O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, marcou e depois cancelou um pronunciamento à velha imprensa, que seria concedido na sala da Primeira Turma do tribunal. Os porta-vozes da ditadura na velha imprensa anunciaram, inicialmente, que o ministro se pronunciaria, depois que o ministro divulgaria um vídeo, e, por fim, que o pronunciamento fica adiado para momento “oportuno”, e que o conteúdo do pronunciamento seria um esclarecimento sobre as acusações contra o ministro. O portal de notícias do próprio STF não fez qualquer menção ao pronunciamento. A movimentação do ministro gerou muita especulação nas redes sociais, onde se cogitou desde a possibilidade de renúncia do ministro ao cargo até a possibilidade de remarcar o pronunciamento para manter a atenção da velha imprensa na operação da polícia federal contra produtores do filme ‘Dark Horse’, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, a mando do ministro Flávio Dino.
O jornalista Carlos Emir Larangeira ironizou:
“Moraes já cancelou o pronunciamento?
Será que a pesca probatória que Flávio Dino mandou a Política Federal fazer hoje tem haver com essa desistência?
A Polícia Federal vai precisar da criatividade do Alexandre de Moraes na montagem de relatórios apócrifos?”
O senador Carlos Viana publicou uma fotografia do ministro André Mendonça posicionado entre os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes e disse:
“No centro da imagem, André Mendonça. No centro da pressão, um homem sustentando a esperança de milhões de brasileiros. Que Deus lhe dê coragem para permanecer de pé, porque o futuro dos nossos filhos e netos depende de homens que não se ajoelhem diante do sistema.
O presidente do Senado precisa ser afastado imediatamente. Quem mantém o Plenário fechado e se esconde no silêncio durante um caos institucional renunciou, na prática, ao dever de presidir. O Brasil exige coragem e nossos filhos e netos saberão quem permaneceu de pé quando as instituições se ajoelharam”.
Viana acrescentou:
“O Brasil vive um caos institucional, o plenário permanece fechado e Davi Alcolumbre se esconde no silêncio.
QUE O POVO BRASILEIRO NUNCA SE ESQUEÇA DOS DIAS DE HOJE:
QUE ISSO FIQUE MARCADO ETERNAMENTE NA HISTÓRIA!”.
O deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança ponderou:
“Quando o poder começa a rever os próprios excessos, é sinal de que alguma coisa saiu do eixo.
Depois de sete anos, o inquérito das chamadas “fake news” deixa de ser conduzido por Alexandre de Moraes e passa para a Presidência do STF.
Um coisa é certa: não é normal uma investigação permanecer por tantos anos, sob sigilo e concentrada nas mãos de uma mesma autoridade, sem que isso levante questionamentos.
Agora, resta saber: estamos diante de uma simples mudança administrativa ou do começo de uma correção de rota?”
O deputado Alfredo Gaspar afirmou:
“Lula e Alexandre de Moraes são faces da mesma moeda, envergonham o Brasil com suas ações. Agora que a bomba estourou, Lula quer largar a mão do parceiro, isso é covardia. A união tem q ser nos momentos bons e na derrocada. Votar em Lula, é votar no Alexandre de Moraes. O Brasil não aguenta tanta corrupção!”
O cidadão Nelson Paffi disse:
“Ele iria fazer um pronunciamento hoje, 11H00.
DESISTIU.
Mas o que ele falaria?
Só se for uma confissão, porque qualquer outra coisa seria enrolação total.
Incrível como esse violador de direitos humanos continua no cargo.
Ser porta-voz do sistema tem suas vantagens”.
O jurista Enio Viterbo ironizou: “O pronunciamento do Moraes foi cancelado porque ele ficou sabendo que não dá pra apagar depois”.
O deputado estadual Major Mecca disse:
“Será que é coincidência quando ministros parecem fazer cálculos políticos justamente contra seus desafetos?
E será que também é coincidência a milícia digital ter “adivinhado” ontem exatamente o que aconteceria hoje?
Ou alguém anda recebendo spoilers que o público não recebe?”.