quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Senador Marcos do Val abre o jogo sobre dois senadores 'espiões', intimidação ilegal do STF e conluio com velha mídia


Durante audiência pública no Senado sobre perseguições políticas no contexto das eleições de 2022, o senador Marcos do Val falou após o pronunciamento da comunicadora Bárbara Destefani, do canal Te Atualizei, que relatou como é alvo de inquéritos e medidas arbitrárias sem qualquer acesso ao devido processo legal. O senador relembrou momentos iniciais da perseguição política atual, explicando como foi o fim do movimento Muda Senado, que pedia a instalação da CPI Lava Toga e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. 

O senador lembrou que uma das parlamentares que faziam parte do movimento era a senadora Selma Arruda, que foi juíza, e cujo mandato foi cassado a uma velocidade inaudita. Do Val lembrou: “Resumindo, em apenas três meses – a Dra. Selma Arruda, não é? –, em apenas três meses ela perdeu cargo de Senadora porque a oposição fez uma denúncia que foi para o STF, nosso movimento estava sendo feito para impeachmar dois ministros e o recado foi enviado na perda do mandato dela. Foi um baque muito grande”. 

O senador relatou que isso foi possível graças à ação de dois senadores que, por serem oposição ao presidente Jair Bolsonaro, atuaram como verdadeiros “espiões” do grupo, entregando dados ao STF e à velha imprensa. Marcos Do Val disse: “esses dois começaram a mandar informações para a imprensa, informações de reuniões nossas e aí eu cheguei para eles e os desmascarei, os dois. Falei: ‘Muito me entristece ver que o interesse político está sobrepondo o interesse da sociedade’”.

O senador constatou: “Então, nós aqui vemos muito fogo amigo – coisas assim que vocês não podem nem imaginar – entre pessoas que deveriam estar nessa mesma caminhada, mas que, por interesses político-partidários, dão um ti** um no outro. E quem paga o preço é a sociedade lá fora”. 

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e pessoas que apenas têm um discurso diferente do imposto pelo cartel midiático vêm sendo perseguidos, em especial pelo Judiciário. Além dos inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, também o ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Felipe Salomão, criou seu próprio inquérito administrativo, e ordenou o confisco da renda de sites e canais conservadores, como Bárbara, do canal Te Atualizei, e a Folha Política. Toda a receita gerada pelo nosso jornal desde 1º de julho de 2021 está bloqueada por ordem do TSE, com aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 17 meses, toda a renda do nosso trabalho vem sendo retida, sem qualquer previsão legal. 

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