Ministros do Supremo Tribunal Federal estão protagonizando uma verdadeira ‘guerra’ de ofícios e petições, em que o processo penal e as leis foram substituídos pelo arbítrio individual. O ministro Cristiano Zanin, em pleno domingo, exigiu a entrega do conteúdo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, alegando que ‘não há hierarquia entre ministros’, pouco depois do presidente da Casa retirar a relatoria de processos importantes das mãos do ministro André Mendonça, que os tinha recebido por sorteio.
O cidadão Michel Sales apontou:
"Agora, chamar de ZONA já virou ELOGIO.
Os caras definitivamente ligaram o modo FODA-SE e não estão nem aí para mais nada.
É sobreviver ou "morrer" tentando.
A que ponto chegamos? Pqp…”
O deputado Nikolas Ferreira capitaneou uma enorme manifestação em Macapá, capital do Amapá, estado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que impede, sozinho, o andamento dos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. O deputado Giovani Cherini comentou: “Nikolas Ferreira foi recebido por uma multidão no estado de Alcolumbre. Das ruas veio o grito que o sistema não queria ouvir: fora Lula, Moraes e Alcolumbre!”
O deputado Carlos Jordy, que também participou do ato em Macapá, disse: “Alcolumbre não honra o cargo de Presidente do Congresso Nacional. Ou você pauta o impeachment do Moraes ou nós vamos retirá-lo ano que vem!”
O advogado Rafael Lougon advertiu:
“Neste domingo, em despacho a Fachin, o ministro André Mendonça avisou: querem abrir agora o celular inteiro de Vorcaro não para julgar o que já está nos autos, mas para tumultuar a sessão, atrasar o feito e desviar o caminho natural do julgamento.
Foi direto. Inserir o que ainda não consta do processo, inclusive a abertura de todas as informações do aparelho, só serviria para tumultuar, pôr em risco as investigações e dar ensejo a questionamentos de toda ordem.
Fechou com o recado mais duro: a gravidade dos fatos não autoriza atalhos, mas também “não tolera subterfúgios ou desvios de rotas, rumo a outros interesses que não os da Justiça.”
A manobra da ala Moraes-Gilmar-Dino-Zanin não é transparência, mas tentativa de embaralhar o julgamento e blindar Moraes”.
O advogado João Paulo M. Rocha questionou: “Se Gilmar Mendes e Zanin realmente querem ter acesso a todas as informações possíveis para saber se abrem investigação contra Moraes ou não, por que não mandaram apreender o celular do próprio Moraes?
Quem sabe assim descobríamos as provas da inocência dele, não é? Veríamos ele rechaçando as mensagens do banqueiro corrupto?”.
O jornalista Claudio Dantas afirmou: “Moraes deveria ir para cima de Lula que lhe deve a Presidência, após toda essa farsa do golpe. Lula deve achar que pagou bem pelo serviço e que já não lhe deve nada. Separação nunca é fácil. Está na hora de Fachin retirar o caso 'Dark Horse paralelo' das mãos de Dino, que demonstra absoluta parcialidade e objetivo político na condução do inquérito.
Sabe o que acontece se Moraes for afastado do cargo? Pois é. Por isso, o desespero. O sistema está ruindo”.
O perfil ‘Manager’ disse:
“Os DOIS MINISTROS INDICADOS POR LULA trabalhando como NUNCA em UM DOMINGO para salvar Xandão e ainda querem me convencer que LULA NAO É MORAES?
Votar em LULA É VOTAR EM MORAES e em MAIS 4 ministros indicados por essa quadrilha.
FORA MORAES”.
O cidadão Nelson Paffi disse:
“Terça-feira o circo abre as portas.
São 13 ex-ministros convidados (menos o petista Levandowski).
Se o ministro Alexandre for afastado, ele não vai cair sozinho e vai abalar a campanha do lula.
O mais provável é o pedido de vista.
E o novo julgamento no dia do São Nunca”.
O diretor do Instituto Liberal, João Luiz Mauad, disse:
“Os mesmos que acusam André Mendonça de não ter respeitado o devido rito processual, ao perguntar à Polícia Federal quem era o interlocutor de Vorcaro em determinados diálogos nada republicanos, são capazes de peripécias processuais esdrúxulas, anti-éticas e absolutamente ilegais como esta. Eu tenho dito que o STF é uma várzea, mas até na várzea há regras. O STF já virou terra sem lei. Institucionalizaram o faroeste”.