segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Após ser detido pela PF para interrogatório, jornalista português é aclamado por multidão na Paulista em manifestação pelo Estado de Direito


Após ser detido no aeroporto internacional pela polícia federal, o jornalista português Sérgio Tavares conseguiu chegar à avenida Paulista a tempo de cobrir a manifestação pelo Estado de Direito com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao chegar ao local do evento, Tavares foi convidado a subir ao palanque, e já foi aplaudido quando seu nome foi ouvido na avenida. 

Ao se apresentar à multidão para agradecer pelo carinho demonstrado, Sérgio Tavares foi aclamado ao garantir que mostrará ao mundo a luta pela liberdade no Brasil. Ele disse: “o mundo vai saber a verdade sobre o Brasil. O mundo vai saber que vocês precisam de liberdade, que não podem ter censura. (...) Eu prometo: esta imagem, esta mensagem vai correr a Europa toda, o mundo todo. Liberdade!” .

Após a péssima repercussão da detenção arbitrária do jornalista, a polícia federal divulgou uma nota afirmando que estaria seguindo um “procedimento padrão” para a entrada de estrangeiros no país, afirmando que ele precisaria de um visto de trabalho, em contrariedade ao que é divulgado nos sites de órgãos do governo. A nota da polícia federal admite ainda que questionou o jornalista sobre seus posicionamentos políticos: “Além disso, o estrangeiro foi indagado sobre comentários que fez sobre a democracia no Brasil, afirmando que o país vive uma “ditadura do Judiciário”, além de outras afirmações na mesma linha, postadas em suas redes sociais”. 

Diversas personalidades se manifestaram sobre a detenção do fotógrafo, apontando que a perseguição a jornalistas é característica de ditaduras consolidadas. 

O jurista Fabricio Rebelo ironizou: “É ótima a detenção de um jornalista português ao entrar no país para cobrir as manifestações de hoje. Isso leva ao mundo a realidade da repressão nacional, acabando com qualquer imagem internacional de que vivemos em uma democracia”.

O advogado Andre Marsiglia apontou: 

O jornalista português Sérgio Tavares não parece ter passado por protocolo padrão nenhum. A justificativa de que precisava de um visto de trabalho, como muitos mostraram, é irrazoável e, ainda que não fosse, não explica seu interrogatório de horas sobre publicações que fez sobre o Brasil.

O que houve se assemelha com a “prisão para averiguação”, procedimento que, comum em regimes autoritários passados, foi considerado incompatível com as garantias da Constituição de 88. 

Me espanta o silêncio das autoridades dos dois países, das entidades de defesa dos jornalistas e de uma parte da imprensa que, relativizando o caso, disse que ele não era jornalista profissional.

Ainda disseram que esse é o procedimento padrão nos aeroportos do mundo. Nunca vi ninguém ser parado em aeroporto nenhum para ser questionado sobre o que pensa do judiciário local”.

O investidor Leandro Ruschel disse: “Sergio Tavares foi liberado, após passar horas retido pela PF, e questionado, segundo ele, sobre suas opiniões políticas. Tavares é um jornalista independente português, e veio ao Brasil para cobrir a manifestação na Paulista, logo mais. Claro ato de intimidação, típico de ditaduras”. 

Após a divulgação da nota da polícia federal, Ruschel acrescentou: 

“Ao tentar desmentir a perseguição política ao jornalista português Sérgio Tavares, retido ao entrar no Brasil, a PF acaba confirmando que o constrangeu justamente por esse motivo.

Em nota, a corporação afirmou que a retenção foi por conta de 'procedimento padrão', mas deixa claro que as suas redes sociais estavam sendo monitoradas.

Além disso, há a confirmação que ele foi questionado sobre suas opiniões políticas.

Segundo a PF, ele precisaria de visto de trabalho para fazer a cobertura jornalística do evento na Paulista, hoje.

Ora, se ele não pode fazer a cobertura, por que foi liberado para entrar no país, afinal?”

O site Hoje no Mundo Militar comentou: “Visto de trabalho? Mas segundo o site do governo brasileiro: "cidadãos da União Europeia que viajem ao Brasil para exercer atividade jornalística estão isentos de visto para estadas de até 90 dias, desde que a atividade não seja remunerada por fonte brasileira". A PF não conhece as regras de vistos para jornalistas europeus?”

A ativista Steh Papaiano disse: “Meu Deus do céu que vergonha… prenderam um jornalista estrangeiro, que vergonha”.

O internauta Adel Delcastil disse: “Se a intenção era a de não permitir que ele mostrasse ao mundo a ditadura enrustida que vivemos, esse foi mais um tiro no pé. O mundo inteiro agora já está sabendo”.

O advogado Maurizio Spinelli lamentou: “Silêncio CRIMINOSO dos jornalistas brasileiros sobre o interrogatório a que um jornalista português (Sérgio Tavares) está sendo submetido nesse momento pelo simples fato de estar fazendo seu trabalho”.

A cidadã Ingrid Oliveira lamentou: “A PF passou de orgulho do Brasil nos tempos da Lava Jato para ser hoje uma de suas vergonhas. Viraram uma espécie de polícia política a serviço do poder e violando as liberdades mais básicas dos cidadãos brasileiros e estrangeiros. Triste…”

A deputada Bia Kicis disse: “Jornalista português Sérgio Tavares  foi detido, hoje pela manhã, no aeroporto de Guarulhos, no momento de seu desembarque. Ele veio para cobrir o democrático evento na Paulista. Seu passaporte está retido pela Polícia Federal. Até o momento não houve qualquer justificativa para tal ato contra um cidadão português”.

A jornalista Fernanda Salles lembrou: “Brasil atual é o país que deixa o ditador comunista Nicolás Maduro, acusado pelos EUA por narcotráfico, passar direto no aeroporto e retém um jornalista português conservador que cometeu o 'crime' de opinar”.

O senador Carlos Portinho disse: “E fica a pergunta: Quem mandou “segurar” e “levar para depor” o jornalista português do Noticias Tavares  no controle de passaporte?”

O partido português ADN fez um comunicado à imprensa, em que exigiu a intervenção imediata do governo de Portugal e da Embaixada portuguesa em relação à detenção política do jornalista. O comunicado aponta: “Esta perseguição fascista de uma extrema-esquerda que apoia o presidente Lula da Silva, é fruto da complacência que o nosso Governo e o presidente da República têm com criminosos condenados por crimes”. 

O ex-deputado Deltan Dallagnol, que foi o procurador coordenador da força-tarefa Lava Jato, disse: 

“É inacreditável o que aconteceu hoje com o jornalista português Sérgio Tavares: ele não cometeu nenhum crime, mas era monitorado pela PF e foi detido ao chegar ao Brasil e questionado por conta de suas opiniões em redes sociais.

Por princípio, jornalistas de todos os veículos deveriam ser os primeiros a protestar contra isso, mesmo que discordem de Tavares em tudo, mas só no Brasil encontramos a figura do “jornalista que apoia censura”.

Até onde vai a tirania judicial do Brasil?”

O médico dr. Francisco Cardoso disse: “A Polícia Federal alegou que reteve o jornalista português para verificar questões sobre visto de trabalho. Porém, segundo o site do próprio governo brasileiro: "(…) cidadãos da União Europeia que viajem ao Brasil para exercer atividade jornalística estão isentos de visto para estadas de até 90 dias, desde que a atividade não seja remunerada por fonte brasileira". A PF desconhece a própria Lei?”

O perfil “Alfred Newman” ironizou: “O jornalista português falou que o Brasil vive uma ditadura do judiciário. Pra provar que ele está errado, o Judiciário mandou a Polícia Federal deter ele no aeroporto, apreender o passaporte e interrogá-lo sobre essas falas dele. Viva a democracia!”.

O senador Eduardo Girão se manifestou: “Inexplicável e repugnante.Típico de uma ditadura. Sergio Tavares é jornalista português e tem muito apreço por brasileiros. Ele veio pessoalmente ao País apenas para reportar ao mundo sobre o que se passa no Brasil da “democracia relativa”…Tô mobilizado com nosso gabinete no Senado em Brasília junto às autoridades sobre mais essa vergonhosa arbitrariedade. Paz & Bem”

A censura que vem se intensificando no Brasil atinge unicamente conservadores e já causou o fechamento de alguns veículos de imprensa. Mas a perseguição não se limita à censura e inclui muitas outras medidas, inclusive prisões políticas, devassas, buscas e apreensões, ass*** de reputações, entre outras. 

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