quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Wall Street Journal gera repercussão internacional ao denunciar abusos e violações de Moraes, do TSE e do STF


Em artigo publicado no Wall Street Journal, a jornalista Mary Anastasia O’Grady alertou sobre a “cortina de fumaça” criada em torno dos atos de vandalismo do dia 8 de janeiro, utilizados para forjar uma narrativa segundo a qual o ex-presidente brasileiro, inspirado por Trump, seria algum tipo de ameaça à democracia brasileira. A jornalista alertou que a narrativa “pode ser conveniente para aqueles que querem atacar Trump. Mas deixa de lado o perigo iminente que espreita a liberdade no Brasil: uma Suprema Corte que está amordaçando seus críticos, bloqueando seus bens, e até prendendo alguns, tudo sem respeito ao devido processo legal”. 

A jornalista explica: “os eventos de 8 de janeiro merecem uma condenação inequívoca”. Apontando que o estado tem o dever de processar (legalmente) e punir os responsáveis, ela pondera e rebate associações grosseiras: “mas me poupem. Dizer que os atos de Brasília são fruto do 6 de janeiro nos Estados Unidos cheira a moralidade seletiva. Quando extremistas de esquerda vandalizaram a Colômbia por meses em 2021, não me lembro de ver as classes falantes dos Estados Unidos culpando as ondas de violência ligadas aos eventos dos Estados Unidos”. 

Ela apontou como violações a direitos fundamentais e às liberdades públicas podem ocorrer por iniciativa de governos e do Judiciário: “multidões nas ruas, seja da direita brasileira, ou da esquerda, como no Peru, ameaçam o governo representativo. Mas a liberdade também pode ser sufocada de dentro do governo”. 

A jornalista mostrou exemplos, rememorando o sistema bolivariano, o qual, implementado na Venezuela, utilizou do controle do Judiciário para instaurar um regime ditatorial: “A Venezuela era uma democracia no início dos anos 2000, quando Hugo Chávez tomou o controle do judiciário, eliminando direitos e proteções legais de minorias. Jimmy Carter aplaudiu o chavismo. Tiranos na Bolívia e na Nicarágua copiaram o manual de Chávez”. 

Dessa maneira, O’Grady salientou o estado de depauperação institucional da América Latina: “Hoje, a separação de poderes, necessária para que a democracia possa sobreviver, é incerta em muitos países da região, inclusive Colômbia, Honduras, El Salvador e México”.

A jornalista lembrou alguns dos esquemas de corrupção nos quais o Lula e seu partido estiveram envolvidos: “começando por volta de 2007, o presidente Lula e seu PT orquestraram o maior esquema de corrupção do hemisfério ocidental. A empreiteira brasileira Odebrecht estava no centro de tudo e tinha até um departamento de propinas. Muitas pessoas foram para a cadeia por contratos fraudados e propinas, que roubaram bilhões de dólares de dinheiro público, além de lavagem de dinheiro. Lula, que foi condenado em 2017, foi um deles”. 

Mary Anastasia O’Grady prosseguiu apontando como a inicial esperança no combate à corrupção deu lugar ao desamparo e à desilusão após ações do STF: “os brasileiros ficaram aliviados, acreditando que era possível haver justiça até para os poderosos. Eles estavam errados. Em 2021, a Suprema Corte anulou a condenação de Lula com base em uma tecnicalidade. Ele foi libertado e liberado para concorrer à presidência, mesmo sem nunca ter sido absolvido. Ele derrotou Bolsonaro e tomou posse no dia 1º de janeiro”.

A jornalista explicou que, para muitos brasileiros, Lula continua sendo um ladrão que foi liberado por uma suprema corte política. Ela apontou a reação autoritária de Alexandre de Moraes, a qual se fundamenta em seu arbítrio e não na legislação brasileira: “Em veículos da imprensa independente, nas mídias sociais e em grupos privados, seus crimes continuam a ser comentados. Isso desagrada o ministro Alexandre de Moraes, do STF, que tem uma forte tendência autoritária. Sob sua liderança como presidente do TSE durante o ano da campanha e da eleição, foi aprovada uma resolução para criminalizar “desinformação” e “fake news” embora não haja nenhuma lei que justifique isso”. 

O’Grady alertou, nesta toada, que o Brasil sofre um retrocesso na defesa das liberdades dos cidadãos, aportando em uma situação que não era vista desde a redemocratização: “O ministro Moraes tornou-se o rosto de um ataque à liberdade de expressão que não era visto desde que o país retornou à democracia com a constituição de 1988”. 

Ela mencionou, outrossim, o caso em que o ministro ordenou buscas e apreensões em um grupo de empresários porque um deles disse preferir uma ditadura à volta de Lula. Ela lembrou um relato feito pelo New York Times: “as autoridades congelaram suas contas bancárias, quebraram seus sigilos bancários e telemáticos e mandaram as redes suspenderem algumas de suas contas”. Ela rememorou ainda que centenas de outros brasileiros com opiniões independentes foram expulsos das mídias sociais, ou silenciados de outra forma, bastando que o ministro Moraes considerasse suas críticas ”antidemocráticas”. 

A jornalista foi enfática ao asseverar que a extrapolação das atribuições destruiu a credibilidade da corte e aumentou as dúvidas sobre a imparcialidade da condução das eleições. Contudo, ela alertou: “falar sobre essas dúvidas é proibido. Quando o partido de Bolsonaro questionou juridicamente as eleições, o pedido foi sumariamente negado. A corte eleitoral multou o partido em mais de 4 milhões de dólares por ter recorrido”. A jornalista resumiu assestando como, em sua interpretação, o STF representa uma ameaça maior à democracia e à liberdade dos brasileiros do que os atos praticados em 8 de janeiro: “a Suprema Corte brasileira está criando leis conforme as circunstâncias. Se ninguém a contiver, a confusão do dia 8 de janeiro vai se tornar a menor das ameaças à liberdade para os brasileiros”. 

Raphaël Lima, fundador do Ideias Radicais, argumentou: “Artigo publicado ontem no Wall Street Journal diz que o STF é maior risco para a democracia do que o 8 de janeiro. Será que veremos Xandão mandar derrubar um jornal por ataque à democracia?".

O empreendedor e economista João Henrique da Fonseca questionou: “### ARTIGO DO WALL STREET JOURNAL SE JUNTA AO DO NEW YORK TIMES E CRITICA ATAQUES À LIBERDADE DE EXPRESSÃO NO BRASIL E CHAMA O STF DE ‘UMA AMEAÇA AINDA MAIOR À DEMOCRACIA DO QUE OS ATAQUES DE 8 DE JANEIRO’.. Esses jornais são radicais?”.

O jornalista Jorge Serrão, do Alerta Total e da Jovem Pan, comentou: “Depois de ver reportagens sobre o supremo magistrado brasileiro no New York Times e no Wall Street Journal, o pessoal do Telegram deve ter pensado que estamos nos EUA, onde qualquer CENSURA é INCONSTITUCIONAL... No Brasil, várias vezes o STF também proclamou que era…”.

O deputado federal Luiz Lima relatou: “STF é uma ameaça maior que o 8 de janeiro, diz artigo publicado no The Wall Street Journal. Texto é assinado pela jornalista Mary O’Grady, que integra o conselho editorial do veículo de comunicação”.

A jornalista Patrícia Maciel brincou: “STF dá 48 h pro Wall Street Journal explicar pq usou a foto do Alexandre de Moraes pra denunciar a tirania da turba do Alexandre de Moraes”.

O cidadão Manoel Netto comentou: “O Brasil nunca esteve tão ameaçado como agora: STF é uma ameaça maior que o 8 de janeiro, diz WSJ - Wall Street Journal. Artigo do periódico  critica cerceamento a liberdades no país... consórcio de imprensa brazuca passa vergonha internacional. Passa não, são sem vergonha mesmo!”.

A UNAB - União dos Advogados do Brasil comentou: “Informe: Pior que 8 de janeiro de 2023, só o próprio STF, noticiou o Wall Street Journal”.

Osvaldo de Paula pontuou: “Quem manda no Brasil é o #STFVergonhaNacional”.

O perfil Ju a Sincera avaliou: “Exatamente! Estão colocando medo na população através do cenário criado por eles mesmos!”.

O perfil Iceshoei, por seu turno, comentou: “STF é uma ameaça maior que o 8 de janeiro, diz WSJ. Artigo critica cerceamento às liberdades no Brasil. Vejam só! Queriam notoriedade, agora conseguiram”.

Ajveiga relatou: “E assim, os fatos vão ganhando o MUNDO! Um artigo publicado no Wall Street Journal (WSJ) criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF)."

Antonio Lúcio frisou: “Um artigo publicado no Wall Street Journal (WSJ) criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Escrito pela jornalista Mary O’Grady, o texto afirma logo no subtítulo que o STF “é uma ameaça maior que o 8 de janeiro. Eu concordo plenamente com essa jornalista”.

Alfredo Miranda aferiu: “Concordo com o artigo de @MaryAnastasiaOG  no @WSJ

 sobre a ameaça representada pela maneira como o STF vem atacando a democracia e as leis com sua repressão à liberdade de expressão e ao devido processo legal. É importante que essa situação seja observada”.

O cidadão Fábio Barros lamentou: “Atualmente, a corte que deveria zelar pelo cumprimento da constituição e, consequentemente, pelo equilíbrio e estabilidade democrática, transformou-se num agente político e fonte de grande instabilidade, lamentável!”.

O militar e consultor Leonardo RC Araujo citou: “STF é uma ameaça maior que o 8 de janeiro, diz Wall Street Journal (WSJ) - Artigo critica cerceamento a liberdades no Brasil”.

Pedro Bruno sintetizou: “‘A Suprema Corte do Brasil está amordaçando seus críticos, congelando seus bens e até mesmo prendendo alguns, tudo sem o devido processo legal’, observa o texto, ao mencionar que a liberdade de expressão está em xeque”.

A cidadã Naida Benaglia criticou o Senado Federal: “O grande culpado pelo Senado não fazer seu papel é o covarde e prevaricador Rodrigo Pacheco. #PachecoNÃO”.

Fabio Barreto asseverou: “Todos os jornais de grande importância mostrando que o STF  está se confirmando um mal maior que o 8 de janeiro ! Segundo o WSJ,  esse mal vem do seu "comandante" ministro Alexandre!  Lá fora todos já estão vendo!”.

A cidadã Denise criticou a mídia mainstream brasileira: “A verdade sobre nosso país sendo dita por uma jornalista americana. Vergonha para a velha mídia podre e putrefata militante do nosso país. Parabéns,⁦ Wall Street Journal”. 

O perfil StowGrowGlow disse: “Há muito tempo. Nenhuma democracia verdadeira tem um STF atuando de maneira similar. Prova que é disfuncional, perigoso e cada vez mais arbitrário”.

A jornalista Linda // A Voz do Povo News: “O "Wall street journal" americano faz crítica aberta a Alexandre de Moraes, acusando o Ministro de prender manifestantes sem o devido processo legal e de bloquear contas de empresários por conversa de whatsapp. O veículo divulga que a democracia brasileira está ameaçada pelo STF”.

O perfil Unifrases disse: “AGORA SÃO 03 JORNAIS DE GRANDE CIRCULAÇÃO NOS USA: WALL STREET JOURNAL, THE NEW YORK TIMES e WASHINGTON POST, a PUBLICAREM NAS SUAS EDIÇÕES de DOMINGO, SOBRE a REPRESSÃO do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL STF, COMO MAIOR AMEAÇA da DEMOCRACIA no BRASIL!”.

Além da liberdade de expressão, o direito à propriedade e o respeito à livre iniciativa têm sido relativizados no Brasil. Para uma “classe” de cidadãos, caracterizados pela velha imprensa como “bolsonaristas”, as garantias e direitos fundamentais estão suspensos. Em CPIs e em inquéritos conduzidos nas cortes superiores, cidadãos e empresas ficam sujeitos a quebras de sigilo, devassas, prisões políticas, buscas e apreensões, e confiscos. As investigações se originam de “relatórios”, “matérias” e “reportagens” produzidos pela concorrência, que são tomados como verdadeiros sem questionamento, assim como depoimentos de testemunhas suspeitas. 

Toda a renda da Folha Política, assim como de outras pessoas e empresas conservadoras, está sendo confiscada, a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em decisão monocrática em um inquérito administrativo. Segundo a velha imprensa, que participa ativamente dos inquéritos e CPIs, a intenção é impedir o funcionamento das empresas ao privá-las de suas fontes de renda. A decisão de Salomão foi elogiada pelos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 18 meses, toda a renda do nosso trabalho é retida sem qualquer justificativa jurídica.

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