quinta-feira, 24 de setembro de 2026

PARLAMENTARES E JURISTAS CONFRONTAM MINISTROS DO STF EM MEIO A JULGAMENTO DE MORAES E ATAQUES A MENDONÇA


 Com o início do julgamento que decide se o Supremo Tribunal Federal vai permitir a investigação dos graves indícios de crime do ministro Alexandre de Moraes, a população assiste, chocada, ao baixo nível do debate, com desrespeito aos colegas, gritos e acusações, em nítida tentativa de blindagem ao ministro. Pelas redes sociais, os cidadãos apontaram como a sessão reforça a imagem de degradação da corte constitucional, reduzida ao debate político em clima de boteco. 

O jurista Adriano Soares da Costa apontou: “O espetáculo na Corte está posto: a sociedade brasileira está vendo as vísceras do STF. Impressionante!”

O deputado Marcel van Hattem disse: “É muita desfaçatez! Gilmar Mendes e Flávio Dino defendem Moraes com argumentos que, se levados a sério, colocam em xeque todos os procedimentos conduzidos pelo próprio Moraes nos últimos anos. Ou seja: acusam os outros daquilo que eles mesmos fazem”.

O investidor Leandro Ruschel observou: 

“Fazia muito tempo que eu não assistia a uma sessão do Supremo. Agora lembrei o motivo.

Faz mal para a alma ver o nível de CINISMO e SACANAGEM em que se transformou o que deveria ser o tribunal acima de qualquer suspeita, o defensor dos direitos fundamentais. Virou instrumento de proteção dos piores elementos do establishment.

Essa sessão é a prova definitiva do colapso moral, jurídico e político do Brasil”.

Ruschel acrescentou: 

“Turma do Moraes, Dino e Gilmar Mendes, buscando filigranas jurídicas para melar a sessão que decide se o Supremo investiga Moraes.

Nulidade, suspeição, adiamento: o garantismo que nunca socorreu os presos do 8 de janeiro apareceu inteiro para socorrer o colega”.

O deputado Cabo Junio Amaral disse: “No final das contas, com Moraes se livrando nesse escárnio de sessão, pelo menos será útil no cenário eleitoral. Muitos isentões estão finalmente enxergando qual é a única opção possível para impedir uma desgraça maior ainda nos próximos anos”.

A jurista Janaina Paschoal lembrou: “Pessoas em posição de poder devem desconfiar, quando alguém decide “pagar” bebidas, comidas e “programas de toda ordem”! O financiador pode até não pedir nada em troca, mas pode deixar a pessoa amarrada, com o fim de não poder bem exercer seu poder! Não existe almoço grátis, APRENDAM!”

O deputado estadual Gil Diniz disse: 

“Moraes COMPLETAMENTE fora de controle!

Alexandre de Moraes perde o controle ao ser confrontado com seus crimes, sugerindo que o Ministro Mendonça persegue os colegas defendendo seu grupo político.

É a velha tática comunista, acuse os do que você faz”.

O advogado Ezequiel Silveira, da Associação de Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (ASFAV), que defende presos políticos do ministro Alexandre de Moraes, expôs: 

“O último parágrafo da “defesa”/vômito de Moraes revela coisas importantes:

1. Moraes continua usando a “defesa da democracia” como escudo para tentar esconder seus maus feitos.

2. Mais uma vez, trata o STF como se fosse ele próprio.

3. Tenta transformar a tentativa de investigá-lo em um golpe contra a democracia.

O problema é que ninguém mais cai nessa ladainha.

Até mesmo aqueles que chancelaram seus abusos nos julgamentos do 8 de janeiro agora começam a se voltar contra o abusador.

Mas há algo ainda mais importante. O próprio Moraes nos entrega aquilo que nem nós esperávamos: a conexão entre o 8 de janeiro e o caso Master.

Moraes constrói a narrativa de que qualquer investigação contra ele e contra aqueles que participaram das decisões do 8/1 seria apenas uma nova etapa da mesma suposta tentativa de golpe contra a democracia.

Ou seja: na própria defesa, Moraes coloca os dois episódios dentro da mesma narrativa política.

Sendo assim, sua queda hoje necessariamente deverá levar à reavaliação dos julgamentos do 8 de janeiro. Afinal, se Moraes mente ao dizer que investigá-lo é golpe de Estado, quem garante que ele não mentiu também ao afirmar que o 8 de janeiro foi um golpe de Estado?

Curioso pensar que o desespero e as bravatas do próprio algoz nos deram aquilo de que precisávamos para buscar justiça.

Moraes precisa ser afastado hoje. E os processos do 8/1 precisam ser reavaliados e anulados, porque foram relatados por um juiz parcial e, ao que tudo indica, corrupto”.

O deputado Carlos Jordy comentou as agressões do ministro Gilmar Mendes aos colegas: “Gilmar Mendes envergonha o supremo. Que bizarro!”.

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