A reação dos presidentes da Câmara e do Senado à eleição de um Congresso muito mais conservador está chamando a atenção e levantando alertas sobre as manobras para acelerar medidas danosas à economia e à população, bem como para escalar a perseguição política.
O jurista Enio Viterbo apontou:
“O CENTRÃO E A REFORMA ELEITORAL: QUEM TEM MEDO DO VOTO POPULAR?
A Câmara dos Deputados quer mudar as regras do jogo eleitoral brasileiro. Sob a articulação de Hugo Motta e com o apoio de Gilberto Kassab e de partidos do Centrão, está em discussão uma reforma que pretende substituir o atual sistema proporcional pelo voto distrital misto.
A proposta prevê mudanças na eleição de deputados federais, estaduais e vereadores, com implementação definitiva prevista para 2034 e uma regra de transição em 2030.
Mas existe uma questão fundamental: quais são os efeitos dessa mudança sobre a representação política? E por que essa reforma ganhou força justamente depois do crescimento da bancada do PL?
Também está em discussão a criação de novas regras para a propaganda eleitoral nas redes sociais.
Afinal, estamos discutindo uma modernização do sistema eleitoral ou uma mudança nas regras que pode alterar o equilíbrio de forças políticas no Brasil?”
O deputado Bibo Nunes disse:
“O que me dá certeza de que vamos salvar o Brasil do descondenado foi a maior bancada do PL no Senado e na Câmara onde faço parte para lutar patrióticamente.
Vamos juntos nesta luta!”
Bibo Nunes acrescentou:
“No pronunciamento de Flávio Bolsonaro, ontem à noite, ele passou a firmeza e postura de futuro Presidente do Brasil, falando com um coração patriota.
Vamos resgatar o Brasil!”
O deputado e senador eleito Sanderson apontou:
“É ÓBVIO QUE O SENADOR QUE FICAR SILENTE, NÃO ABRINDO PUBLICAMENTE SEU VOTO CONTRA A REELEIÇÃO DE ALCOLUMBRE, VAI VOTAR NELE. ENTÃO, VC ELEITOR QUE NÃO COMPACTUA COM ARBITRARIEDADE, COBRE SEU SENADOR PARA QUE DECLARE PUBLICAMENTE EM QUEM VOTARÁ PARA A PRESIDÊNCIA DO SENADO!”
O deputado e senador eleito José Medeiros disse:
“Não há temor na base bolsonarista em relação a liderança de Flavio e o planejamento desde os EUA sobre nossa atuação, pode haver temor de quem ainda considera que isso aqui não seja um regime de exceção”.
O senador Jorge Seif Junior disse:
“O Brasil precisa voltar a ser um país onde empreender seja uma oportunidade, não uma luta pela sobrevivência!
Empresas enfrentam dívidas, crédito caro e dificuldades para manter suas portas abertas. E cada negócio que fecha representa empregos e famílias afetadas.
No Senado, seguirei firme na fiscalização do governo, cobrando responsabilidade econômica e defendendo medidas que reduzam os obstáculos para quem produz e gera empregos.
O empreendedor brasileiro precisa de apoio, respeito e condições para crescer!”
A deputada Carol De Toni comentou a reação às campanhas de boicote, lembrando:
“Em 2023, Fernando Haddad defendeu publicamente o boicote a empresas associadas ao governo Bolsonaro. Disse, inclusive, que não comprava nem um palito de fósforo de empresas cujas posições contrariassem suas convicções.
Agora, quando consumidores da direita fazem movimentos semelhantes, a reação é outra.
O governo anunciou medidas para retirar da internet conteúdos que incentivem perseguição política, com notificações a plataformas como Google e Meta. E deputados do PT apresentaram um projeto que prevê até 5 anos de prisão para determinadas práticas de organização e divulgação de listas de boicote, podendo chegar a 6 anos quando utilizadas redes sociais.
Nós defendemos liberdade para todos, inclusive para quem pensa diferente. O que não podemos aceitar é dois pesos e duas medidas, com censura e punição seletiva”.