segunda-feira, 24 de abril de 2023

Senador Marcos Pontes analisa indícios de armação em vídeos do 8 de janeiro: ‘uma técnica de judô aplicada aí’


O senador Astronauta Marcos Pontes, em sua transmissão diária pelas redes sociais, comentou os efeitos da divulgação de imagens do interior do palácio do Planalto no dia 8 de janeiro. Nos vídeos divulgados, vê-se o então ministro de Lula, general Gonçalves Dias, interagindo com invasores, e também é possível ver invasores planejando suas ações para a produção de imagens fotográficas, acompanhados de um jornalista com identificação da agência de notícias Reuters, que parece inclusive mostrar as imagens para o agente que simula quebrar uma porta e o cumprimenta amigavelmente. 

O senador explicou a necessidade de não se apegar a nenhuma das narrativas e analisar os fatos, formulando e testando hipóteses para compreender os fatos. Ele lembrou que o país teve uma eleição extremamente disputada e Lula foi escolhido com uma diferença mínima de votos, e passou a questionar as estratégias utilizadas pelo governo para lidar com a oposição. 

Astronauta Marcos Pontes explicou que a questão fundamental é a manutenção da narrativa de que o governo é “a favor da democracia”, enquanto seus atos visam limitar a liberdade popular. O senador apontou a contradição entre tentar criminalizar as manifestações da direita ao mesmo tempo em que apoia movimentos como o MST, e resumiu o dilema do governo: “ser a favor da democracia e ser contra a demonstração da população contrária ao governo”.

O senador apresentou hipóteses que poderiam estar sendo utilizadas pelo governo para lidar com a oposição. Ele apontou que uma primeira solução que o governo poderia estar utilizando seria criar a narrativa de que todo movimento feito contra o governo Lula é “antidemocrático”. Pontes mostrou que tal solução não tem como prosperar, já que não é possível sustentar por muito tempo a noção de que a vontade do povo é contrária à democracia. 

O senador Marcos Pontes aventou uma segunda hipótese, baseada nas técnicas do judô, de utilizar a força do adversário contra ele próprio. Ele apontou que uma grande força da direita está nos movimentos com pessoas nas ruas e considerou como isso poderia ser utilizado contra a própria direita. O senador apontou a possibilidade do uso de infiltrados para promover quebra-quebra, como muitos dos vídeos parecem sugerir, inclusive com a participação da velha imprensa. Ele apontou a estratégia de colocar pessoas treinadas em meio à multidão, facilitar a entrada, fazer registros dos atos, e disse: “prepara todos os registros e, quando isso acontecer, bota a culpa nos patriotas, no Bolsonaro, no Anderson, nesse pessoal, de forma que possa ficar “provado” que foi feito pela direita”. O senador prosseguiu: “é um plano muito bom, uma técnica de judô aplicada aí. Depois, para complementar, a gente decreta sigilo nas imagens, decide o que pode mostrar, o que não pode mostrar, e aproveita, durante esse tempo, para manter um monte de gente presa para servir de exemplo, coibir ou inibir qualquer tipo de manifestação”.

O astronauta Marcos Pontes mostrou que essa hipótese explicaria por que o governo não quer a instalação da CPMI: “De repente, ter investigações em paralelo não é bom. Se tiver outros eixos de investigação, como uma CPMI, vai abrir outras variáveis que talvez eu não consiga controlar”. Ele disse: “Isso é uma hipótese, imaginação. Para ver o que aconteceu. São hipóteses que a gente vai ter que levantar na CPMI”. O senador explicou que a CPMI precisa analisar os fatos de forma técnica, sem descambar para uma politicagem semelhante à da CPI da pandemia. E disse: “se as razões legais levarem ao impeachment de alguém, que seja feito”. 

A CPI da pandemia, mencionada pelo senador, recusou-se a investigar os indícios de corrupção com recursos enviados pelo governo federal a estados e municípios, mas foi pródiga em intimidar cidadãos, humilhar pessoas, promover quebras de sigilos sem qualquer fundamentação, vazar dados sigilosos para a velha imprensa e ameaçar pessoas de prisão. Naquela CPI, a atuação conjunta entre a velha imprensa e o comando da CPI chamou a atenção, seja pelo apoio explícito, seja pelo acesso privilegiado a documentos sigilosos, que, ao chegar à CPI, “vazavam” rapidamente para esses veículos. 

Esse intercâmbio entre a velha imprensa, CPIs, e inquéritos nas cortes superiores resulta em intensa perseguição a veículos conservadores independentes, como a Folha Política. O jornal, que já teve todos os seus equipamentos apreendidos a mando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, tem sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, com o respaldo e aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Toda a renda de mais de 20 meses de trabalho de jornais, sites e canais conservadores vem sendo retida sem qualquer previsão legal. 

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