sábado, 3 de dezembro de 2022

Senador Zequinha Marinho relata ‘plano’ da velha imprensa com o Judiciário e aponta: ‘o Senado está sendo não só conivente, mas está sendo cúmplice’


O senador Zequinha Marinho participou da audiência pública no Senado que tratou das perseguições políticas e abusos cometidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, no contexto das eleições de 2022. Na audiência, o senador apontou que os cidadãos estão se manifestando há mais de 30 dias porque os brasileiros estão enfrentando “um plano muito bem bolado”. 

O senador explicou como a velha imprensa se uniu a membros do Judiciário para recuperar as benesses perdidas com a eleição do presidente Jair Bolsonaro. Ele disse: “O Presidente Bolsonaro, ao ser eleito, nós tivemos aí a ruptura de um sistema viciado, um sistema que irrigava os órgãos de comunicação de forma generosa, que transferia bilhões de reais por ano às custas do suor do brasileiro, para poder sobreviver ao luxo e avançar a tecnologia. Bolsonaro chega, rompe com tudo isso, equaliza tudo isso e distribui as verbas de forma equitativa com todos os canais de televisão e etc., etc. Isso desagradou. Ninguém nunca viu a imprensa brasileira bater tanto num governante como se viu durante esses quatro anos, tchê. A gente não tem notícias na história do Brasil sobre isso. Bom, insatisfeito, todo mundo que teve prejuízo com isso se uniu e aí uniu-se todo mundo, uniu a imprensa, uniu boa parte do Judiciário, uniu boa parte do setor empresarial que também perdeu e colocaram um plano em ação”.

Zequinha Marinho alertou que o Senado precisa agir, deixar a omissão e cumprir seu papel: “E o que nos resta agora? Resta-nos que esta Casa assuma o seu papel. O Senado está sendo não só conivente, mas está sendo cúmplice de tudo isso, e a gente precisa fazer isso acabar, porque, paciência, a população hoje vê o Senado como uma das piores instituições desta República.  A gente tem a obrigação de, como membro desta Casa, trabalharmos diuturnamente para que ela dê uma resposta à sociedade; que assuma o seu devido lugar e o seu papel e V. Exa. tem aqui, na nossa pessoa, um parceiro nessa longa jornada. Difícil, mas não impossível!”. 

No contexto atual do Brasil, muitas pessoas estão sendo tratadas como sub-cidadãos, pelo simples motivo de terem manifestado apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Por expressarem suas opiniões, são alvo de CPIs, de inquéritos secretos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, ou são vítimas de medidas arbitrárias como prisões políticas, apreensão de bens, e exposição indevida de dados, entre outras. 

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