Embora o Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público Federal e os presidentes do Congresso estejam fingindo não ver nada e tentando manter as atividades como se a situação estivesse normal, as revelações sobre as relações do ministro Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, com o banqueiro Daniel Vorcaro estão repercutindo fortemente na sociedade, que exige de seus representantes, em especial no Senado, que parem com a omissão e cumpram seus deveres constitucionais.
O deputado Nikolas Ferreira apontou: “De acordo com critério aplicado ao caso Filipe G. Martins, Moraes deve ser preso preventivamente ainda hoje. Não há apenas um indício claro de prevaricação, mas há risco de fuga. Inclusive, Vorcaro pede que Moraes o ajude a fugir”.
O ex-deputado Roberto Freire assinalou:
“Antes de multiplicar pedidos de impeachment, deputados e senadores deveriam reformar os Regimentos da Câmara e do Senado.
O problema não é a quantidade de pedidos, mas o poder monocrático de seus presidentes para engavetá-los. Havendo apoio da maioria da Casa, a tramitação deve ser obrigatória.
Democracia não combina com poder imperial e absoluto de ninguém”
O jornalista americano Glenn Greenwald reagiu aos setores da imprensa alinhada à ditadura, que começaram a tentar atingir o ministro André Mendonça:
“A tentativa da esquerda de fingir que as situações envolvendo Moraes e Mendonça em relação a Vorcaro são iguais, ou semelhantes, ou sequer pertencem ao mesmo universo, é uma das coisas mais tristes e patéticas que já vi.
Vale lembrar: (1) a família de Moraes recebeu quase de ***R$ 200 milhões*** em benefícios de Vorcaro, incluindo o uso gratuito de seus jatos e helicópteros e cartões de crédito para os filhos. (2) Moraes conversava constantemente com Vorcaro sobre como escapar e/ou bloquear da Justiça. (3) Moraes apagou suas próprias mensagens para Vorcaro para garantir que os investigadores não as encontrassem: algo pelo qual ele próprio já havia mandado prender outras pessoas. (4) Moraes encontrou com Vorcaro um dia antes da prisão do bilionário corrupto. (5) Moraes mentiu sistematicamente ao negar todas essas interações comprovadas com Vorcaro.
É preciso achar que as pessoas são extremamente burras para acreditar que se pode convencê-las de que, de alguma forma, a situação de Mendonça equivale sequer a um milésimo do que Moraes fez”.
O deputado Sanderson questionou:
“🚨 AGORA DESCOBRIRAM O “BENEFÍCIO DA DÚVIDA”?
Moraes entra no centro de graves questionamentos e, de repente, surgem juristas defendendo cautela, presunção de inocência e devido processo legal.
MAS ONDE ESTAVA TODO ESSE GARANTISMO com Jair Bolsonaro e os réus do 8 de Janeiro?”
O procurador Marcelo Rocha Monteiro comentou os pedidos para que o ministro Alexandre de Moraes renuncie:
“Há quem diga que ele tem que sair do Supremo e ir para casa.
Há quem diga que ele tem que sair do Supremo e ir para outro lugar”.
O vice-prefeito de Curitiba, Paulo Eduardo Martins, disse: “Enquanto não resolver o escândalo Master-Moraes, o STF não tem legitimidade moral pra decidir sobre qualquer coisa ou sobre a vida de ninguém”.
O ex-ministro Onyx Lorenzoni lembrou:
“Em 2022, Bolsonaro já dizia, olhando nos olhos de Alexandre de Moraes:
“Minha esposa não tem escritório de advocacia.”
Hoje, diante de tudo que veio à tona, a pergunta é inevitável:
E o Senado?
Vai continuar em silêncio?
Democracia exige instituições com coragem.
Chega de silêncio.
Chega de impunidade.
CHEGA”.
O deputado estadual Major Mecca afirmou:
“O ministro André Mendonça demonstra uma dignidade, coragem e determinação que poucos ousam ter, especialmente ao enfrentar um sistema consolidado há décadas no Brasil, marcado por lacunas e episódios sombrios que nunca foram plenamente esclarecidos. E, diante desse cenário, o povo brasileiro tem agora a oportunidade de finalmente “deixar a casa limpa”. Mas, para isso, é preciso mover tudo do lugar, levantar cada tapete, abrir cada gaveta. Só assim muitos dos questionamentos que atravessam nossa história poderão, enfim, ser respondidos”.
O jurista Carlos Alberto Di Franco publicou:
“Diante das gravíssimas revelações feitas pelo jornal O Estado de S. Paulo, o ministro Alexandre de Moraes tem a obrigação moral e institucional de renunciar. Sua permanência no Supremo tornou-se insustentável. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também precisa prestar explicações imediatas.
A crise talvez seja a mais grave da história recente do país. Se o STF, numa reação corporativa, tentar empurrar o caso para debaixo do tapete, poderá desencadear uma indignação impossível de controlar. Estamos diante do risco de anomia institucional.
O Supremo é a última instância da República. Mas poder sem autoridade moral não se sustenta. Perdida a confiança da sociedade, a Corte corre o risco de falar sozinha, ver suas decisões contestadas e suas ordens desobedecidas. É o caminho do caos.
O STF e o Senado precisam agir imediatamente. Não amanhã, nem daqui a uma semana. É preciso apurar os fatos, estabelecer responsabilidades e adotar medidas urgentíssimas. A omissão será imperdoável. A hora é agora!”
O cidadão Estevam respondeu: “Professor… deveria ter saído em 2019, quando começou o inquérito multifuncional e perene das FakeNews. Pouparia o embaraço atual”.
O deputado Bibo Nunes questionou:
“🚨 POR QUE TANTO SILÊNCIO, LULA?
O silêncio do DESCONDENADO Lula diante de toda essa crise envolvendo o STF chama a atenção.
Com tantos questionamentos vindo à tona, por que o governo evita se posicionar?
Esse silêncio só aumenta uma pergunta: afinal, até onde vai a relação do PT com a Suprema Corte?”
O advogado João Paulo M. Rocha apontou:
“Moraes segue ministro e segue proferindo decisões que afetam o país inteiro, como se nada tivesse acontecido”.