Senadores, deputados, jornalistas e advogados denunciaram novos atos de perseguição de Alexandre de Moraes, do STF, em meio a graves denúncias envolvendo o Banco Master. Além de se unirem pela instalação de uma CPMI e pelo impeachment do ministro, parlamentares reagiram à intervenção de Moraes no CFM, celebraram a ofensiva de Donald Trump e Marco Rubio contra esquerdistas aliados de Lula na América Latina e defenderam Jair Bolsonaro e outros presos políticos.
Ademais, parlamentares avaliaram anúncios de que Fernando Haddad e Ricardo Lewandowski deixarão o Governo Lula.
STF
O deputado federal José Medeiros, pré-candidato ao Senado, pontuou: “O ministro Alexandre de Morais conseguiu, mais uma vez, usa Bolsonaro e os presos políticos para tirar o foco do escândalo do banco master em que teve seu nome e da esposa envolvido”.
A advogada Katia Magalhães alertou: “AM não é juiz de execução, e não pode agir de ofício.
O CFM não poderia ter acatado o cerceamento ilegal à sua atividade fiscalizadora.
Porém, a exemplo do CFOAB, renunciou à própria autonomia. Como todas as entidades no BR, se tornou mais um executor dos caprichos de AM”.
O economista Marcelo Pessoa fez um levantamento de várias ocasiões em que o próprio ministro Alexandre de Moraes chamou os réus de seus processos de ‘covardes’, a mesma acusação que é feita ao pastor Silas Malafaia.
“Todas as vezes em que Alexandre de Moraes xingou cidadãos brasileiros de covardes:
- 11 de dezembro de 2020, em evento sobre a pandemia e instituições:
“[...] dessas milícias digitais, que são absolutamente covardes pessoalmente, mas muito corajosas digitalmente, quando estão atrás de robôs e perfis falsos”.
- 4 de janeiro de 2024: em fala sobre os planos dos manifestantes do 8 de janeiro de 2023:
“Esses golpistas são extremamente corajosos virtualmente e muito covardes pessoalmente.”
- 1º de agosto de 2025: durante a sessão plenária extraordinária que marcou a retomada dos trabalhos do STF após o recesso judiciário de julho:
"Estamos verificando diversas condutas dolosas e conscientes de uma verdadeira organização criminosa que, de forma jamais anteriormente vista em nosso país, age de maneira covarde e traiçoeira, com a finalidade de tentar submeter o funcionamento deste Supremo Tribunal Federal ao crivo de um estado estrangeiro. Age, repito, de maneira covarde e traiçoeira. Covarde porque esses brasileiros pseudopatriotas encontram-se foragidos e escondidos fora do território nacional. Não tiveram coragem de continuar no território nacional."
“É uma, como disse o ministro Gilmar Mendes, é uma verdadeira traição à pátria, uma traição covarde e traiçoeira.”
“Mas, da mesma forma, essas ameaças covardes, infrutíferas, também continuam sendo dirigidas a membros desta corte, esta semana dirigidas ao eminente ministro presidente Luiz Roberto Barroso, ao nosso decano, ministro Gilmar Mendes, ao ministro Cristiano Zanin, mas, mais grave, patético desses traidores, também de viva voz, áudio e vídeo, ameaças às esposas e familiares, citando nominalmente as esposas do ministro Gilmar, do ministro Cristiano Zanin, demonstrando não existir limites para ousadia e covardia dessa organização criminosa que será, como bem disse o ministro Gilmar Mendes, será integralmente responsabilizada.”
- 21 de outubro de 2025: durante o julgamento do núcleo de desinformação (núcleo 4) da trama golpista pós-8 de janeiro:
“É o modus operandi dessas milícias digitais: a covardia. Eles atacam não só a pessoa, mas a família. Milicianos covardes e criminosos que atacam a família.”
O diretor do Instituto Liberal, João Luiz Mauad, publicou o levantamento e questionou: “Será que algum juiz dará prazo para Alexandre de Moraes se explicar?”.
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