O vice-presidente dos EUA, JD Vance, discursou durante uma parada de navios no porto de Nova York, com navios da marinha americana e também de países aliados, em comemoração aos 250 anos da independência americana. Vance apresentou uma reflexão sobre as palavras da declaração da Independência, lembrando que elas foram lidas pelo general George Washington aos soldados que lutariam a guerra da independência. Vance disse: “Não foi surpresa que, quando os soldados de Washington ouviram a declaração pela primeira vez, há 250 anos, eles entenderam precisamente o que ela significava. Compreenderam o significado que foi transmitido. Foi um evento sísmico, mas era um direito de nascença deles como cidadãos desta nova república. As palavras podem ter sido novas, mas expressavam um sentimento — algo que já vivia no coração de cada patriota americano. E acredito que essas palavras ainda vivem no coração de cada patriota americano hoje”. Vance apontou que foi a noção de direitos dados por Deus que permitiu a construção da potência americana. Vance também alertou: “estamos comemorando, mas vocês ouvirão algumas vozes pequenas, porém altas, hoje, falando obsessivamente não sobre nossa grandeza nacional, mas sobre nossas imperfeições nacionais. (...) Falarão dos pecados da América com a raiva e o zelo de um pregador apocalíptico, mas sem nada da graça ou do perdão que devem estar presentes na fé cristã. Essas pessoas não entendem a essência da América — de Thomas Jefferson a Henry Kaiser. Não entendem que todos nós temos momentos de grande poder, apesar dessas imperfeições muito reais. Que existem vítimas e heróis dentro de cada um de nós — dos líderes e construtores mais ambiciosos aos soldadores de aço como meu avô, pessoas que tiveram seu próprio papel a desempenhar na transformação deste deserto perigoso na civilização mais orgulhosa da história”. Vance pediu aos cidadãos que rejeitem essas vozes: “Nossa história é a de um povo que construiu uma grande civilização em meio à natureza selvagem. Rejeitem a visão da sua nação que enxerga apenas seus pecados, mas não sua graça e sua grandeza. Tudo o que fizemos, tudo o que fizemos como país, fizemos juntos. Não como cidadãos divididos uns contra os outros, mas como um povo comum trabalhando em direção a um futuro comum. Quando conquistamos nossa independência, fomos liderados pelo General Washington rumo à liberdade e à grandeza. Mas marchando à frente deles estavam milhares de jovens de toda a nova nação, que deram ao gênio militar de Washington sua base e seu poder de fogo. Quando salvamos o mundo da tirania na Segunda Guerra Mundial, no século XX, é claro que precisamos de grande liderança militar e genialidade tática de nossos generais — mas também precisamos de Rosie, a Rebitadeira: garotas do campo de Iowa que construíram as máquinas de guerra e os namorados que enviaram para o outro lado do mundo para invadir as praias da Normandia. Quando fomos à Lua, é claro que nossos grandes astronautas pilotaram os foguetes e nossos grandes homens da ciência e da engenharia os construíram. Mas também havia funcionários, zeladores e soldadores como meu avô, cada um desempenhando seu papel singular e americano.
Todos nós temos um papel. Todos nós tivemos nossa parte, nosso papel a desempenhar na construção de 250 anos de uma orgulhosa história americana. E todos nós precisaremos fazer a nossa parte para construir os próximos 250 anos de grandeza americana”.