segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Deputada Bia Kicis aponta total ausência de credibilidade no relatório de Eliziane na CPMI: ‘totalmente desvirtuado da realidade dos fatos’


Durante sua live semanal, a deputada federal Bia Kicis explicou como a opção da relatora Eliziane Gama de não propor o indiciamento do “general do Lula” retirou qualquer resquício de credibilidade de seu relatório da CPMI que deveria ter investigado os atos do dia 8 de janeiro. 

A deputada disse: “A ausência do general G. Dias na lista dos indicados para serem indiciados no relatório da senadora Eliziane Gama descredibiliza totalmente o relatório da CPI do 8 de janeiro. Na verdade, tudo o que aconteceu ali descredibiliza. Mas esse fato fez com que até a mídia, até jornais que não são isentos, que normalmente apoiam o PT, tenham falado isso”.

Bia Kicis lembrou: “O chefe do GSI de Lula mentiu à PF, adulterou relatórios da Abin, e, no 8 de janeiro, ignorou o plano Escudo. Além disso, falou uma coisa, e o Saulo, que trabalhava com ele, falou exatamente o contrário. Um dos dois mentiu, e eles não constam do relatório. O relatório foi uma vergonha, totalmente desvirtuado da realidade dos fatos”.

A deputada lembrou que o ministro de Lula, Flávio Dino, sequer foi convocado para depor, assim como o comandante da Força Nacional, e disse: “Foi um nojo esse relatório. Entre os aliados do presidente que ela pediu o indiciamento, que ela pediu o indiciamento do presidente Bolsonaro, estão 5 ex-ministros. Além de tudo, colocaram a deputada Carla Zambelli, o tenente-coronel Mauro Cid, e o ex-assessor da presidência Tércio Arnaud Tomaz. Coisa mais absurda, bizarra. Mas a gente sabe que a esquerda vive disso, vive de narrativas. O Lula falou que Bolsonaro nunca mais conseguiria se reeleger se dependesse das narrativas. E eles vivem de narrativas”.

Com a “tomada” da CPMI pelo governo, a Comissão limitou-se a repetir, inclusive com alguns dos mesmos personagens, a CPI da Pandemia, que ficou conhecida como “CPI do Circo”, que serviu principalmente para a perseguição política. Assim como a CPI da Pandemia, a CPMI do dia 8 de janeiro também não poupou esforços em humilhar pessoas e empresas que manifestaram apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, além de quebrar sigilos sem qualquer fundamentação, vazar dados sigilosos para a velha imprensa e ameaçar pessoas de prisão. 

O procedimento é o mesmo observado em inquéritos conduzidos em cortes superiores: matérias da velha imprensa atribuem um “rótulo” ou “marca” a um grupo de pessoas, e isso é tido como suficiente para quebras de sigilos, interrogatórios, buscas e apreensões, prisões e confiscos. Após promover uma devassa nas pessoas e empresas, no que é conhecido como “fishing expedition”, os dados são vazados para a velha imprensa, que então promove um assassi* de reputações que dá causa a novas medidas abusivas. Conforme vários senadores já notaram, os procedimentos são, comumente, dirigidos aos veículos de imprensa independentes, em evidente tentativa de eliminar a concorrência, controlar a informação e manipular a população brasileira. 

Em um inquérito administrativo no Tribunal Superior Eleitoral, seguindo esse tipo de procedimento, o ministro Luís Felipe Salomão ordenou o confisco da renda de diversas pessoas, sites e canais conservadores, inclusive a Folha Política. A decisão recebeu elogios dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin.

A decisão não discrimina os conteúdos e atinge a totalidade da renda dos sites, com o objetivo de levar ao fechamento dos veículos por impossibilidade de gerar renda. Há mais de 27 meses, todos os nossos rendimentos são retidos sem qualquer base legal. 

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