quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Deputado Marcel Van Hattem mostra hipocrisia da esquerda após agressão a deputado e alerta: ‘Se não punirmos de forma exemplar a agressão física, isso aqui vai virar ringue’


Da tribuna, o deputado Marcel Van Hattem lamentou a agressão física cometida por um petista contra um deputado da oposição ao governo Lula, lembrando ainda que o petista fez um xingamento que, se fosse proferido por um conservador, certamente seria suficiente para sua criminalização e cassação. 

Van Hattem disse: “Poucas coisas são tão vergonhosas para um ser humano quanto receber um tapa na cara, Sr. Presidente. É vexaminoso. E o Deputado Messias Donato, agredido pelo Deputado Quaquá, é uma pessoa tão de paz que não reagiu, como talvez muitos aqui teriam feito, a ponto de talvez ter sido necessário suspender ou até encerrar aquela solenidade, que foi a promulgação da reforma tributária. É preciso dar ao Deputado Messias Donato todo o crédito e toda a nossa solidariedade por ter se portado, num dos momentos mais vexaminosos, provavelmente, da sua vida, de uma maneira cidadã, civilizada. O Deputado Messias Donato, que tem família, que tem amigos, que tem eleitores, que é um ser humano, foi agredido com um tapa na sua face e manteve-se na sua posição de integridade. Depois veio à tribuna se pronunciar e chorou”.

O deputado ressaltou que a esquerda, salvo raríssimas exceções, não manifestou qualquer palavra de solidariedade ou de repúdio às agressões. Van Hattem apontou que o agressor, deputado Quaquá, foi à imprensa para admitir seus atos, com orgulho, e para ameaçar parlamentares conservadores. Van Hattem disse: “depois do ocorrido, ele vai à imprensa, repete o que aconteceu e, em vez de ter um momento de dignidade, de voltar atrás e pedir desculpas, quem sabe agiu com a cabeça quente. Não! Vou repetir: "Tomou um tapa na cara. Se me empurrar, dou de novo".

Marcel Van Hattem lembrou que, na mesma sessão, parlamentares foram censurados simplesmente por repetir os termos utilizados por Quaquá. Ele disse: “O Deputado Quaquá foi homofóbico na sua fala, e cadê a Esquerda para dizer que isso não pode ser feito?”

O deputado alertou: “Se não houver Conselho de Ética para cassar um Deputado que dá um tapa na cara do outro, não tem mais motivo para o Conselho de Ética existir na Câmara dos Deputados. Se não punirmos de forma exemplar a agressão física, isso aqui vai virar ringue. Se, por uma agressão verbal qualquer que seja, um Deputado decide espalmar a mão e colocar as suas cinco digitais na orelha do vizinho, se isso for razão para responder à agressão, por que o Deputado Nikolas Ferreira, quando chamado pejorativamente de cervídeo diminuto, não fez o mesmo? Porque isso não cabe, Sr. Presidente. Não cabe no Parlamento a reação de um Parlamentar com violência”.

Caso os parlamentares não se “esqueçam” do ocorrido durante o recesso parlamentar, e caso o Conselho de Ética venha a apreciar a agressão física do deputado Quaquá, ele dificilmente sofrerá qualquer punição. O deputado terá o direito à amplíssima defesa, diferente de cidadãos comuns que sofrem perseguição política, e que são investigados, acusados e julgados em tribunais de exceção.

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