quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Lula faz grave ataque ao STF e ao Congresso e parlamentares e internautas reagem: ‘ele pode?’


Durante seus eventos na Argentina, Lula disse, na condição de presidente da república, que o impeachment de Dilma foi um “golpe”. O claro ataque às instituições brasileiras causou indignação entre cidadãos e parlamentares, que questionaram a postura do presidente e também a falta de reação das instituições como o Senado e o Supremo Tribunal Federal, acusados de promoverem um golpe de estado. 

A deputada estadual Janaina Paschoal, autora do pedido de impeachment, apontou: “Presidente Lula não está mais no palanque. Ele é Chefe de Estado e ofende as Instituições ao dizer que o Processo Constitucional do Impeachment foi um golpe de Estado. O processo tramitou na Câmara dos Deputados e no Senado Federal e foi presidido pelo então Presidente do STF!”. A deputada questionou se os agentes que, alegadamente, “contiveram ímpetos” da direita farão o mesmo contra o visível extremismo de esquerda: “Saímos do populismo patriota para o populismo bolivariano. O Brasil parece mesmo assombrado por um pêndulo do atraso. Espero que as mesmas instituições que contiveram os ímpetos de um, até excedendo competências, contenham os arroubos do outro. Se não, estaremos "lascados"!”.

O deputado federal Marcel van Hattem ironizou: “Já faz mais de 24h que Lula atacou as instituições brasileiras, Congresso e STF, chamando o impeachment constitucional de Dilma Rousseff de golpe de Estado. Alguém sabe dizer se o ministro Alexandre de Moraes já incluiu o extremista de esquerda no inquérito das fake news?”

O vereador Rodrigo Marcial respondeu ao presidente: “Não, Lula, o impeachment da Dilma não foi "golpe de Estado". O golpe de Estado foi você ter saído da prisão”.

O deputado Paulo Eduardo Martins questionou: “Na Argentina, Lula diz que o impeachment de Dilma foi um golpe de Estado. É um ataque brutal do chefe do executivo ao Congresso Nacional e ao STF, que executaram o Impeachment. Lula tem licença pra atacar as instituições democráticas?”

O deputado eleito Carlos Sampaio disse: “ATAQUE À DEMOCRACIA: na Argentina, Lula diz que impeachment de Dilma foi golpe de Estado. É assim, mentindo descaradamente pelo mundo, que Lula pretende apaziguar o país? Ele tem licença para atacar impunemente as instituições democráticas? Vamos à justiça!”.

O jurista Fabricio Rebelo ironizou: 

“Mais perguntas retóricas: 

1) Vão incluir Lula em algum inquérito por atacar as instituições brasileiras, afirmando que o impeachment de Dilma foi "golpe de Estado"?

2) A esquerda realmente pode tudo?”.

O pesquisador Augusto de Franco perguntou: “Nenhuma agência de checagem vai se pronunciar sobre a afirmação de Lula anteontem, na Argentina, de que o impeachment de Dilma foi "um golpe de Estado"?”.

Franco acrescentou: 

“Ao dizer que foi golpe de Estado, Lula está questionando a Constituição, as leis e os procedimentos que levaram o tribunal político a uma decisão legítima. Pior, está lançando uma suspeição sobre a instituição (o Senado da República) e seus integrantes.

Se o presidente da República afirma que o impeachment foi "um golpe de Estado", ele está denunciando um crime. Como a OAB também entrou com pedido de impeachment, ela deverá ser processada juntamente com as mesas da Câmara e do Senado, com o presidente do STF que presidiu a sessão e os 61 senadores que aprovaram o impedimento.

O processo de impeachment de Dilma Rousseff teve início em 2 de dezembro de 2015 e durou 273 dias, com amplo direito de defesa e rigorosa observância dos ritos legais. Não há nenhum indício de golpe de Estado, como afirmou falsamente Lula ontem na Argentina.

Lula tem que entender que não é mais um candidato no palanque. Não é mais um militante petista criando narrativas (como a de que o impeachment foi "um golpe de Estado") para travar lutas políticas sectárias. É o presidente da República. O cargo exige um mínimo de decoro”.

O deputado estadual Rodrigo Lorenzoni questionou: “Dilma sofreu impeachment dentro do previsto na constituição. Inclusive a última sessão no senado foi presidida pelo presidente do STF. Agora Lula anda por aí afirmando que foi golpe. Isso não seria um ataque às instituições? Onde estão os guardiões das mesmas e da democracia?”. 

O internauta Adriano Azevedo apontou: “Lula comete crime contra o estado democrático de direito, acusando o parlamento brasileiro e o STF de golpe, no processo de impeachment de Dilma Rousseff! Vergonhosamente discursando na Argentina! Qualquer outro cidadão que falasse algo do tipo, já seria preso imediatamente!”.

A ativista Clau de Luca disse: “Com uma fala absurda e mentirosa dessa, daqui a pouco quem dá um golpe é ele dissolvendo o Congresso Nacional. Duvidam?”.

O investidor Leandro Ruschel afirmou: “Lula faz GRAVE ATAQUE às instituições brasileiras, afirmando que houve um "Golpe de Estado" contra Dilma. Então quer dizer que o Congresso e o Supremo deram "Golpe"? Além disso, mentiu sobre o Brasil ter vivido momento auspicioso. O país apresentou a maior crise da história”.

O internauta José Antonio Rosa disse: “Afirmar que o impeachment da presidente Dilma foi um golpe quando todas as instituições democráticas agiram nos limites da Constituição e das leis, assim como foi respeitado o devido processo legal e o direito à ampla defesa é atentar contra democracia e o Estado de Direito”.

O administrador Joel Filho sugeriu: “Se fosse Bolsonaro falando que Carla Zambeli (exemplo) sofreu um golpe durante o impeachment, a imprensa toda estaria dizendo que o "mito" atacou as instituições. Digo mais, o STF já teria se pronunciado a respeito”.

O advogado Miguel Reale Jr., que assinou o pedido de impeachment, disse em entrevista a um jornal da velha imprensa: “Houve um processo regular previsto na Constituição, tendo a OAB federal também entrado com igual pedido em face do desastre da recessão que jogou o país na miséria. O PT entrou com mais de cem pedidos de impeachment contra FHC. É uma narrativa que não ajuda o país agora”. 

O contador Anderson Micheletti disse: “Ao dizer que Dilma "foi vítima de um golpe" no processo de impeachment - sancionado pela Câmara, Senado e STF, Lula não está cometendo um crime no Código do Alexandre, de "atentar contra as instituições"? Não está "espalhando desinformação"? Ou ele pode?”.

O administrador João Luiz Mauad lamentou: “Se isso não é um ataque frontal, sem meias palavras, às instituições democráticas tupiniquins (congresso e STF) nada mais poderá ser tachado como tal. Mas é claro que, neste caso, o Big Alex não vai fazer nada…”.

O perfil ‘O Direitista’ questionou: “A fala do Lula ( Dilmo ), ao afirmar que houve um Golpe de Estado no Impeachment da Dilma, não seria um ataque ao STF, que presidiu a sessão do impeachment no Senado? O STF já se pronunciou através de suas ativas redes sociais? A Grande Mídia já saiu em Defesa do STF?”.

O investidor José Renato Monteiro perguntou: “O presidente do Brasil, está denunciando um golpe de estado contra a Dilma, perpetrado pelo Congresso e pelo STF, e apoiado pela maioria esmagadora da imprensa e da população. O Lula, ao vivo na Argentina, divulgou uma fake news explicita. Está tudo gravado. Cadê o Xandão?”.

O pastor João Carlos Marques apontou: “ATAQUE À DEMOCRACIA: Lula diz que impeachment de Dilma foi golpe de Estado. Se foi golpe, quem realizou o golpe foi STF e o atual Congresso. Logo o Governo TEMER é golpista ,a indicação de Alexandre de Moraes, foi feita por Golpista, então a nomeação de Alexandre de Moraes é inválida”.

No contexto atual do Brasil, muitas pessoas estão sendo tratadas como sub-cidadãos, pelo simples motivo de terem manifestado apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Por expressarem suas opiniões, são alvo de CPIs, de inquéritos secretos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, ou são vítimas de medidas arbitrárias como prisões políticas, apreensão de bens, e exposição indevida de dados, entre outras. Sob a alegação de “combate à desinformação”, a Constituição e as leis vêm sendo desrespeitadas para perseguir cidadãos, que têm seus direitos violados sem acesso à ampla defesa nem ao devido processo legal. 

No chamado ‘inquérito do fim do mundo’, e nos inquéritos dele decorrentes, já houve: prisões políticas sem que houvesse sequer indiciamento das pessoas presas; imposição de uso de tornozeleira eletrônica e ‘prisão domiciliar’ em endereço diferente de onde as pessoas moravam; quebra de sigilo de parlamentares, inclusive de um senador; quebra de sigilos de pessoas e empresas, inclusive de veículos de imprensa; quebra de sigilos do ajudante de ordens do presidente da República; censura de veículos de imprensa e de parlamentares; bloqueio de redes sociais de jornalistas, veículos de imprensa e parlamentares; buscas e apreensões em empresas, residências - inclusive de um general da reserva -, residências de familiares, e gabinetes de parlamentares; proibição de contato entre pessoas, que muitas vezes, nem se conhecem; proibição a parlamentares de concederem entrevistas; intervenções no comando de partido político; prisões em massa; entre outras. 

A totalidade da renda da Folha Política, assim como de outros canais e sites conservadores, está sendo confiscada a mando do ex-corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, com o apoio e aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 18 meses, todos os rendimentos do jornal estão sendo retidos sem justificativa jurídica. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode nos ajudar a continuar nosso trabalho, doe qualquer valor através do Pix, usando o QR Code que está visível na tela, ou com o código ajude@folhapolitica.org

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