Senadores da oposição a Lula retornaram a Brasília para acompanhar o julgamento, no Supremo Tribunal Federal, que decidirá se investiga o ministro Alexandre de Moraes ou se afirma definitivamente a impunidade dos corruptos no Brasil. Os senadores pressionam para que o presidente da Senado, Davi Alcolumbre, dê andamento aos pedidos de impeachment de Moraes e de outros ministros, bem como do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O senador Rogério Marinho disse: “Amanhã o STF terá a chance de começar a resgatar sua própria credibilidade. Moraes precisa ser investigado! Não se trata de caça às bruxas, mas de indícios graves que exigem apuração, transparência e respeito à Constituição e ao povo”.
O senador Carlos Portinho afirmou:
“Hoje, apresentamos ao Brasil um manifesto claro: ninguém está acima da lei.
Não importa o cargo, o poder ou a posição que ocupe. A lei precisa valer para todos.
Defendemos a abertura do processo de impeachment de Alexandre de Moraes e o resgate do papel constitucional do Senado.
O Brasil precisa escolher de que lado está. Eu já escolhi o meu: o lado da lei”.
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, expôs:
“O Brasil já condenou Alexandre de Moraes.
O julgamento de amanhã não é mais sobre ele, é sobre os outros ministros. A forma como cada um votar vai mostrar quem é quem.
E o mundo inteiro vai estar assistindo”.
A senadora Tereza Cristina explicou:
“O que está acontecendo no STF é muito grave. É uma crise sem precedentes na mais alta Corte do país, que afeta a confiança do cidadão na Justiça e o equilíbrio entre os Poderes.
Por isso, viemos a Brasília mesmo fora da semana de esforço concentrado e acabamos de sair de uma coletiva de imprensa aqui no Senado. Nenhuma autoridade está acima da lei.
Defendemos que os fatos sejam devidamente investigados, sempre com respeito ao devido processo legal e ao direito de defesa.
Também é urgente discutir uma reforma ampla do STF. Já estou trabalhando em um projeto para definir com clareza as competências do Judiciário, impedir que juízes legislem por meio de suas decisões e criar mecanismos de controle externo, que hoje não existem.
A sociedade está madura para esse debate. Já passou da hora de estabelecer limites, garantir mais transparência e preservar o equilíbrio entre os Poderes”.
O jornalista americano Glenn Greenwald apontou:
“O aspecto mais revelador do escândalo de Moraes é que ninguém está tentando defendê-lo quanto ao mérito: nem mesmo o próprio ministro.
Isso porque não há como defender o recebimento de cerca de R$ 200 milhões de um banqueiro corrupto, seguido pela blindagem do banco por parte de Moraes, conversas sobre fugir da justiça e obstruí-la, e a exclusão deliberada de todas as suas mensagens para Vorcaro.
Portanto, a única saída encontrada por seus aliados no STF e por seus fãs e seguidores na esquerda para salvar Moraes é tentar barrar uma investigação, desviar o foco dele para outros e protelar o máximo possível. É raro um escândalo envolver uma conduta tão escancarada e obviamente errada a ponto de ninguém se dispor a defendê-la. Mas esse é exatamente o caso do comportamento genuinamente chocante de Moraes com Vorcaro”.
A escritora Claudia Wild perguntou: “Por qual razão ainda não foram apreendidos os telefones celulares do Xandão e da dona Vivi? Por qual razão a dupla ainda não teve o sigilo bancário/fiscal quebrado? Em casos infinitamente mais discretos, o STF confiscou celulares e mandou investigar a vida financeira de milhares de brasileiros. Eita dupla sortuda! 🤡”
O senador Esperidião Amin declarou: “Ninguém está acima da Lei. Seguimos nossa luta aqui em Brasília”.
O senador General Hamilton Mourão disse:
“Amanhã, o Brasil tem um encontro marcado consigo mesmo e os resultados desse encontro ecoarão no futuro!A exemplo do STJ, que já cortou na própria carne, é chegada a vez do STF.Amanhã, o Ministro Edson Fachin terá que atuar conforme a altura de suas responsabilidades e deve usar a oportunidade ímpar de salvar a honra da suprema corte.A CF 88 diz que os ministros do STF devem ter reputação ilibada. Se há suspeita deve haver investigação. É responsabilidade da corte!”