quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Senador Marcos do Val alfineta Randolfe, desabafa sobre STF e desmoraliza Lula


Em pronunciamento ao vivo, o senador Marcos do Val desmoralizou Lula e criticou Randolfe Rodrigues, que vem tentando impedir a instalação de uma CPI que pode vir a investigar o governo, sob a alegação de que o governo já estaria investigando os atos do dia 8 de janeiro. Nesta toada, ele explicou suas visões quanto ao STF, no que toca ao impeachment de Lula e a respeito da presidência do Senado e do impeachment de ministros do STF.

O parlamentar encetou abordando o caráter político da “descondenação” de Lula: “Quanto ao Governo Lula, não tenham dúvida nenhuma de que sou oposição. Como vou defender quem responde processo criminal? Que ainda está respondendo. Ontem, estive em um debate com um representante do PT e ele ficou bem nervoso quando falei que o Lula ainda responde a processo criminal. Ele disse que o Lula foi inocentado e eu falei que não. Entra no site da Justiça de São Paulo e estão os processos a que ele responde, mesmo com essa manobra de que era da região A e tinha que ser julgado na região B. Isso é óbvio para todo mundo que foi uma jogada política. Como eu falo: O Brasil não é para amadores”.

O senador comparou a manobra jurídica que livrou Lula com o que ocorreria em um crime comum: “Eu dou um exemplo. A família saindo de carro pela garagem, abre o portão, chega um assaltante, pega o carro, rouba, foge com o carro. Ele foge do Espírito Santo em direção ao Rio de Janeiro. Quando chega ao Rio, a Guarda Municipal verifica que a placa é de carro roubado, é feita a interceptação, é apreendido o carro, o ladrão é preso. O advogado do ladrão vira e fala o seguinte: ‘Está ilegal, ele não poderia ser preso pela Guarda Municipal do Rio, teria que ser pela Polícia Militar ou pela Polícia Civil do Espírito Santo’. Aí, o STF foi lá e falou que tem razão. O fato do roubo aconteceu. Faço essa comparação para entenderem que ele não foi inocentado, ele foi viabilizado como candidato”.

Marcos do Val explicou a dificuldade de promover o impeachment de ministros das cortes superiores em um senado tomado por senadores que têm problemas com a justiça e cujos casos serão julgados pela própria corte. Ele disse: “Dos 27 senadores que estão chegando, 90% responde a processos. Alguns por realmente terem cometido algo, alguns por ações da oposição, por questões políticas, embates políticos. Hoje, precisamos de 41 senadores para o impeachment de ministros do STF ter andamento. Não podemos generalizar e dizer que, no STF, ninguém presta. Tem o André, o Kássio, tem ministros que acreditam que estão fazendo o correto”.

O senador explicou também como o ativismo judicial do Supremo tem a cooperação de parlamentares da extrema-esquerda que judicializam os temas quando perdem as votações no Congresso: “Outro problema são os senadores que perdem no Congresso. Apresenta um projeto de lei, perde na votação, corre no colo do STF, o STF coloca no colo, dá mamadeira e ele sai feliz com decisão do STF. Isso passou a ser frequente por alguns senadores. Não preciso dizer nomes, vocês sabem quais são. É vergonhoso”.

A atuação de parlamentares de extrema-esquerda, provocando o Supremo Tribunal Federal todas as vezes que perdem o debate político no parlamento, tem a colaboração da velha imprensa, que cria as narrativas que são utilizadas como “provas” nos inquéritos políticos conduzidos nas cortes superiores. Essa cooperação entre extrema-esquerda, velha imprensa e tribunais superiores resulta em intensa perseguição a veículos conservadores independentes, como a Folha Política. O jornal, que já teve todos os seus equipamentos apreendidos a mando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, agora tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, com o respaldo e aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 18 meses, a renda de jornais, sites e canais conservadores vem sendo retida sem qualquer previsão legal.  

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