembra ‘profecia’ sobre Moraes, do STF, e faz duras críticas acerca de sabatina: ‘estelionato, falsidade ideológica’


O senador eleito Magno Malta participou da audiência pública no Senado que debateu as perseguições políticas no contexto das eleições de 2022. O senador eleito relatou que foi desaconselhado a comparecer ao evento, haja vista o Estado de Exceção vigente no Brasil e a implacável perseguição política a todos que se levantam contra arbitrariedades, inconstitucionalidades e exorbitâncias do STF e do TSE.

O parlamentar encetou: “Diziam: ‘nós precisamos de você’, ‘eles não têm limite’, ‘não vá’. Eu refleti e disse a mim mesmo: ‘Não ir lá é perder o direito de olhar para mim mesmo no espelho’. Eu tenho três filhas, duas netas. A vida, ela é fútil e passageira. E se nós não lutarmos por um legado e não expusermos o que nós acreditamos, nós condenamos as gerações futuras. Esta Casa, constitucionalmente, se é que ainda existe Constituição no Brasil, tem o poder e o dever de colocar as Supremas Cortes no seu devido lugar. E esta Casa tem aberto mão desse seu dever, e não somente direito, constitucional”.

No ensejo, Magno Malta solicitou: “Até para resguardar o Gayer, resguardar a Bárbara, que V. Exa. evoque, por escrito, as notas taquigráficas das sabatinas dos ministros que estão no Supremo hoje. Porque as notas taquigráficas e os vídeos certamente garantirão a segurança daqueles que citaram algum nome desses ministros, porque hoje é proibido. Você já não tem mais a liberdade de citar o nome de alguém até para discordar, mesmo que não seja para ofender. Aliás, a Constituição diz que, quando você se sente ofendido, você vai à primeira instância, (...) mas hoje, não. Tudo se resolve na Suprema com os inoxidáveis”.

Neste contexto, o senador rememorou a sabatina de Alexandre de Moraes no Senado Federal quando de sua aprovação para ocupar o cargo de ministro do STF: “Os senhores verão, ao final, que estarão aptos, entendendo hoje o comportamento deles, que a sabatina deles [ministros do STF] não passou de um estelionato, ou, no mínimo, falsidade ideológica. Eu sabatinei o então advogado Alexandre de Moraes, ex-ministro do Temer, e ao final da minha fala, eu disse: ‘o senhor, ao ser aprovado, chegando lá e colocando uma capa nas costas, o senhor vai receber um pedido de audiência de um senadorzinho como eu, ou vai receber no hall, como se deus o senhor fosse?’. Eu disse: ‘Como se deus o senhor fosse?’. Foi mais do que a profecia. Ele se comporta como deus, o soberano da nação. Nas mãos dele, na caneta dele, está o deboche, a anarquia, a prisão, a soltura”. 

Nesta esteira, ele complementou: “Quando eles são sabatinados aqui, eles não recebem nenhum título de interpretadores da Constituição. Não é isso. Ao ser aprovados no Plenário, eles saem com um título de ‘guardiões da Constituição’. Senhores ministros: guardiões da Constituição, é para guardar o que está escrito. Não é para mexer uma vírgula nem um til”.

Malta salientou, ainda, como ministros do STF desrespeitam o Senado Federal: “Eu disse ao Alexandre de Moraes: ‘Os senhores, quando sentam aqui, para botar a toga nas costas, vendem até a mãe. Eu disse. E eu não estava falando mentira. Mas, ao fazer esse requerimento, o senhor vai proteger e vai descobrir o que o Brasil sabe e a mídia de esquerda nunca vai dar: a sabatina não passou de estelionato ou, no mínimo, de falsidade ideológica. Essa Casa tem que se dar ao respeito. Eles desrespeitam e não vêm a essa casa. O desrespeito é grande da parte dos ministros? Claro! Mas o desrespeito dessa Casa por ela mesma é pior”.

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