quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Deputado Sanderson e Coronel Chrisóstomo se pronunciam ao visitarem cidadãos presos após invasões


Os deputados Sanderson e Coronel Chrisóstomo visitaram o local onde foram realizadas prisões em massa, em Brasília, a mando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Coronel Chrisóstomo ressaltou que está cumprindo sua função constitucional, uma vez que cabe aos parlamentares fiscalizar o Estado e ações do Executivo e do Judiciário.

Pelas redes sociais, o deputado Sanderson disse: 

“Acabei de sair da Academia da PF em Sobradinho-DF (cidade satélite de Brasília), onde na manhã de hoje (11.01.23) acompanhei e presenciei as condições em que as pessoas detidas estão/estavam desde segunda-feira à tarde sob custódia policial. Foram conduzidas, por determinação de Alexandre de Moraes, cerca de 1100 pessoas até o ginásio da PF, as quais foram todas cadastradas e identificadas, sendo 600 delas já liberadas e 500 encaminhadas para os presídios do DF.

Vale registrar que no domingo foram presas em flagrante pela PM/DF, dentro dos prédios do Palácio do Planalto, do STF e do Congresso, autuadas e encaminhadas ao presídio cerca de 270 pessoas.

Segundo informação recebida na PF, não é verdadeira a notícia de que uma senhora teria morrido enquanto estava sob custódia da Polícia Federal.

Também conforme informações que recebi junto à PF, ainda hoje devem iniciar as audiências de custódia, quando acredito que a maioria das pessoas que estavam custodiadas na ANP/DPF (aquelas que estavam no acampamento em frente ao QG) possa ser liberada.

Sigo aqui em Brasília acompanhando tudo de perto e trabalhando contra aquilo que classifiquei como “show de arbitrariedades” praticadas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes e Flávio Dino, ministro da justiça, os quais, a pretexto de reprimirem um crime, estão promovendo outros, perseguições e realizando abusos de toda sorte”.

O deputado Sanderson já havia requerido informações ao ministro Flávio Dino, quando apontou que a situação dos presos em massa é inadmissível. Sanderson afirmou: 

“Inadmissível a situação de cerceamento da liberdade das cerca de 1200 pessoas que, sem qualquer processo legal, por ordem de Alexandre de Moraes, encontram-se “detidas” dentro do ginásio da Academia da Polícia Federal em Brasília.

Ontem mesmo solicitei informações ao ministro da justiça, mediante ofício dirigido em regime de urgência a Flavio Dino, responsável pelas referidas detenções coletivas.

Buscaremos a responsabilização de quem contribuiu ou permitiu as detenções, coletivas dessas pessoas, sem sequer individualizar as condutas de cada um. Um verdadeiro absurdo, um show de arbitrariedade que será apurado e os culpados responsabilizados.

Isso não quer dizer que os vândalos, já devidamente autuados em flagrante delito pela prática de danos contra prédios públicos, não devam ser rigorosamente punidos pelo sistema de justiça criminal. Quem vandalizou é criminoso e precisa ser tratado como tal. Mas generalizar prisões de pessoas que não tiveram participação nas invasões é ilegal e arbitrário.

As pessoas que estavam no acampamento e estão detidas na Academia da PF não têm qualquer participação nos ataques aos prédios públicos, até porque se tivessem provavelmente não teriam permanecido no acampamento aguardando a chegada da PM/DF na manhã de ontem”.

Integrantes do governo Lula vêm afirmando reiteradamente que pretendem exacerbar e escalar ainda mais a repressão e perseguição a cidadãos conservadores, que já são alvo de perseguição política por parte das cortes superiores, em especial pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e por seus aliados no Tribunal Superior Eleitoral. 

Cidadãos vêm sendo tratados como sub-humanos e cidadãos com menos direitos, por manifestarem suas opiniões livremente e por terem apoiado o ex-presidente Jair Bolsonaro. Medidas arbitrárias são tomadas contra essas pessoas, que têm seus direitos e garantias fundamentais desrespeitados. 

Além de ter tido a sede invadida e todos os seus equipamentos apreendidos, no âmbito de um inquérito do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que foi posteriormente arquivado por falta de indícios de crime, a Folha Política, atualmente, tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, com o apoio e o louvor dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 18 meses, todos os rendimentos do jornal estão sendo retidos sem justificativa jurídica. 

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