Em seu último pronunciamento antes da posse, marcada para o dia 7, o presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, reagiu à ofensiva do presidente Gustavo Petro, rebateu narrativas sobre a nova sede de governo e reafirmou seu compromisso de combater o narcoterrorismo e descentralizar o governo para atender ao povo. Espriella apontou que o questionamento do resultado das urnas, feito por Gustavo Petro, é inédito na história da Colômbia e desafia a vontade soberana do povo expressa nas urnas. Espriella disse: “a tal ‘desobediência civil’ não é nada mais do que um eufemismo para tentar desestabilizar a democracia, e não vou permitir isso. Nesse mês e meio de trabalho duro junto com a maravilhosa equipe que estou formando, me dediquei a trabalhar em várias frentes para recuperar alguma coisa dos quatro anos desastrosos do país nas mãos de Petro”. Espriella afirmou: “vamos recuperar a soberania e proteger os cidadãos do crime e do narcoterrorismo, fenômenos criminosos que se fortaleceram com a cumplicidade do governo que está de saída e do atual presidente”. Abelardo de la Espriella apontou que a simples perspectiva da saída de Petro já tem efeitos positivos na economia e disse: “a confiança que a eleição do tigre trouxe à economia é uma bênção em meio ao desastre deixado por Petro e sua quadrilha”. Espriella rebateu as narrativas de que estaria construindo uma ‘Casa Branca no Caribe’, explicando que o prédio escolhido para sede do governo já existia e foi construído no estilo neoclássico, e que está sendo reformado com recursos privados para oferecer as condições de uso pelo governo. Ele afirmou: “não será, como tentaram apresentar, um símbolo de privilégio. Será um símbolo da descentralização de que a Colômbia precisa, um símbolo de autoridade e de presença institucional. Porque eu assumi um compromisso com a Colômbia, de governar a partir das regiões e romper com o centralismo que, por décadas, manteve o Estado afastado de milhões de cidadãos. (...) Não estou construindo um novo palácio; estou edificando uma nova forma de governar a Colômbia, mais próxima do povo, mais próxima das regiões e mais próxima de onde se tomam as decisões que garantem a segurança e o futuro da pátria”.
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