O ministro Alexandre de Moraes, que segue em seu cargo no Supremo Tribunal Federal apesar de revelações extremamente comprometedoras sobre sua conduta, enviou um ofício ao presidente da Corte, Edson Fachin, solicitando a retirada de todo o sigilo de processos relacionados ao banco Master e solicitando também que, no mesmo dia em que será debatida a instauração de inquérito contra ele, seja também debatida a instauração de inquérito contra o ministro André Mendonça, a seu pedido. O pedido de Moraes gerou uma enxurrada de comentários nas redes sociais, com cidadãos lembrando que ele próprio conduz, há mais de sete anos, inquéritos políticos em sigilo, nos quais os investigados não têm qualquer acesso aos autos.
O jurista Enio Viterbo comentou:
“Moraes está demonstrando três coisas:
- Fraqueza
- Hipocrisia
- Trairagem
Alexandre de Moraes disse ao Fachin que Mendonça apenas revelou o que era "conveniente" do inquérito do Master.
Pediu ainda que sua acusação contra Mendonça também seja votada no plenário na terça.
Vamos lá:
1- O próprio Fachin, seguindo o Código de Processo Penal, pediu ao Mendonça que levantasse o sigilo do caso Master, MENOS DE EVENTUAIS DILIGÊNCIAS EM ANDAMENTO OU A SEREM REALIZADAS.
Aliás, o PRÓPRIO Alexandre de Moraes negava o acesso aos autos para seus adversários com base nessa normativa.
2- Moraes quer que a acusação contra Mendonça também seja votada na terça.
Ele quer atropelar o presidente do STF que já se manifestou sobre o assunto e marcou APENAS a acusação contra ele para a terça.
É o desespero de ser humilhado publicamente.
3- Moraes quer que, uma vez levantado o sigilo de "tudo" do Master, que sejam intimados "todos os membros da magistratura citados".
ELE QUER LEVAR O TOFFOLI JUNTO COM ELE.
O Toffoli que, provavelmente, NEM VOTARIA contra ele.
Ele quer acusar o Toffoli, mas não quer levantar MAIS UMA acusação contra um coleguinha de corte. Aí, COVARDEMENTE, fica utilizando esses termos genéricos”.
O perfil ‘𝒯𝓈𝓊𝓀𝒾’ questionou:
“O imperador reclama que o sigilo não foi 100% retirado.
Será que ele concordaria em abrir todo o inquérito das fake news desde 2019?”
A juíza exilada Ludmila Lins Grilo disse:
“Sr. Fachin: nem pense em sessão fechada, “no segredinho”. Fechamento das portas em julgamentos que envolvem membros da alta cúpula do Judiciário fomentaria ainda mais desconfiança social e afrontaria a transparência e a impessoalidade.
Os documentos já estão públicos. Não existe mais qualquer motivo para limitar a publicidade do ato. Ao contrário: neste momento histórico, em que a imagem do STF foi completamente destruída, penso que o escrutínio público seria um primeiro passo para uma tentativa de reconstrução institucional”.
O senador Jorge Seif Junior disse:
“A pedido do presidente do STF, Edson Fachin, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de 15 procedimentos ligados às investigações do caso Banco Master, incluindo a petição que resultou na prisão do ex-controlador Daniel Vorcaro.
No entanto, apurações sensíveis envolvendo figuras da base governista continuam trancadas a sete chaves.
A seletividade na transparência da Corte é inaceitável. Sigilo não pode ser escudo para proteger figurões da República enquanto o país exige respostas limpas”.
O deputado Bibo Nunes publicou:
“🚨 FIM DO SIGILO NO CASO MASTER
O ministro Edson Fachin determinou que André Mendonça retire o sigilo do caso Master.
Finalmente, informações que estavam sob sigilo poderão vir a público. Transparência é fundamental para que os fatos sejam conhecidos e as responsabilidades, se houver, devidamente apuradas.
O Brasil tem o direito de conhecer a verdade!”
O deputado Carlos Jordy afirmou:
“A revista britânica The Economist, uma das mais renomadas do mundo, publicou matéria detonando Moraes e o STF. A revista afirma: “essa é a tragédia do Brasil. A corrupção no coração de suas instituições pode enfraquecer a confiança na democracia mais do que Bolsonaro jamais conseguiu!”.
O mundo está conhecendo a ditadura corrupta do judiciário!”