segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Frente a frente com Lula e ministros do STF, Tarcísio dá lição: ‘Pacificação demanda gestos. Gestos de todos. Gestos do Judiciário, gestos do Executivo’


O governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, fez um apelo durante reunião de governadores com o presidente Lula, com a participação de vários ministros do Supremo Tribunal Federal. A reunião foi convocada após Lula decretar intervenção federal no Distrito Federal em consequência da invasão de prédios dos três poderes em Brasília. O ministro Alexandre de Moraes, em seguida, afastou o governador do Distrito Federal.  

O governador destoou de parcela significativa dos presentes e sobretudo de aliados de Lula, os quais, de acordo com recentes declarações, tencionam capitalizar com os lamentáveis eventos ocorridos neste domingo com o intuito de marginalizar opositores políticos, atribuir crimes a cidadãos que não apresentam qualquer relação com os fatos, banir toda e qualquer oposição pacífica e democrática a Lula e, ainda, servir-se de pretextos ilegais para censurar críticos, ativistas e a mídia independente.

Dessa maneira, ele alertou para a necessidade de gestos de pacificação advindos de todos os poderes. Tarcísio disse: “peço que Deus nos dê sabedoria para que a gente construa a pacificação. Lembrando que a pacificação demanda gestos. Gestos de todos. Gestos do Judiciário, gestos do Executivo, gestos dos estados. A gente tem que aprender a construir gestos, para que a gente tenha desenvolvimento e igualdade. O desenvolvimento e a igualdade só serão alcançados através do diálogo".

Há quase 4 anos, o ministro Alexandre de Moraes conduz, em segredo de justiça, inquéritos políticos direcionados a seus adversários políticos. Em uma espécie de “parceria” com a velha imprensa, “matérias”, “reportagens” e “relatórios” são admitidos como provas, sem questionamento, substituindo a ação do Ministério Público e substituindo os próprios fatos, e servem como base para medidas abusivas, que incluem prisões políticas, buscas e apreensões, bloqueio de contas, censura de veículos de imprensa, censura de cidadãos e parlamentares, bloqueio de redes sociais, entre muitas outras medidas cautelares inventadas pelo ministro. 

Após a eleição de Lula, a perseguição não diminuiu. Ao contrário, o grupo eleito vem ameaçando acrescentar à perseguição que já vem sendo realizada pelo judiciário, também perseguição pela máquina governamental, com a criação de órgãos especialmente direcionados à repressão e perseguição políticas. 

O mesmo procedimento de aceitar depoimentos de testemunhas suspeitas e interessadas, e tomar suas palavras como verdadeiras, se repete em diversos inquéritos nas Cortes superiores. Esses depoimentos, “relatórios” e “reportagens”, produzidos por pessoas interessadas, embasam medidas extremas contra conservadores, sem qualquer chance de defesa ou acesso ao devido processo legal. 

A Folha Política já teve sua sede invadida e todos os seus equipamentos apreendidos. Atualmente, toda a renda do jornal está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, com o aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 18 meses, todos os rendimentos de jornais, sites e canais conservadores são retidos sem qualquer base legal.  

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