quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

PARLAMENTARES ULTRAPASSAM ASSINATURAS NECESSÁRIAS PARA CPI DO BANCO MASTER E SE UNEM POR IMPEACHMENT DE MORAES


 Em meio ao recesso e às festividades de fim de ano, alguns parlamentares continuam mobilizados para promover a investigação dos escândalos envolvendo o STF e o banco Master. O deputado Carlos Jordy anunciou: “Já temos 205 assinaturas para a instalação da CPMI do Banco Master. Eram necessárias 198 e conseguimos 7 a mais. Contudo, não podemos nos acomodar. Continuem cobrando para que mais deputados e senadores assinem o requerimento. Obrigado a todos que ajudaram até aqui. Feliz ano novo!”

A deputada Caroline de Toni explicou: 

“Quando quem apita também joga. 

Em 2023, o STF decidiu afrouxar a regra que impedia ministros de julgar processos envolvendo clientes de escritórios de seus cônjuges ou parentes.

O voto foi acompanhado por Alexandre de Moraes.

Antes, a regra era simples: ❌ juiz não julga caso ligado a escritório de familiar, mesmo que outro advogado assine.

Depois da decisão do STF:✅ passou a poder.

A régua mudou dentro do próprio tribunal.

Agora, os números.

Após a posse de Moraes no STF, a atuação de sua esposa nas cortes superiores:

📊 saltou de 27 para 152 processos

📈 85% das ações começaram depois da posse

Dados do Estadão.

Não é um caso isolado.

Após a posse de Dias Toffoli no STF, a atuação de sua então esposa:

📊 foi de 53 para 127 processos

📈 crescimento de 140%

📌 clientes: grandes grupos empresariais

Perceba o padrão:

1º ministros julgam e flexibilizam regras de impedimento

2º escritórios de familiares explodem em atuação

3º causas bilionárias chegam às cortes superiores

Um grave problema institucional. Refizeram a regra para jogar com vantagem depois.

Nenhuma democracia séria e madura normaliza isso. Pode estar formalmente permitido, porque o parâmetro foi afrouxado. Mas está fora do que sustenta a confiança pública e a credibilidade institucional.

O quadro ficou ainda mais sensível quando reportagens revelaram um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Na sequência, o banco:

• passou a ser investigado pela Polícia Federal;

• teve sua liquidação decretada pelo Banco Central;

• foi citado em reportagens que noticiaram ligações e encontros de Alexandre de Moraes com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para tratar do caso;

• teve pedidos de investigação arquivados pela PGR, que afirmou não vislumbrar ilicitude na conduta do ministro ou de sua esposa.

O ambiente de questionamentos institucionais se ampliou ainda mais após reportagens registrarem que o ministro Dias Toffoli viajou em jato particular ao lado de advogado ligado ao Banco Master na véspera do sorteio da relatoria. 

O recurso do advogado entrou 4 dias depois no STF. No mesmo dia, o Ministro Toffoli: 

* Colocou sigilo no caso;

* transferiu o inquérito para o STF;

* acolheu o pedido do investigado (o mesmo advogado do voo). 

Todos esses episódios são fatos noticiados, que, em conjunto, elevaram o grau de sensibilidade institucional do caso.

Fatos públicos, amplamente noticiados.

A pergunta que realmente importa não é “é permitido?”.

A pergunta é outra:

👉 é aceitável que ministros decidam regras que favorecem diretamente o entorno familiar do próprio tribunal?

Juiz não pode ser legislador em causa própria.

Nem formalmente.

Nem simbolicamente.

Quando isso acontece, a Justiça pode até continuar legal, mas deixa de ser crível”.

O administrador Joel Filho lamentou: “O caso do Banco Master deveria derrubar Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Paulo Gaveta (Gonet). Mas estamos no Brasil”.

O cidadão Wendel Fábio apontou: “Para Gonet, apesar das reportagens publicadas sobre o tema, não há “elementos concretos ou indícios”. Ou seja, o caráter excepcional do regime é explícito: aos seus opositores, dispensa-se a exigência de provas para punição”.

O senador Carlos Portinho ironizou: “Crime seria importunar a baleia. Um contrato de 129 milhões de fachada não há o q dizer!”

O deputado estadual Bruno Souza disse: “A PGR, cujo Procurador-Geral foi publicamente defendido e teve o apoio explícito de Alexandre de Moraes para chegar ao cargo, acaba de arquivar a investigação sobre o suspeitíssimo contrato de R$ 129 milhões envolvendo… a própria família de Moraes”

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