segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Tenente-Coronel Zucco escancara ‘ditadura da toga’ de Moraes e plano do establishment para destruir Bolsonaro: ‘batalha imoral, enlouquecida e sem qualquer escrúpulo’


Em seu último discurso na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o deputado estadual tenente-coronel Zucco, eleito deputado federal, fez um duro retrato da atual situação do país. Escolhendo o tema “democracia e liberdade”, o deputado afirmou: “Não existe democracia sem liberdade. Democracia é o oposto da ditadura, da tirania. Sua essência é liberdade. De forma simplificada, busca assegurar dois princípios: máxima liberdade ao povo e limitar o poder concedido aos governantes, justamente para impedir que o povo seja oprimido por um tirano. A democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo, como fala Abraham Lincoln. Portanto, deve ser livre para buscar sua felicidade em um Estado que garanta a liberdade”.

Zucco explicou que tanto a liberdade quanto a democracia estão sob ataque no Brasil, com a conivência da classe política, e apontou: “em parte, Bolsonaro deve ser a explicação. Desde antes de sua eleição, ele é apresentado como um monstro autoritário. A grande ameaça a ser combatida. Aquele que iria perseguir classes, cores e opções, mas que nunca perseguiu. Era e continua a ser a desculpa perfeita para que o sistema que ele derrotou voltasse ao poder, voltasse a mamar as verbas públicas. Era necessário demonizar o presidente e fazer com que as pessoas o odiassem, mas o apoio popular permaneceu. Os veículos de comunicação o atacaram diariamente, escolhendo sempre as piores frases, as piores imagens, escondendo qualquer conquista de seu governo, sonegando o reconhecimento de qualquer virtude”. 

O deputado explicou que, mesmo contra a velha imprensa, Bolsonaro manteve sua popularidade e viu crescer sua influência, através das redes sociais, o que causou uma reação ainda mais intensa. Ele disse: “A velha política sofria, o chamado ‘sistema’ estava encurralado. Não estava tendo sucesso na prática de ass*** de reputação em que havia se especializado. Não bastava atacar a imagem do Bolsonaro, precisava anular seus canais de comunicação, inviabilizar seus apoiadores e ridicularizar seus seguidores.  O objetivo era o cancelamento do presidente. Era torná-lo um chefe de Estado sem lugar de fala em seu próprio país. Esta batalha imoral, enlouquecida e sem qualquer escrúpulo transbordou num vale-tudo que se provou terrível para nossa frágil democracia”. 

Zucco listou as vítimas da consolidação da cultura do “ódio do bem”: a credibilidade da imprensa e do judiciário; a busca pela verdade, a sensatez, a racionalidade, a razoabilidade; a defesa da nossa Constituição; o estado de direito; o sistema acusatório e o devido processo legal; e a liberdade política da população.

O deputado afirmou: “Em uma democracia, ninguém está acima da lei. E a Constituição é a lei máxima, que a todos limita. Mas o que temos visto, diariamente, é o seu desrespeito. A Constituição Federal tem sido ignorada como se nem existisse. O art. 5º da Constituição delimita as liberdades individuais e políticas dos cidadãos brasileiros. Esse artigo é a alma da vida em um país democrático, mas tem sido sistematicamente desprezado e a perseguição política e censura viraram lugar comum”. 

No contexto atual do Brasil, muitas pessoas estão sendo tratadas como sub-cidadãos, pelo simples motivo de terem manifestado apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Por expressarem suas opiniões, são alvo de CPIs, de inquéritos secretos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, ou são vítimas de medidas arbitrárias como prisões políticas, apreensão de bens, e exposição indevida de dados, entre outras. 

No chamado ‘inquérito do fim do mundo’, e nos inquéritos dele decorrentes, já houve: prisões políticas sem que houvesse sequer indiciamento das pessoas presas; imposição de uso de tornozeleira eletrônica e ‘prisão domiciliar’ em endereço diferente de onde as pessoas moravam; quebra de sigilo de parlamentares, inclusive de um senador; quebra de sigilos de pessoas e empresas, inclusive de veículos de imprensa; censura de veículos de imprensa e de parlamentares; bloqueio de redes sociais de jornalistas, veículos de imprensa e parlamentares; buscas e apreensões em empresas, residências - inclusive de um general da reserva -, residências de familiares, e gabinetes de parlamentares; bloqueio de contas bancárias, inclusive de jornalistas, parlamentares, e pessoas que sequer são investigadas; proibição de contato entre pessoas, que muitas vezes, nem se conhecem; proibição a parlamentares de concederem entrevistas; intervenções no comando de partido político; entre outras. 

A totalidade da renda da Folha Política, assim como de outros canais e sites conservadores, está sendo confiscada a mando do ex-corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, com o apoio e aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 17 meses, todos os rendimentos do jornal estão sendo retidos sem justificativa jurídica. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode nos ajudar a continuar nosso trabalho, doe qualquer valor através do Pix, usando o QR Code que está visível na tela, ou com o código ajude@folhapolitica.org

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