domingo, 1 de novembro de 2026

AO VIVO: JORNAIS INTERNACIONAIS DENUNCIAM DITADURA NO BRASIL; PARLAMENTARES SE UNEM A FLÁVIO BOLSONARO E ENFRENTAM


A declaração da vitória de Lula na eleição está repercutindo muito fortemente na imprensa internacional, especialmente após a ida de Flávio Bolsonaro para o exterior. Grandes jornais de todo o mundo denunciam o fim do estado de direito no país e a consolidação da ditadura. No Brasil, ações foram propostas para questionar os evidentes abusos de poder político e econômico da campanha de Lula, além do festival de mentiras distribuídas de forma coordenada pelas redes. 

O ex-deputado constituinte Roberto Freire afirmou: 

“A repercussão crescente na imprensa internacional, com destaque para os editoriais do The Wall Street Journal e do The Washington Post, evidencia a dimensão que alcançou o debate sobre a imparcialidade do Supremo Tribunal Federal (STF) e os limites de sua atuação. 

Não se trata mais de uma controvérsia restrita à política brasileira: a credibilidade de nossas instituições está em questão.

A defesa da democracia exige combater a antidemocracia e o golpismo. Mas essa luta não pode ser travada ao arrepio da Constituição, das liberdades fundamentais da cidadania e das garantias do Estado de Direito. 

Os meios não podem negar os princípios que se pretende defender.

A recorrente contestação da imparcialidade de decisões do STF, as insuficiências nas garantias processuais e a concentração de funções judiciais em um único magistrado constituem motivos de séria preocupação.

 A gravidade é reforçada pelas decisões da Justiça italiana nos casos de Carla Zambelli e Eduardo Tagliaferro, que apontaram problemas de imparcialidade e de garantias de defesa nos procedimentos brasileiros, levando à rejeição dos respectivos pedidos de extradição.

Quando tais questionamentos se repetem em processos envolvendo opositores políticos, e se somam à medida cautelar contra o candidato do clã bolsonarista, determinada quase que imediatamente após o anúncio da sua derrota eleitoral, torna-se impossível tratar a hipótese de perseguição política como mera retórica oposicionista. 

Não lutei contra a ditadura militar de 1964, nem exerci com honra a liderança do PCB na Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição de 1988, para agora me calar diante de possíveis desrespeitos às liberdades democráticas da cidadania brasileira.

Defender a democracia não se resume a ter eleições livres e periódicas, mas é também, defender a Constituição, o devido processo legal, a Justiça imparcial e limites efetivos ao poder.

Sem essas garantias, não há Estado Democrático de Direito”.

O deputado Sóstenes Cavalcante afirmou: 

“O Hezbollah, organização terrorista libanesa financiada e apoiada pelo regime iraniano, enviou uma mensagem parabenizando Lula por sua reeleição.

E não foi apenas uma saudação diplomática. O grupo elogiou as posições de Lula contra Israel, suas críticas à influência dos Estados Unidos e sua postura diante dos conflitos no Oriente Médio.

Estamos falando de uma organização com histórico de atentados, ataques contra Israel e envolvimento em conflitos armados, classificada como terrorista por países como Estados Unidos, Israel e Reino Unido.

É profundamente preocupante ver um grupo com esse histórico celebrar os rumos da política externa brasileira.

Defender o povo palestino é uma coisa. Outra, completamente diferente, é permitir que organizações extremistas encontrem motivos para exaltar o posicionamento internacional do Brasil.

O regime Lula precisa deixar claro que o nosso país não compactua com o terrorismo, independentemente de ideologia ou conveniência política.

O Brasil deve ser reconhecido pela defesa da liberdade, da democracia e da paz. Jamais pela comemoração de organizações terroristas.

Minha posição é clara: terrorismo não se relativiza, não se justifica e não se tolera!”

A jurista Janaina Paschoal lembrou: 

“Candidatos já foram cassados por comprar uma coxinha para uma pessoa em situação de rua, em período eleitoral; ou por pagar uma lâmpada, para um pequeno estabelecimento que estava no escuro! Como admitir compra de votos aberta, aos bilhões, como algo natural? A lei só vale para a direita, neste País? Muito grave o que aconteceu e vivemos em um ambiente em que não se pode questionar! É preciso baixar a cabeça e dizer que tudo aconteceu como deveria acontecer?”

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