segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Deputado Reinhold Stephanes aponta urgência de CPI para investigar abusos de Moraes: ‘Muita coisa errada para ser investigada’


Ao defender a instalação da CPI dos Abusos de Autoridade do STF e do TSE, o deputado Reinhold Stephanes apontou a urgência e a necessidade dessa Comissão Parlamentar de Inquérito. Ele disse: “171 deputados, aqui, deram sua assinatura para que ela ocorresse. Espero, agora, que nosso presidente Arthur Lira realmente implante essa CPI, porque o abuso de autoridade tem acontecido de uma maneira absurda, não só usando o Estado para perseguir seus oponentes - mandando a polícia federal na casa de quem não tem foro privilegiado, mandando gente presa, não tendo acesso ao processo por seus advogados… Fazendo política. A Suprema Corte hoje, que é a maior instância da justiça no Brasil, infelizmente, toda hora comete abusos de autoridade”. 

O deputado relatou: “eu tenho coletado assinaturas para uma PEC que prevê que a Câmara ou o Senado possam, individualmente, sustar decisões do Supremo. (...) E tenho escutado a mesma coisa que você escutou na sua peregrinação para conseguir assinaturas: muitos deputados têm medo de assinar qualquer coisa que se refira à Suprema Corte. Por perseguições, por terem processos… ou seja: hoje existe, literalmente, um estado alterado das coisas. Perseguições e medo. Deputado federal não podia ter medo”.

Stephanes concluiu: “Ou seja: o abuso de autoridade e as perseguições pela Suprema Corte, infelizmente, por parte de vários ministros, têm acontecido. E, se a gente implantar essa CPI, que o governo não tome conta dela, como tomou conta da da CPMI dos atos do dia 8/1. Porque, realmente, tem muita coisa errada para ser investigada”. 

A CPMI do dia 8 de janeiro, mencionada pelo deputado, foi “tomada” pelo governo e limitou-se a repetir, inclusive com alguns dos mesmos personagens, a CPI da Pandemia, que ficou conhecida como “CPI do Circo”, que serviu principalmente para a perseguição política. Assim como a CPI da Pandemia, a CPMI do dia 8 de janeiro também não poupou esforços em humilhar pessoas e empresas que manifestaram apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, além de quebrar sigilos sem qualquer fundamentação, vazar dados sigilosos para a imprensa e ameaçar pessoas de prisão. 

O procedimento é o mesmo observado em inquéritos conduzidos em cortes superiores: matérias da velha imprensa atribuem um “rótulo” ou “marca” a um grupo de pessoas, e isso é tido como suficiente para quebras de sigilos, interrogatórios, buscas e apreensões, prisões e confiscos. Após promover uma devassa nas pessoas e empresas, no que é conhecido como “fishing expedition”, os dados são vazados para a velha imprensa, que então promove um assassi* de reputações que dá causa a novas medidas abusivas. Conforme vários senadores já notaram, os procedimentos são, comumente, dirigidos aos veículos de imprensa independentes, em evidente tentativa de eliminar a concorrência, controlar a informação e manipular a população brasileira. 

Em um inquérito administrativo no Tribunal Superior Eleitoral, seguindo esse tipo de procedimento, o ministro Luís Felipe Salomão ordenou o confisco da renda de diversas pessoas, sites e canais conservadores, inclusive a Folha Política. A decisão recebeu elogios dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin.

A decisão não discrimina os conteúdos e atinge a totalidade da renda dos sites, com o objetivo de levar ao fechamento dos veículos por impossibilidade de gerar renda. Há mais de 30 meses, todos os nossos rendimentos são retidos sem qualquer base legal. 

Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar a impedir o fechamento do jornal, doe qualquer valor através do Pix, utilizando o QR Code que está visível na tela ou o código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.

Há mais de 10 anos, a Folha Política vem mostrando os fatos da política brasileira e dando voz a pessoas que o cartel midiático quer calar. Pix: ajude@folhapolitica.org

Toda a renda gerada pelo nosso jornal por mais de 30 meses está confiscada por ordem do TSE. Ajude a Folha Política a continuar o seu trabalho. Doe por meio do PIX: ajude@folhapolitica.org  


Depósitos / Transferências (Conta Bancária): 

Banco Inter (077)

Agência: 0001

Conta: 10134774-0

Raposo Fernandes Marketing Digital LTDA (Administradora da Folha Política)

CNPJ 20.010.215/0001-09

-

Banco Itaú (341)

Agência: 1571

Conta: 10911-3

Raposo Fernandes Marketing Digital LTDA (Administradora da Folha Política)

CNPJ 20.010.215/0001-09


Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário