Ao participar da reunião de ministros de relações exteriores da OTAN, realizada na Suécia, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, concedeu uma entrevista coletiva em que reiterou a insatisfação dos EUA com a aliança e lembrou que a política externa americana é realizada sobre o princípio de proteger prioritariamente os interesses americanos. Antes da reunião, Rubio fez um pronunciamento ao lado do diretor-geral da OTAN, Mark Rutte, em que ambos reconheceram a necessidade da OTAN aumentar seus gastos com defesa e criar uma capacidade real de defesa. Rubio apontou: “Estamos aqui para estabelecer as bases para o que acredito que será provavelmente uma das cúpulas de líderes mais importantes da história da OTAN. As opiniões do presidente Trump — e, francamente, sua decepção com alguns de nossos aliados da OTAN e com a resposta deles às nossas operações no Oriente Médio — estão bem documentadas. Isso terá que ser abordado. Não será resolvido hoje. Isso é algo para ser discutido no nível dos líderes. (...) A colaboração com nossos aliados pode nos ajudar a chegar a decisões. Mas, no final das contas, como qualquer aliança, ela tem que ser boa para todos os envolvidos. É preciso haver um entendimento claro das expectativas. Portanto, certamente tentaremos estabelecer as bases para isso”. Marco Rubio se manifestou sobre a guerra do Irã, afirmando que houve um possível progresso nas negociações, mas que a ideia de o Irã cobrar um pedágio no estreito de Ormuz é inaceitável para qualquer país. Rubio enfatizou que é necessário haver um “plano B”, para o caso de o Irã não aceitar abrir o Estreito de Ormuz, e que os países da OTAN devem se envolver nesse plano. Ele disse: “Mas também precisamos ter um plano B. E o plano B é: e se o Irã se recusar a abrir o estreito? E se o Irã decidir que vai se apropriar do estreito e cobrar pedágio por ele? Bem, nesse ponto será preciso fazer algo a respeito. E eu diria que há países representados aqui hoje que são mais profundamente afetados por isso do que até mesmo os Estados Unidos. (...) O que estou dizendo é que o plano B precisa contemplar: e se o Irã disser não, recusar a abrir o estreito? Então alguém vai ter que entrar lá e fazer algo a respeito. Isso não significa que não poderíamos fazê-lo — poderíamos. Os Estados Unidos poderiam fazer isso. Mas há países que manifestaram interesse em potencialmente fazer parte de algo assim, caso cheguemos a esse ponto. Não precisamos da ajuda deles, mas eles estão dispostos a ajudar. E acho que devemos aceitar a ajuda, se for o caso”.
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